O Que São As Células Tronco

As células-tronco são capazes de se renovar e se diferenciar em várias categorias funcionais de células. Isso significa que elas podem se dividir e se transformar em diferentes tipos celulares. Essas células têm a capacidade de serem programadas para desempenhar funções específicas, pois estão em um estágio onde ainda não estão completamente especializadas. A seguir, serão apresentados os diversos tipos de células-tronco existentes.

Tipos de células-tronco: uma visão geral

As células pluripotentes são aquelas que possuem a capacidade de se diferenciar em qualquer tipo de célula adulta. Essas células podem ser encontradas no interior do embrião durante o estágio conhecido como blastocisto, que ocorre aproximadamente 4 a 5 dias após a fecundação. A região destacada em vermelho na Figura 2 é chamada Massa Celular Interna e é composta por essas células-tronco embrionárias.

Na Figura 2, é possível observar o processo de extração das células da Massa Celular Interna do blastocisto com o objetivo de obter as células-tronco embrionárias.

Embora o estágio embrionário tenha duração de várias semanas, só são consideradas células-tronco embrionárias estas com 4 a 5 dias de gestação. Percebam na figura abaixo (Figura 3) que o embrião, em uma fase posterior ao embrião de 5 dias, já apresenta estruturas mais complexas como coração e sistema nervoso em desenvolvimento, ou seja, as suas células já se especializaram. O corpo humano possui, aproximadamente, 216 tipos diferentes de células e as células-tronco embrionárias podem se transformar em todas elas! Veja abaixo um esquema exemplificando este processo.

Figura 3: Progresso do embrião desde a célula inicial até se tornar um organismo adulto.

O Conceito das Células-Tronco Adultas

As células-tronco são encontradas em diferentes partes do nosso corpo, como a medula óssea e o sangue do cordão umbilical. Elas desempenham um papel importante na renovação das nossas células ao longo da vida. Essas células têm a capacidade de se dividir e gerar tanto uma nova célula idêntica quanto outra que já está diferenciada. Embora sejam menos versáteis do que as células-tronco embrionárias, essas células multipotentes estão presentes em todos os órgãos do nosso corpo (Figura 4).

Na Figura 4, é possível observar que as células-tronco adultas podem ser obtidas a partir de diferentes órgãos.

O Conceito das Células-Tronco Induzidas

A reprogramação celular ocorre quando vírus contendo quatro genes (oct-4, sox-2, Klf-4 e c-Myc) são introduzidos no DNA de células adultas, como as da pele. Esses genes alteram o código genético das células, fazendo-as retornar ao estágio de uma célula-tronco embrionária. Com essa nova programação, as células adquirem características de autorrenovação e a capacidade de se diferenciarem em qualquer tipo de tecido.

As células que possuem a capacidade de se diferenciar em diferentes tipos celulares são conhecidas como células-tronco de pluripotência induzida, também chamadas de iPS (do inglês induced pluripotent stem cells).

Figura 5: Esquema mostrando como é feita a reprogramação das células da pele através da inserção dos vetores virais.

Obtenção de células-tronco: como é possível?

As células-tronco podem ser obtidas de duas fases distintas do indivíduo. Na fase adulta, elas podem ser encontradas no sangue do cordão umbilical, no tecido do cordão umbilical, na medula óssea e no sangue periférico mobilizado. Já na fase embrionária, as células-tronco estão presentes no blastocisto – uma estrutura formada nos primeiros dias após a fecundação.

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Fase Adulta:

– Sangue de Cordão Umbilical

– Tecido do Cordão Umbilical

– Medula Óssea

– Sangue Periférico Mobilizado

Fase Embrionária:

– Células contidas no blastocisto

Aplicações das células-tronco: uma visão geral

A investigação das células-tronco desempenha um papel crucial na compreensão do funcionamento e crescimento dos organismos, bem como na manutenção dos tecidos ao longo da vida adulta. Esse conhecimento é essencial para entender os processos que ocorrem no organismo durante uma doença. A utilização de células-tronco permite aos cientistas modelar doenças, testar medicamentos e desenvolver terapias eficazes.

A substituição de células doentes por células saudáveis, conhecida como terapia celular, é uma aplicação promissora das células-tronco no tratamento de doenças. Essa abordagem tem o potencial de ser utilizada em diversas condições em que ocorre a degeneração dos tecidos.

É importante acrescentar ainda que todos os tipos de células-tronco são necessárias para pesquisa. Cada uma delas têm um potencial diferente a ser explorado e, em muitos casos, elas podem ser complementares.

Apesar do surgimento das células iPS, é fundamental continuar utilizando as células-tronco embrionárias, uma vez que o conhecimento sobre elas é essencial para o desenvolvimento da reprogramação celular. Embora as iPS tenham resultados promissores, ainda existem diferenças em relação às células embrionárias e o processo de reprogramação não é totalmente seguro devido à utilização de vírus. Estão sendo estudadas alternativas, mas a comparação entre os dois tipos celulares é crucial.

Obtendo células-tronco: como é possível?

Além disso, as células-tronco também podem ser encontradas na medula óssea e no sangue de crianças e adultos. Assim como as provenientes do cordão umbilical, essas células têm potencial para produzir diferentes tipos celulares sanguíneos.

É interessante destacar que o uso terapêutico das células-tronco tem sido amplamente estudado e aplicado em diversas áreas da medicina. Por exemplo, pacientes com doenças hematológicas graves ou câncer muitas vezes necessitam de transplantes de medula óssea para substituir as células defeituosas por novas saudáveis.

Outro exemplo prático é o tratamento da leucemia infantil utilizando-se as próprias células-tronco do paciente ou um doador compatível. Nesse caso, após a quimioterapia para eliminar as células cancerígenas, são infundidas novas células-tronco saudáveis ​​para repovoar a medula óssea e restaurar sua função normal.

Os desafios a serem superados para a utilização das células-tronco no tratamento de doenças

Embora os testes com animais tenham apresentado resultados promissores, as pesquisas sobre células-tronco e suas aplicações no tratamento de doenças ainda estão em estágio inicial. Assim como qualquer outro tratamento médico, é fundamental garantir a realização de estudos e testes rigorosos para garantir a segurança e eficácia a longo prazo.

Uma vez que as células-tronco sejam encontradas e isoladas, deve-se garantir as condições ideais para que as células possam se diferenciar e se transformar nas células específicas necessárias a determinado tratamento, o que exige bastante experimentação e testes. Além disso, é preciso desenvolver um sistema que entregue as células à parte exata do corpo e as estimule a se integrar e a funcionar como as células naturais do corpo.

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O processo de transplante das células-tronco: como acontece?

Para realizar o procedimento de doação de células-tronco, é necessário que o doador seja tratado com um medicamento especial. Esse medicamento tem a função de mobilizar as células-tronco presentes no organismo do doador, fazendo com que elas sejam liberadas na corrente sanguínea.

Após a administração desse medicamento, utiliza-se uma máquina chamada “aférese” para separar as células progenitoras (células-tronco) do sangue do doador. Essa máquina funciona como um filtro, permitindo que apenas as células-tronco sejam coletadas e armazenadas em uma bolsa específica.

Depois disso, essas células-tronco são transfundidas para o receptor, ou seja, são transferidas para a pessoa que irá receber esse transplante celular. Dessa forma, as células-tronco podem ser utilizadas no tratamento de diversas doenças e condições médicas.

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Células-tronco: Conceito e Definição

Linhas de Células-Tronco Pluripotentes Yu, J; Thomson, JA – 2008 Indução de células-tronco pluripotentes a partir de fibroblastos humanos adultos por fatores definidos. Takahashi K, Tanabe K, Ohnuki M, Narita M, Ichisaka T, Tomoda K, Yamanaka S – 2007 Indução de células-tronco pluripotentes a partir de culturas embrionárias e adultas de fibroblastos em camundongos por fatores definidos. Takahashi K,Yamanaka S – 2006.

Embryonic stem cells lines derived from human blastocysts

Os pesquisadores utilizaram embriões excedentes de fertilização in vitro que foram doados por casais que não precisavam mais deles. Eles conseguiram isolar as células-tronco embrionárias e mantê-las em cultura por longos períodos sem que elas se diferenciassem ou perdessem suas propriedades pluripotentes.

Essa descoberta foi revolucionária porque abriu caminho para o desenvolvimento de novos tratamentos médicos baseados na regeneração celular. As células-tronco têm o potencial de se transformarem em qualquer tipo de tecido no corpo humano, tornando-se uma ferramenta valiosa para tratar doenças degenerativas e lesões graves.

Desde então, muitos avanços têm sido feitos na pesquisa com células-tronco embrionárias humanas. No entanto, é importante ressaltar que esse campo ainda enfrenta questões éticas complexas relacionadas ao uso desses embriões excedentes.

Isolamento de uma linhagem de células pluripotentes a partir de embriões de camundongos em estágio inicial, cultivados em meio condicionado por células-tronco teratocarcinoma.

Os 4 tipos de células-tronco: quais são?

As células-tronco são células especiais que possuem a capacidade de se diferenciar em diferentes tipos celulares do organismo. Elas desempenham um papel fundamental no desenvolvimento e na regeneração dos tecidos, sendo consideradas uma esperança para o tratamento de diversas doenças.

Existem diferentes tipos de células-tronco, cada uma com características específicas. As células-tronco totipotentes são as mais versáteis, pois têm a capacidade de se diferenciar em qualquer tipo celular do corpo humano, incluindo os tecidos embrionários e extraembrionários. Essas células estão presentes nos primeiros estágios do desenvolvimento embrionário.

Já as células-tronco embrionárias são obtidas a partir da massa celular interna do embrião em estágio inicial (blastocisto). Elas também possuem alta capacidade de diferenciação e podem dar origem aos diversos tipos celulares encontrados no organismo adulto.

Por outro lado, as células-tronco adultas estão presentes nos tecidos adultos e têm a função principal de reparar danos ou substituir as células perdidas ao longo da vida. Apesar de serem menos versáteis que as totipotentes e embrionárias, essas células ainda apresentam potencial terapêutico significativo.

Além disso, recentemente foi descoberto um novo tipo de célula-tronco chamado pluripotente induzida (iPS), que é obtido através da reprogramação genética das próprias células adultas. Essa técnica revolucionária permite transformar uma determinada população celular em iPS capazes de se diferenciarem em vários tipos celulares diferentes.

P.S. As células-tronco são uma área de pesquisa promissora e têm o potencial de revolucionar a medicina regenerativa. No entanto, é importante ressaltar que seu uso ainda está em fase experimental e requer mais estudos para garantir sua segurança e eficácia no tratamento de doenças humanas.

Características principais das células-tronco

As células-tronco são células especiais que possuem a capacidade de se autorrenovar e também de se diferenciar em diferentes tipos celulares. Essas características únicas tornam as células-tronco fundamentais para o desenvolvimento e manutenção dos tecidos do nosso corpo.

Quando um tecido sofre uma lesão ou injúria, as células-tronco presentes nesse local entram em ação. Elas começam a se multiplicar através da autorrenovação, gerando novas células idênticas às originais. Esse processo é essencial para reparar os danos causados ao tecido afetado.

P.S.: As pesquisas envolvendo o uso terapêutico das células-tronco têm despertado grande interesse na comunidade científica e médica. Acredita-se que essas poderosas ferramentas biológicas possam revolucionar tratamentos médicos futuros e oferecer esperança para pacientes com doenças degenerativas ou lesões graves.

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Doadores de células-tronco: quem são eles?

Para se tornar um doador de medula óssea, é necessário atender aos seguintes critérios:

1. Ter entre 18 e 35 anos de idade, conforme estabelecido pela Portaria nº 685, de 16 de junho de 2021.

2. Estar em bom estado de saúde geral.

3. Não ter doenças infecciosas transmissíveis pelo sangue, como infecção pelo HIV ou hepatite.

4. Não apresentar histórico prévio ou atual de câncer (exceto alguns tipos específicos).

5. Não possuir doenças autoimunes sistêmicas ou crônicas não controladas.

6. Não ser portador das seguintes condições: diabetes mellitus tipo I descompensada; hipertireoidismo grave; insuficiência cardíaca grave; insuficiência renal crônica com necessidade dialítica permanente; pneumopatias graves; cirrose hepática avançada.

É importante ressaltar que esses são apenas alguns dos critérios básicos para a doação de medula óssea e que cada caso pode ser avaliado individualmente por profissionais da área médica especializados no processo de doação.

Caso você esteja interessado em se tornar um doador, recomendamos entrar em contato com o Registro Nacional de Doadores Voluntários De Medula Óssea (REDOME) para obter mais informações sobre os requisitos e procedimentos necessários para realizar a doação.

Quais são as desvantagens das células-tronco?

As células-tronco adultas são um tipo de célula que pode ser encontrada em diversos tecidos do corpo humano, como a medula óssea. No entanto, uma limitação dessas células é que elas não conseguem se diferenciar em todos os tipos de tecido. Por exemplo, no caso do transplante de medula óssea, as células-tronco retiradas da medula têm a capacidade de dar origem principalmente às células maduras do sangue.

Essa característica das células-tronco adultas tem sido objeto de estudo e pesquisa na área da medicina regenerativa. Os cientistas buscam entender melhor o potencial dessas células e encontrar maneiras de estimulá-las a se diferenciarem em outros tipos celulares além das já conhecidas.

Uma alternativa para contornar essa limitação é o uso das chamadas células-tronco embrionárias. Essas são obtidas a partir dos embriões humanos nos estágios iniciais do desenvolvimento e possuem um maior potencial de diferenciação celular. No entanto, seu uso levanta questões éticas complexas relacionadas à manipulação e descarte dos embriões.

Outra abordagem promissora é o uso das chamadas “células-tronco pluripotentes induzidas” (iPSCs). Essas são obtidas através da reprogramação genética de outras células adultas, como as da pele ou sangue, para adquirirem características semelhantes às das células embrionárias pluripotentes. Dessa forma, evita-se o dilema ético associado ao uso dos embriões.

Os três tipos de células são quais?

As células são as unidades básicas que formam todos os seres vivos. Existem diferentes tipos de células, e elas podem ser divididas em três grupos principais: células eucarióticas, procariontes e vírus.

As células eucarióticas são as mais complexas. Elas possuem uma estrutura interna organizada chamada núcleo, onde está o material genético (DNA). Essas células estão presentes em organismos multicelulares como animais, plantas e fungos. Exemplos de células eucarióticas incluem as do sangue, da pele, do tecido nervoso e dos órgãos.

Já as células procariontes são menos complexas. Elas não possuem um núcleo definido, pois seu material genético fica disperso no citoplasma. As bactérias são exemplos de células procariontes.

Por fim, temos os vírus que não podem ser considerados verdadeiras células porque dependem de outras estruturas celulares para se reproduzirem. Os vírus são compostos por uma cápsula proteica envolvendo um material genético (DNA ou RNA).

– Célula Eucariótica: Presente em organismos multicelulares como animais, plantas e fungos.

– Célula Procarionte: Encontrada nas bactérias.

– Vírus: Não é uma verdadeira célula; depende das estruturas celulares para se reproduzir.