Aplicação De Injetáveis - 2024, Hospital da Mulher e Maternidade Santa Fé

Quais as técnicas de aplicação de injetáveis?

Vias de administração do injetáveis na farmácia As vias mais comuns de administração são: subcutânea (SC); intramuscular (IM); intravenosa (IV);

O que é aplicação de injetável?

O que é Aplicação de Injetáveis Esse é um procedimento de aplicação de medicamento injetável conforme prescrição médica. O medicamento injetável é aplicado por um de nossos profissionais habilitados, com conforto e segurança.

Quais são os tipos de injeção?

O que são – Basicamente, os medicamentos injetáveis são aqueles administrados por injeção. Ela pode ser intramuscular, intravenosa, subcutânea, subdural, intraperitoneal, dentre outros tipos. Esse tipo de medicamento é, portanto, aquele que é aplicado na veia, na pele, no músculo e em outras partes do corpo.

Quais os 3 locais de administração da intramuscular?

Os locais usuais para a aplicação de injeção IM são: o músculo deltóide (região deltóide — D), os músculos da região glútea (região dorso-glútea — DG e região ventro-glútea — VG) e os mús- culos da face lateral da coxa (região da face ântero-lateral da coxa) — FALC).

Quais são as vias de aplicação?

São as vias intravenosa, intramuscular, subcutânea, respiratória e tópica, entre outras.

Quais são as vias subcutâneas?

Tipos de aplicações de injeção e suas diferenças – Existem vários tipos de aplicações de injeção para administrar medicamentos em diferentes tecidos, sendo que os principais são classificados em:

via subcutânea (SC): camada abaixo da pele; via intradérmica (ID): localizada entre derme e epiderme; via intramuscular (IM): trecho abaixo do tecido subcutâneo, que tem menor sensibilidade a medicações via intravenosa (IV): injeta fármacos na corrente sanguínea.

Onde aplicar injeção no glúteo?

Quais são as orientações para administração de medicação intramuscular em crianças? | 25 junho 2021 | ID: sofs-43945 Em crianças, não se tem uma definição segura acerca do volume máximo por via IM, havendo recomendação em alguns estudos de até 1 ml em crianças menores de dois anos (1),

Em menores de dois anos de idade é preconizado o uso do músculo lateral da coxa devido à maior proporção muscular. Entretanto, a injeção intramuscular ( IM) nesse músculo tem o inconveniente de ser muito dolorosa, tanto em crianças como em adultos, devido à presença do nervo cutâneo lateral (1), A aplicação no músculo ventro glúteo tem vantagens pelo mesmo ser mais acessível (tanto na posição corpórea supina, prona ou lateral) e de fácil localização.

Esse local de injeção IM deve ser utilizado em maiores de 7 meses (1), Na prática de enfermagem, os músculos mais utilizados são o deltoide e o dorso glúteo, mas não são os preferenciais. O músculo deltoide tem como limitações em seu uso, o fato de possuir pouca massa muscular admitindo volume máximo de injeção de 0,5 a 1 ml, além de pequena margem de segurança para lesão dos nervos radial e axilar.

Já o músculo dorso glúteo não é bem desenvolvido em crianças menores de um ano, há presença de camada espessa de tecido adiposo, além do risco de lesão de vasos sanguíneos e do nervo isquiático (anteriormente denominado na nomina anatômica como nervo ciático) (1). A injeção IM no músculo ventro glúteo é a que representa menor risco, pois é livre de vasos ou nervos importantes e seu tecido subcutâneo de menor espessura, se comparado a outros músculos utilizados para IM.

Na prática clínica, esta é uma região muito pouco escolhida e a mudança dessa realidade depende da equipe de enfermagem, que, recebendo treinamento adequado e sendo supervisionada, talvez passe a incorporá-la em sua prática (1) A administração da dose correta de um medicamento é uma responsabilidade compartilhada entre o médico que prescreve e o medicamento e a enfermagem que o administra.

As crianças reagem com gravidade inesperada a alguns medicamentos e as crianças doentes são particularmente sensíveis. Quando se prescreve uma dose que está fora do intervalo atual ou quando há duvidas em relação à preparação ou via de administração a enfermagem sempre deve consultar o médico que prescreveu o medicamento antes de prosseguir com a administração uma vez que o pessoal da enfermagem é legalmente responsável por qualquer medicamento administrado (Hockenberry et, al) (2),

: Quais são as orientações para administração de medicação intramuscular em crianças?

Qual o ângulo da agulha na via intramuscular?

O ângulo de aplicação também deve ser realizado para evitar uma aplicação intramuscular da insulina e poderá ser de 90 ou 45 graus. Para definir o ângulo correto, deve-se considerar a faixa etária, o comprimento da agulha e a espessura de tecido subcutâneo no local de aplicação.

Agulhas Indicação Prega Subcutânea Ângulo da Inserção da Agulha Importante
4 mm Todas as pessoas Dispensável, exceto para crianças menores de 6 anos 90 ° Recomenda-se realizar prega subcutânea em pessoas com escassez de tecido subcutâneo nos locais de aplicação.
5 mm Todas as pessoas Dispensável, exceto para crianças menores de 6 anos 90° para adultos 45° para crianças e adolescentes Recomenda-se realizar prega subcutânea em pessoas com escassez de tecido subcutâneo nos locais de aplicação.
6 mm Todas as pessoas Indispensável 90° para adultos 45° para crianças e adolescentes Recomenda-se realizar ângulo de 45° em adultos com escassez de tecido subcutâneo nos locais de aplicação, para prevenir risco de aplicação IM
8 mm Risco de aplicação IM em crianças e adolescentes Indispensável 90° ou 45° adultos 45° crianças e dolescentes Recomenda-se realizar ângulo de 45° em adultos com escassez de tecido subcutâneo nos locais de aplicação, devido ao risco de aplicação IM
12, 12, 7 e 13 mm Risco de aplicação IM em todas as pessoas Indispensável 45° Alto risco de aplicação IM para todas as pessoas

Quem pode fazer aplicação de injetáveis?

Noticias São Paulo, 8 de maio de 2018. No setor de Orientação Farmacêutica do CRF-SP é recorrente o recebimento de dúvidas sobre quais medicamentos não podem ser administrados pela via injetável em farmácias e drogarias. Esclarecemos que não há uma listagem publicada em legislação que defina a relação de medicamentos injetáveis que podem ou não ser administrados nas farmácias e drogarias.

Contudo, a RDC nº 44/09, no parágrafo único do artigo 74, veda a administração de medicamentos de uso exclusivo hospitalar no ambiente de farmácias e drogarias. A informação de que um medicamento é de uso exclusivo em ambiente hospitalar consta descrita na rotulagem do produto. Conforme determina a legislação, os rótulos das embalagens secundárias de todos os medicamentos com uso restrito a hospitais devem possuir a frase, em caixa alta, “USO RESTRITO A HOSPITAIS”.

No caso dos medicamentos contendo penicilina e seus derivados somente existe proibição para realização do teste de sensibilidade nas farmácias/drogarias, conforme artigo 3º, inciso I da Portaria CVS nº 5/00, não havendo, portanto, proibição expressa para a administração dos medicamentos.

Outro questionamento recorrente é a possibilidade de somente realizar a aplicação de um medicamento que foi adquirido na própria farmácia. Nessa situação, segundo informado pela Consultoria Jurídica do CRF-SP, não é possível condicionar a prestação do serviço (aplicação) à compra do medicamento no mesmo local, pois tal fato pode, em tese, configurar, venda casada, conduta vedada pelo Código de Defesa do Consumidor.

Contudo, há a preocupação em relação à rastreabilidade e qualidade do produto que será administrado e eventuais prejuízos ao paciente decorrentes da má qualidade do medicamento e seu armazenamento inadequado. Diante disso, recomendamos que seja solicitado o cupom fiscal que comprove a aquisição do medicamento além da solicitação para que o paciente realize a assinatura de um Termo de Ciência e Responsabilidade assegurando que o medicamento foi acondicionado adequadamente e com a identificação sobre a origem do produto (CNPJ da empresa e dados do medicamento contido na embalagem), para que seja possível a aplicação do medicamento injetável.

  • É importante ressaltar que, para a administração de um medicamento injetável, o paciente obrigatoriamente deverá apresentar a prescrição emitida por profissional habilitado para a avaliação do farmacêutico.
  • O profissional deverá ainda avaliar as condições do medicamento trazido pelo paciente (verificar se a embalagem está íntegra, se o produto se encontra no prazo de validade, se há sinais de adulteração da embalagem, se os dados de lote e fabricante estão adequados) com o intuito de não evidenciar adulterações do produto que venham comprometer a qualidade da terapia.

Caso seja observado qualquer desvio de qualidade ou suspeita de adulteração do produto, a administração do medicamento não deverá ser realizada, uma vez que há justificativas técnicas que embasam tal conduta do profissional. De acordo com o Código de Ética Farmacêutica, o trabalho do farmacêutico deve ser exercido com autonomia técnica e sem a inadequada interferência de terceiros, tampouco com objetivo meramente de lucro, finalidade política, religiosa ou outra forma de exploração em desfavor da sociedade.

Segundo a Res CFF nº 357/01 que aprova o regulamento técnico das Boas Práticas de Farmácia a presença do farmacêutico é indispensável à realização dos serviços farmacêuticos. Somente a aplicação de injetáveis poderão ser ministradas pelo farmacêutico ou por profissional habilitado com autorização expressa do farmacêutico responsável técnico pela farmácia ou drogaria, preenchidas as exigências legais.

Nessa situação a presença e/ou supervisão do profissional farmacêutico é condição e requisito essencial para aplicação de medicamentos injetáveis aos pacientes, considerando a necessidade de avaliação prévia do receituário e supervisão do procedimento.

Diante do exposto, a fiscalização do CRF-SP orienta os farmacêuticos para se atentarem aos procedimentos preconizados pelas normas vigentes visto que, conforme o Código de Ética Farmacêutica, é dever do farmacêutico cumprir e fazer cumprir as disposições legais e regulamentares que regem a prática da farmácia no país, sendo seu direito exercer sua profissão com autonomia, não sendo obrigado a prestar serviços que contrariem os ditames legais. para mais informações sobre a prestação de serviço de administração de medicamentos em farmácias e drogarias, no fascículo III – Serviços Farmacêuticos, do Projeto Farmácia Estabelecimento de Saúde do CRF-SP.Em caso de dúvidas entre em contato com o Setor de Orientação Farmacêutica do CRF-SP.

Orientação Farmacêutica – CRF-SP (11) 3067-1470 ou Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. www.crfsp.org.br Atendimento Online. : Noticias

Qual a posição da agulha para aplicar injeção?

Durante a introdução da agulha o bisel deve estar lateralizado ou no sentido da fibra muscular e perpendicular à pele ou formando um ângulo 90º. Pois quando o bisel estiver vertical ou contrário a fibra muscular aumenta as chances de lesão das fibras musculares.

Qual é o ângulo da via subcutânea?

Introduzir a agulha rapidamente na área escolhida, com ângulo indicado para a espessura da tela subcutânea, que pode ser: indivíduos magros – ângulo de 30°, indivíduos com pesos normais – ângulo de 45°, indivíduos obesos – ângulo de 90°, se a agulha for 10mm x 5mm ou menor – ângulo de 90°, independente da espessura da

Como é aplicada a injeção subcutânea?

Descrição da Técnica. Para fazer a injeção subcutânea: Pinçar (segurar com os dedos indicador e polegar a pele) o tecido do local da administração, usando o dedo indicador e o polegar. Manter a região firme e introduzir a agulha com o bisel para cima, com rapidez e firmeza, formando um ângulo de 90º.

Qual a diferença entre IV e EV na enfermagem?

Qual a diferença entre via intravenosa e endovenosa? – Na verdade, os termos são sinônimos, pois ambos descrevem a aplicação de um composto diretamente na veia do paciente. Ou seja, não há diferença real entre via intravenosa e endovenosa. O que existe naturalmente é uma confusão devido à quantidade de palavras e expressões utilizadas no vocabulário da área da saúde. Nesse contexto, vale citar esta análise de expressões médicas, que afirma que o mais correto seria usar via intravenosa ou via endoflébica, esclarecendo o seguinte: ” Endovenoso é termo defeituoso por ser híbrido, isto é, formado de elementos de línguas diferentes: endo procede do grego (endon, dentro) e venoso do latim (venosus).

O hibridismo é condição censurada por bons linguistas, sobretudo quando há formas substitutas adequadas e bem formadas. Em comparação, comumente dizemos intramuscular, intracavitário, intracelular, intraoperatório e similares”. Então, sob o ponto de vista linguístico, o certo é usar o termo via intravenosa.

Porém, no dia a dia, é comum observar, também, o sinônimo via endovenosa,

Quantos ml pode aplicar no glúteo?

Músculos indicados para a administração e volume permitido em adultos são: Vasto lateral da coxa: até 4 ml. Região Dorso Glútea – Quadrante Superior Externo: até 5 ml. Região Ventro Glútea: até 4 ml.

Qual é a via intramuscular?

É a aplicação de medicamento no tecido muscular, devendo-se levar em conta: massa muscular suficientemente grande para absorver o medicamento, espessura do tecido adiposo, idade do paciente, irritabilidade da droga e distância em relação a vasos e nervos importantes, na escolha do local para a aplicação.

Qual é a via de absorção mais rápida?

Entenda como funciona a absorção de fármacos A absorção de fármacos é definida como a passagem de substâncias ativas encontradas em medicamentos para a corrente sanguínea. É um processo que depende das propriedades, da formulação e da via de administração do medicamento.

  • Adequar o fármaco à absorção necessária é importante para que o tratamento seja efetivo.
  • Como exemplo, há casos em que a absorção precisa ser lenta para prolongar os efeitos no organismo.
  • Da mesma forma, outros fármacos precisam atuar rapidamente, com a absorção mais ágil possível.
  • Veja quais são os principais fatores e os mecanismos que impactam na absorção de medicamentos, assim como as principais vias de administração.

Não é apenas a forma farmacêutica que interfere na absorção de fármacos. Essa característica, que é a mais tangível para o paciente, é um dos fatores que impactam em como o organismo absorverá o medicamento. Veja os principais:

: o formato do medicamento, podendo ser cápsula, comprimido, gel, gomas, entre outros. Solubilidade: capacidade da substância de se dissolver em outro meio. Peso molecular: quanto menores forem as moléculas das substâncias que compõem o medicamento, mais rápida será a absorção. Concentração: referente à dosagem do princípio ativo. Área de superfície de absorção: quanto maior a área na qual o medicamento será colocado em contato, maior será a absorção. Circulação: em locais nos quais a circulação sanguínea é mais intensa, a absorção tende a ser mais rápida. pH local: conforme o pH local, o fármaco pode ser ionizado, processo que dificulta a sua absorção.

Mais utilizada e conhecida, a via oral é confortável, indolor e segura para administrar medicamentos. É autoadministrável e absorvida pela mucosa intestinal, meio que atinge a corrente sanguínea. Os fármacos líquidos são absorvidos mais facilmente do que os comprimidos ou cápsulas quando manuseados via oral, pois não precisam ser desintegrados previamente pelo organismo.

  • Quando comparada com a via oral, a via sublingual permite uma entrada mais rápida do fármaco no organismo.
  • É ideal para a rápida absorção de pequenas doses, pois a região sublingual apresenta muitos vasos sanguíneos e uma mucosa pouco espessa, o que facilita o mecanismo.
  • Para evitar irritações no estômago e intestino, ou para ação local, alguns fármacos devem ser administrados pela via retal.

Ainda é uma alternativa para medicar quem apresenta náuseas e vômitos, dificuldade de engolir, crianças, doentes impossibilitados e outras situações. É uma via utilizada para absorção de fármacos que tenham como propósito tratar problemas do sistema respiratório.

  • Os nebulizadores são equipamentos que facilitam a administração de medicamentos nessas vias.
  • Outra utilidade: a via respiratória também é usada para anestesias inalatórias e permite administrar o fármaco em pequenas doses.
  • Consistem na aplicação do fármaco na pele e anexos da derme, como as unhas.
  • Os medicamentos são apresentados em cremes, sprays, géis, loções, e devem ser aplicados apenas na lesão ou de forma tópica.

Este tipo de absorção apresenta baixos efeitos colaterais, pode ser autoadministrável e é ideal para que o fármaco tenha seu efeito prolongado. Como exemplo, pomadas são aplicadas em via tópica; e adesivos para parar de fumar, em via transdérmica. São vias utilizadas para que o fármaco seja aplicado localmente.

  1. Para tratamentos dos olhos, os fármacos são utilizados na forma de colírios e pomadas.
  2. Nas vias nasais e auricular, os medicamentos são soluções líquidas.
  3. Uma das vias mais delicadas para a aplicação de fármacos, a via epidural, consiste em injetar substâncias no espaço entre a dura-máter e a parede do canal raquideano.

É uma via indicada para aplicação de anestesias e apresenta rápida absorção. Vacinas e medicamentos injetáveis são exemplos de aplicações por via subcutânea e intramuscular, aplicados com seringas e agulhas. Os medicamentos administrados via intramuscular têm a sua absorção variada, podendo ser rápida ou lenta, de acordo com a formulação do fármaco.

São indicados para medicamentos de aplicação pontual ou de efeito prolongado, como os anticoncepcionais injetáveis, por exemplo. Já através da via subcutânea, a solução é injetada abaixo da pele em pequenas doses. Um exemplo é a aplicação de insulina, comum em pacientes que apresentam diabetes. As vias injetáveis e sublinguais merecem destaque quando o assunto é a velocidade de absorção de fármacos.

Isso porque facilitam a passagem do ativo para o organismo quando comparadas com outras vias (como a oral) e sofrem menos interferência das atuações do metabolismo. Dentre as vias mais lentas, está a tópica. A tecnologia é uma grande aliada para o desenvolvimento de novas soluções no meio farmacêutico.

  • Uma delas é o Sistema Micro-SR, desenvolvido para otimizar a eficácia clínica de tratamentos com ativos que apresentam características limitadas de biodisponibilidade.
  • Com ingredientes micronizados e microencapsulados, o Sistema Micro-SR melhora a absorção do fármaco, pois reduz o tamanho das partículas e protege os ativos durante a digestão.

O microencapsulamento com amidos ou polímeros naturais possibilita uma liberação controlada, além da maior biodisponibilidade.

O Sistema Micro-SR é exclusivo da e é uma das soluções tecnológicas que potencializam a absorção de fármacos. Se você tem interesse em saber quais os ativos estão disponíveis com a tecnologia, entre em contato com a nossa, Postado 20/07/2020 | Atualizado 13/07/2021 | Tempo de leitura 7 min

: Entenda como funciona a absorção de fármacos

Quantos ml pode ser aplicado intramuscular?

Não se tem uma definição precisa do volume máximo que pode ser administrado com segurança por essa via parenteral. Para adultos, a única recomendação mais consistente encontrada na literatura limita a no máximo 5 mililitros (ml) o volume a ser aplicado.

Qual é a via parenteral?

O que é via parenteral? – Via parenteral é a via de administração de medicamentos através de injeção, Esse é um dos principais formatos para medicar pacientes, oposto à via enteral, Estudando cada nomenclatura, fica fácil compreender seu funcionamento, porque ambos os nomes vêm da palavra grega enteron, que se refere ao intestino. A mais clássica é a via oral, na qual as substâncias são engolidas e percorrem o mesmo caminho dos alimentos no trato digestivo, mas há também as vias sublingual e retal. Já a via parenteral se refere a algo fora que não passa pelo intestino e aparelho digestório.

Qual a técnica para aplicar injeção intramuscular?

Introduzir rapidamente a agulha em ângulo de 90° dentro do músculo, com a mão dominante. Segurar a parte inferior do tubo da seringa com a mão não dominante, após a agulha furar a pele, com o intuito de manter firmeza na seringa. Manter a pele firme com a mão não dominante.

Quais os tipos de injeção intramuscular?

A Anatomia de uma Injeção Intramuscular – O que é? Uma injeção intramuscular é um procedimento no qual, se utilizando de seringa e agulha específica para tal, é possível introduzir medicamentos em meio oleoso ou aquoso no músculo de um indivíduo. O procedimento, além de corriqueiro, pode ser realizada por diversos profissionais da área da Saúde.

Qual a indicação? Está indicada em situações nas quais há necessidade de administração medicamentos como os antiinflamatórios não hormonais, glicocorticóides (utilizados bastante na reumatologia), codeína, diazepam, diclofenaco de sódio, antibióticos como procaína, penicilina benzatina, betametasona, clonidina, entre outros.

A via intramuscular é necessária também para aplicação de diversas vacinas para prevenção de doenças. Onde se aplica? A injeção intramuscular pode ser aplicada em quatro músculos distintos: o músculo deltóide – que comporta 3 ml – o músculo vasto lateral – que comporta 4 ml – o músculo tensor da fáscia lata – que comporta 5 ml – e o músculo glúteo máximo – que comporta 5 ml. Apesar de ser um procedimento relativamente simples, no qual se insere uma agulha no músculo e se injeta a substância contida na seringa, a injeção intramuscular possui diversas complicações caso haja erro. Apresentaremos uma complicação descrita inicialmente por Welander em 1898 que foi estudada diversos anos depois por Nicolau e Freudenthal.

Welander descreveu o que, atualmente, chamamos de “embolia cútis medicamentosa”, “síndrome de Nicolau” ou “síndrome de Freudenthal, que é um fenômeno raro (DUQUE & CHAGAS, 2009). Tal complicação pode ocorrer devido a ação direta do medicamento nas terminações nervosas, pela entrada da substância no interior de vasos – produzindo embolia e/ou trombose – ou pode ocorrer pelo despertar de fenômenos vasomotores, fazendo com que haja isquemia e necrose (DUQUE & CHAGAS, 2009).

O músculo deltóide se insere proximalmente na borda anterior da clavícula, no acrômio e na espinha da escápula, e se insere distalmente na tuberosidade deltóidea do úmero, é inervado pelo nervo axilar proveniente do fascículo posterior plexo braquial e é vascularizado por ramos da artéria toracoacromial (ramo deltóideo) (GRAY, 1998).

  1. Devido a tal anatomia, é comprovado que os casos de embolia cútis medicamentosa são mais comuns nesse músculo pois há maior possibilidade do medicamento penetrar em um vaso (DUQUE & CHAGAS, 2009).
  2. Os sintomas clínicos da embolia cútis medicamentosa como dor e reação tecidual no local da injeção são seguidos pelo surgimento de uma resposta inflamatória podendo levar a necrose e ulceração do tecido.

Em casos mais severos, além da dor intensa e reação inflamatória, o tecido em torno do local de aplicação se torna esbranquiçado, parecido com o pallor mortis. Há a formação de placas cianóticas, que vão se misturando com placas pálidas dando um aspecto marmóreo, há o surgimento de vesículas com sangue e consequentemente gangrena.

  1. Em alguns casos descritos, pode ocorrer fasciite necrosante.
  2. Caso haja penetração da substância nos vasos, podem ocorrer complicações nas mãos, na região escapular e na região peitoral devido a anatomia vascular do membro superior e regiões adjacentes.
  3. Não há tratamento específico para tal complicação, utilizam-se medidas paliativas como anestésicos e anticoagulantes a fim de minimizar as consequências nocivas que o paciente pode apresentar, em alguns casos, o uso de antibióticos se torna necessário para previnir infecções.

A úlcera local é tratada através de cuidados terapêuticos locais e, se necessário, desbridamento mecânico-cirúgico. Os pacientes acometidos pela embolia cútis medicamentosa podem necessitar de amputação das áreas necrosadas (DUQUE & CHAGAS, 2009). É imprescindível o cuidado que o profissional de saúde deve ter ao realizar tal procedimento, além disso, é necessário que o profissional tenha conhecimento anatômico da região para evitar que aconteçam quaisquer complicações neste ato.

  1. O artigo do Professor Duque pode ser acessado através desse link,
  2. Lucas Alves Sarmento Pires Referências BibliográficasDUQUE, Fernando Luis Vieira; CHAGAS, Carlos Alberto Araujo.
  3. Acidente por injeção medicamentosa no músculo deltoide: lesões locais e à distância, revisão de 32 casos.J. vasc.
  4. Bras., Porto Alegre, v.8, n.3, Sept.

CORDEIRO, G.C. Acidentes isquêmicos produzidos por injeções de substâncias medicamentosas, Rio de Janeiro: Universidade Federal do Rio de Janeiro; 1970. PULCINELLI, E., BORGES, F.A., BRANCO, F.E., et al. Variações da artéria axilar e seus ramos. Cir Vasc Angiol.2000;16:21-5.

SILVA, A., et al. Síndrome de Nicolau de desenvolvimento tardio – Relato de caso POTTER, P.A., PERRY, A.G. Fundamentos de Enfermagem. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009. RANGEL, Silvia Mara; CASSIANI, Silvia Helena De Bortoli. Administração de medicamentos injetáveis por via intramuscular: conhecimento dos ocupacionais de farmácias.

Rev. esc. enferm. USP, São Paulo, v.34, n.2, p.138-144, 2000.