Como fazer a aplicação da insulina?

A insulina deve ser aplicada diretamente na camada de gordura abaixo da pele (tecido subcutâneo) e agulha deve penetrar na pele em ângulo de 90 graus. A pele e a gordura abaixo dela devem ser dobradas entre os dedos, formando uma prega ou dobra, evitando que a agulha atinja os músculos.

Qual é a via de administração de insulina?

A insulina regular é aprovada para administração por via intravenosa sob supervisão médica, com monitoramento da glicemia4,5,6,7 e dos níveis de potássio para evitar hipoglicemia e hipocalemia5.

Quantas vezes tem que tomar insulina?

Pacientes diabéticos em uso de insulina podem receber apenas uma aplicação diária? Podem ser usados hipoglicemiantes orais em associação à insulina para pacientes com DM tipo2? A insulina NPH pode ser usada em dose única diária em todos os pacientes utilizando doses até 40 UI/dia.

O que significa a sigla HGT?

A medição de glicemia capilar, também conhecida como HGT (Hemoglobina glicada), é um exame que mede a concentração de glicose (açúcar) no sangue. É utilizado para diagnosticar e monitorar o diabetes, bem como avaliar o controle glicêmico em pacientes diabéticos.

Na Cardioclin, dispomos dos principais exames diagnósticos, utilizando equipamentos de última geração com a mais alta tecnologia disponível. Prezamos por um atendimento humanizado para você se sentir acolhido. Nossa equipe é composta por profissionais de saúde experientes e com grande destaque nas suas áreas de atuação.

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Quais os locais de aplicação da insulina?

Administração de insulina: uma abordagem fundamental na educação em diabetes

  • ARTIGO ORIGINAL
  • Administração de insulina: uma abordagem fundamental na educação em diabetes
  • Administration of insulin: a basical broaching in diabetes education
  • Carla Regina de Souza I ; Maria Lúcia Zanetti II
  • I mestranda da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, no Departamento de E nfermagem Geral e Especializada da EERP/USP
  • II Professora Doutora junto ao Departamento de Enfermagem Geral e Especializada da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, e-mail:
  • RESUMO
  • O estudo tem como objetivo realizar uma revisão na literatura sobre administração de insulina, com ênfase nos seguinte temas: ações de insulinas, complicações locais cutâneas, uso de instrumentais para a aplicação de insulina, a seringa descartável e sua reutilização e a técnica de aplicação de insulina, temas estes fundamentais para serem abordados em programas educativos em diabetes.

Palavras-chave: Insulinoterapia. Educação. Diabetes mellitus. ABSTRACT The present study aims at accomplishing a review in the literature about the administration of insulin, considering relevant topics such as: insulin actions, local cutaneous complications, use of the instruments for the administration of insulin, the dismissable syringe and its re-utilization and the administration of insulin technique, being these basical terms to be broached in educational programs of diabetes.

Eywords: Insulin therapy. Education. Diabetes mellitus. INTRODUÇÃO Um dos marcos na terapêutica em diabetes ocorreu a partir do estudo DIABETES CONTROL AND COMPLICATION TRIAL – DCCT (1993), demonstrando que níveis de glicemia próximos da normalidade diminuem drasticamente, ou até previnem as complicações decorrentes do diabetes, quando o portador da doença é submetido a tratamento intensivo insulínico, sob acompanhamento de uma equipe de educadores em diabetes.

Assim, para alcançar este controle, segundo o DCCT (1993) uma das propostas constitui-se em substituir o tratamento insulínico convencional, ou seja, com uma ou duas aplicações diárias de insulina, pelo intensivo, chegando até a quatro aplicações diárias (WAJCHENBERG, 1995).

Considerando os benefícios deste tratamento para o portador de diabetes, houve a necessidade urgente, por parte de alguns serviços, de treinamentos e reciclagem dos profissionais da saúde em relação à educação em diabetes. A nossa experiência em cursos de atualização nesta área permitiu observar que havia muitas dúvidas e controvérsias, por parte da equipe de saúde, acerca da administração de insulina.

Na tentativa de elucidar algumas questões emergidas nos cursos, também para outros profissionais, e reconhecendo a importância da participação do enfermeiro em Programas de Educação em Diabetes, elaboramos este estudo com o objetivo de realizar uma revisão na literatura sobre administração de insulina, com ênfase nos seguinte temas: ações de insulinas, complicações locais cutâneas, uso de instrumentais para a aplicação de insulina, a seringa descartável e sua reutilização e a técnica de aplicação de insulina, temas estes fundamentais para serem abordados em programas educativos em diabetes.

INSULINA: uma breve revisão Na tentativa de conseguir um bom controle metabólico junto aos portadores de diabetes, o tratamento substitutivo com insulina exógena constitui-se em opção terapêutica e eficiente, frente à deficiência parcial e/ou total da secreção de insulina pelo pâncreas. Segundo PUPO (1986), estima-se que 20 a 25 % de todos os portadores de diabetes são tratados com insulina, sendo que destes, 5 a 10 % são do tipo 1, que necessitam deste hormônio para sobreviver e 15 %, do tipo 2, que caminharam para a deficiência de insulina grave.

A insulina exógena também é utilizada nos casos de diabetes gestacional e em certas síndromes pancreáticas e endocrinopatias (COSTA; ALMEIDA NETO, 1998). Contudo, observamos que o uso da insulina é restrito, devido a problemas como o desconforto de injeções diárias, uma vez que as preparações insulínicas são efetivas quando administradas por via parenteral, no tecido subcutâneo e também pela dificuldade no reestabelecimento da insulinemia em níveis semelhantes ao fisiológico (VAISMAN; TENDRICH, 1994).

A insulina comercializada é um hormônio proteico com duas cadeias interligadas de aminoácidos, não podendo ser administrado por via oral, pois é degradado pelas enzimas digestivas e intestinais. A maior parte da insulina fabricada é extraída do pâncreas bovino e suíno, que é bem parecida com a humana, pois apenas o último aminoácido é diferente (KRALL, 1983).

Com o desenvolvimento da bioengenharia genética passou-se a produzir quimicamente insulinas humanas sintetizadas por técnicas de recombinação de DNA, a partir de bactérias ou de células de outros tecidos, que se apresentam livres de impurezas e uma menor ação antigênica.

  1. Desta maneira, hoje temos insulinas de origem animal (suína, bovina ou mista) e humana disponíveis no mercado (VAISMAN; TENDRICH, 1994; COSTA; ALMEIDA NETO, 1998).
  2. A partir de 1921, a insulina foi introduzida como terapêutica, trazendo uma melhor qualidade e expectativa de vida aos diabéticos.
  3. As primeiras preparações insulínicas comerciais disponíveis corrigiam as descompensações diabéticas agudas, mas eram pouco eficientes para o uso crônico, pois a sua duração era curta.

Com isso, as pessoas diabéticas tomavam de quatro a cinco injeções diárias para conseguir um bom controle metabólico. Essa insulina de ação curta era a única disponível comercialmente. Em 1935, com a finalidade de diminuir o número de injeções por dia, conseguiu-se um prolongamento da ação insulínica por 24 horas.

Isto foi possível, adicionando algumas substâncias a insulina, tais como: soluções oleosas, metais pesados (zinco), proteínas (protamina). Em 1950, mudando a concentração do zinco e diminuindo a protamina, surge a insulina intermediária, denominada Isofane ou NPH (“Neutral Protamine Hagedorn”, em homenagem à este cientista).

Ainda, houve outras modificações na fórmula quanto ao tempo de ação, que produziram em 1954, a família das insulinas lentas, semi – lentas ou ultra – lentas, que contém zinco ao invés de protamina (KRALL, 1983; PUPO, 1986; VAISMAN; TENDRICH, 1994; COSTA; ALMEIDA NETO, 1998).

  • Atualmente, existem três tipos principais de insulina disponíveis no mercado brasileiro (), que são caracterizadas quanto ao seu tempo de ação, início, pico e duração em horas.
  • Além destas, encontramos também no mercado as insulinas pré-misturadas em várias combinações como por exemplo, 70% de NPH e 30% de Rápida (VAISMAN; TENDRICH, 1994).

Os diferentes fabricantes de insulina tem adotado diferentes nomes para o mesmo tipo de insulina, gerando confusões no uso da insulina, sendo importante que o tipo de insulina, e tempo de ação sejam mantidos quando houver troca de fabricantes. É importante ressaltar que o início, pico e duração da atividade da insulina variam de acordo com o seu tipo e espécie, a técnica de injeção, presença de anticorpos de insulina, local da injeção e a resposta individual do cliente AMERICAN DIABETES ASSOCIATION (1998).

Assim, até recentemente apesar das insulinas apresentarem 93% de pureza, não era possível evitar reações locais, processos alérgicos e formação de anticorpos circulantes, exigindo o uso de doses crescentes de insulina. Estes problemas foram reduzidos pelo processo industrial de purificação dos preparados insulínicos, obtidos em 1970, a partir dos pâncreas dos animais, por meio de cromatografias em colunas de resinas, separando as frações mais puras de insulina, livres de diversos contaminantes como os hormônios pancreáticos, glucagon, somatostina, polipeptídios pancreáticos e de pró-insulina.

Hoje, a insulina disponível no mercado é altamente purificada, apresentando índices de contaminação de pró- insulina inferiores a 10 ppm (partes por milhão), o que antigamente, continham impurezas de 10.000 a 50.000 ppm (KRALL, 1983; PUPO, 1986; VAISMAN; TENDRICH, 1994; COSTA; ALMEIDA NETO, 1998).

  1. A insulina humana é preferida para o uso em mulheres grávidas, pessoas com alergia e imunoresistência à insulinas derivadas de animais, e nas pessoas que estão iniciando a insulinoterapia (AMERICAN DIABETES ASSOCIATION 1998).
  2. Outro aspecto importante, além da origem, tempo de ação e purificação dos preparados insulínicos, é a unidade de medida denominada pela letra “U”, que significa internacionalmente “unidade clínica”.

É uma unidade constante, porque mede uma quantidade específica de atividade da insulina, com referência ao seu efeito biológico para diminuir o nível glicêmico sendo que, 1 UI equivale a -36 mg de insulina (COSTA; ALMEIDA NETO, 1998). Hoje, o frasco de insulina é comercializado na concentração de 100 U, em contrapartida aos frascos de U-40, U80, e U-100, o que gerava dificuldades aos portadores de diabetes e profissionais, em relação a dose a ser administrada (STEINER; LAWRENCE, 1992).

  1. Os frascos de insulina que não estão em uso devem permanecer refrigerados.
  2. Os extremos de temperatura ( 30° C) e agitação em excesso devem ser evitados pois levam à diminuição da potência, aquecimento, congelamento ou precipitação da insulina.
  3. A insulina em uso pode ser mantida na temperatura ambiente para limitar a irritação no local da injeção que pode ocorrer quando a insulina gelada é aplicada (AMERICAN DIABETES ASSOCIATION, 1998).

A data de validade da insulina está estampada em cada frasco, no entanto, uma leve diminuição na potência pode ocorrer depois que o frasco estiver sendo usado por mais de 30 dias, especialmente se for guardado em temperatura ambie nte (ZELL; PAONE, 1983; AMERICAN DIABETES ASSOCIATION, 1998).

A pessoa que está administrando a insulina deve inspecionar o frasco antes de cada uso quanto a sinais de aquecimento, congelamento, precipitação ou mudança na cor que podem significar diminuição da potência. O exame visual deve mostrar que as insulinas de ação rápida devem estar claras, límpidas e outras insulinas NPH, ultra-lentas devem estar uniformemente brancas.

O portador de diabetes deve estar sempre atento às oscilações no nível glicêmico, decorrentes de mudanças no tipo da insulina, dose, ou possível redução da potência da insulina. Se a pessoa estiver incerta quanto à potência da insulina deve substituir o frasco em questão por outro do mesmo tipo e fabricante, e avaliar alterações na glicemia.

  1. Por isso, os profissionais de saúde devem supervisionar as mudanças na terapêutica, que devem ser feitas com a orientação da equipe de saúde, informando ao portador de diabetes do tipo e/ou dose de insulina que está sendo substituída (AMERICAN DIABETES ASSOCIATION, 1998).
  2. COMPLICAÇÕES LOCAIS CUTÂNEAS RELACIONADAS A ADMINISTRAÇÃO DE INSULINA Em relação as complicações locais cutâneas, no início da insulinoterapia, freqüentemente, observava-se uma reação eritematosa e edematosa nos locais de aplicação.

Estas reações se reduzem com o uso de insulinas purificadas, indicando ser conseqüentes às impurezas contidas nas preparações insulínicas tradicionais (VAISMAN; TENDRICH, 1994). Outro tipo de reação local é a lipodistrofia insulínica, “são lesões lipoatróficas, que evidenciam uma reação antígeno -anticorpo, sugerindo um mecanismo imunológico na patologia destas lesões” (VAISMAN; TENDRICH, 1994).

  1. A lipo-hipertrofia é uma outra alteração, caracterizada pela presença de massas subcutâneas, discretamente hipoestésicas, com absorção inadequada de insulina, formadas de gordura e de tecido fibroso, nos locais de aplicação de insulina.
  2. Segundo PUPO (1986) a lipo-hipertrofia, por exemplo, pode ocorrer por repetidas injeções no mesmo local, tornando a região menos sensível e por isso preferida pelos portadores de diabetes.
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Assim, as reações devem ser evitadas com uma educação preventiva, enfatizando o rodízio nos locais de aplicação, mesmo quando há melhoras com uso de insulinas purificadas. Neste sentido, BORGES et al. (1978), mostram em seu estudo que as medidas preventivas para evitar as lipodistrofias insulínicas estavam sendo aplicadas com deficiência, pois apenas 37,3% dos enfermeiros orientavam o rodízio dos locais de aplicação de insulina aos portadores de diabetes.

  1. Observamos ainda, que as pesquisas relacionadas as complicações de injeções de insulina são escassas na literatura nacional e internacional, dificultando a orientação quanto à prática profissional no que se refere a esta conduta.
  2. Outra preocupação refere-se ao uso correto e cuidados específicos com os instrumentais utilizados na aplicação de insulina.
  3. O USO DE INSTRUMENTAIS E MATERIAIS PARA A APLICAÇÃO DE INSULINA.

Existem vários instrumentos para aplicação de insulina disponíveis no mercado nacional, tais como as seringas de vidro, plástico descartáveis, canetas de insulina, injetores a jato e bombas de infusão de insulina. Diante desta gama de opções, o portador de diabetes juntamente com o educador em diabetes devem optar pelo instrumental mais adequado para a aplicação de insulina.

  • Dentre as opções existentes no mercado nacional, as bombas de infusão de insulina, consistem em microcomputadores, ou seja, um pequeno reservatório de insulina, portátil, com peso em torno de 250g, fixado no exterior do corpo.
  • Através de um pequeno cateter de plástico fica ligado à uma agulha inserida na pele.

O microcomputador injeta continuamente no organismo, cerca de 1U de insulina por hora, e libera uma quantidade programada de insulina em forma de pulso durante as refeições, conforme as necessidades dos portadores de diabetes. As bombas são pouco utilizadas no Brasil, devido ao seu custo elevado e a necessidade de manutenção por um serviço especializado.

Além do fato, dos portadores de diabetes referirem desvantagens no seu uso, como o desconforto da agulha permanente na pele, o risco de coma hipoglicêmico e cetoacidose, em função de defeitos da bomba ou manipulação incorreta, além do medo de erros técnicos tais como obstrução dos cateteres, infecções nos locais de injeção (PUPO,1986; COSTA; ALMEIDA NETO, 1998).

As canetas de insulina comportam 150 e 300 unidades de insulina humana em cartucho, tubetes de 1,5 e 3,0 ml cada, permitindo com facilidade, conforto e segurança, administrar até 30, 40 e atualmente 70 unidades de insulina por aplicação, dependendo do modelo utilizado.

  • Apresenta vantagens para quem realiza múltiplas aplicações diárias de insulina, por ser fácil de transportar, principalmente fora do domicílio.
  • No entanto, as canetas somente podem ser utilizadas com insulina humana, al é m do custo na aqu isição deste instrumental, que dificultam a sua utilização pela maioria dos portadores de diabetes-(COSTA; ALMEIDA NETO, 1998; OLIVEIRA, 1999).

Apesar do avanço tecnológico em relação ao instrumental para a aplicação de insulina, observa-se no Brasil, que o instrumental mais utilizado pela grande maioria dos portadores de diabetes são as seringas, ou seja a administração convencional, principalmente pelo menor custo, facilidade na aquisição e no manuseio deste material.

Na escolha da seringa para a aplicação de insulina, devem ser considerados os seguintes aspectos segundo (KRALL 1983; STEINER; LAWRENCE 1992 e COSTA; ALMEIDA NETO 1998: – volume: a capacidade da seringa é medida em centímetros cúbicos (cc), ou seja 1 cc é equivalente a 1 ml, que eqüivale a 1 00 U de insulina.

Exemplificando: 0,5 cc = 0,5 ml = 50 U, e assim, 0,3 cc = 0,3 ml = 30 U. Esta escolha dependerá da dose de insulina que será administrada; – espaço morto: corresponde ao espaço que existe entre o final do êmbolo e o bico da seringa, onde ocorre o encaixe da agulha.

Neste espaço morto, pode ficar retido uma pequena quantidade de insulina, em torno de 5 U, que não é injetada durante a aplicação. Em algumas marcas de seringas este espaço é inexistente. Portanto, as seringas que contém espaço morto são contra-indicadas quando são prescritas misturas de insulina. – escala da seringa: refere-se a legibilidade e clareza da escala quanto ao tamanho dos números na graduação.

A graduação da seringa pode ser simples ou dupla. Na simples, cada traço da escala corresponde a uma unidade de insulina, e na dupla, cada traço corresponde a duas unidades de insulina; – tipo de seringa: plástico – comprimento e diâmetro da agulha: existem apresentações no mercado de 12,7mm x 0.33mm, 8 mmx0.30mm„ 13mm x 0.5mm e 13 mm x 0.30 mm.

  • – preço: no mercado nacional, a seringa descartável dependendo da marca, e local de venda, pode variar.
  • Vale re ssaltar que os profissionais de enfermagem devem estar aptos a orientar os portadores de diabetes quanto a estes diferentes aspectos para que eles possam eleger o seu instrumental de acordo com as suas necessidades e possibilidades.
  • A SERINGA DESCARTÁVEL E A SUA REUTILIZAÇÃO

A nossa experiência tem mostrado que os portadores de diabetes utilizam principalmente a seringa descartável e, na tentativa de reduzir os custos com o tratamento, eles encontraram maneiras de reutilizá-las. Na literatura alguns estudos têm investigado os riscos e benefícios desta prática (COLLINS et al. e OLI et al.1982; BLOOM,1985; POTEET 1987; ALEXANDER,1987; TOAL,1978).

  1. A seringa descartável é produzida pelos fabricantes para uso único, não sendo garantido as condições de esterilidade após o mesmo, pois quando reutilizada pode perder as características e oferecer riscos e/ou danos à saúde das pessoas. Neste sentido, a portaria n° 4 da Vigilância Sanitária de Medicamentos (DIMED), publicada no Diário Oficial da União, em 7 de fevereiro de 1986, proíbe o reprocessamento de materiais descartáveis, bem como sua reesterilização, pois podem desencadear problemas, tais como:
  2. – transmissão de agentes infecciosos;
  3. – toxicidade decorrente de resíduos de produtos, ou substâncias empregadas nos usos antecedentes, ou no reprocessamento;
  4. – alterações das características físicas, químicas e biológicas originais do produto, ou de sua funcionalidade, em decorrência da fadiga pelos usos prévios, ou do reprocessamento.

Estes problemas, trazem implicações para o uso seguro e satisfatório para qual o produto foi fabricado. Contudo, algumas pessoas portadoras de diabetes têm reutilizado a seringa até que a agulha se torne rombuda, sem consultar o médico ou profissional da saúde. Alguns autores, AMERICAN DIABETES ASSOCIATION (1998); COSTA; ALMEIDA NETO (1998) colocam que para iniciar esta prática, o cliente antes deveria ser avaliado pelo médico e/ou enfermeira educadora em diabetes. Nesta avaliação é importante assegurar que não há infecção nos locais de aplicação de insulina, e determinar se o cliente é capaz ou não de recolocar o protetor da agulha com segurança. É preciso ainda ter uma acuidade visual adequada, destreza manual e ausência de tremor. Esta prática não é indicada para pessoas com higiene pessoal precária, infecção aguda concorrente, ferida aberta nas mãos ou diminuição de resistência à infecção (AMERICAN DIABETES ASSOCIATION, 1998; COSTA, ALMEIDA NETO, 1998). Segundo a AMERICAN DIABETES ASSOCIATION (1998) COSTA, ALMEIDA NETO (1998) SCAIN (1985) o procedimento recomendado é que após cada uso da seringa deve-se, recolocar o protetor da agulha. Em relação ao armazenamento, a seringa que está sendo reutilizada pode ser guardada na geladeira. No entanto, segundo AMERICAN DIABETES ASSOCIATION (1998), os benefícios ou riscos de armazenar em temperatura ambiente ou limpar a agulha com álcool são desconhecidos. O procedimento relacionado à limpeza da agulha com álcool não é desejável pois remove a camada de silicone da agulha, tornando a injeção mais dolorida. A agulha deve ser descartada quando tornar-se rombuda, torta ou tiver contato com outra superfície. Ainda, em relação a reutilização de seringas, encontramos na literatura divergência quanto à freqüência de reutilizações, sendo considerado em alguns estudos o cálculo em vezes, em outros, dias, sendo que, o uso da mesma seringa/agulha varia de 1 vez até 60 vezes (HISSA et al.1987; SCAIN, 1985; LESTER et al.1984; GREENOUGH et al.1979; COLLINS et al.1983). No entanto, alguns aspectos devem ser considerados na incorporação desta recomendação junto aos portadores de diabetes, tais como o controle da infecção, avaliação dos locais de aplicação de insulina periódica, os cuidados higiênicos no manuseio do material e com a pele, a educação continuada, e os critérios no fornecimento gratuito de seringas e agulhas. Considerando todos os aspectos aqui mencionados, elaboramos um protocolo de f orn ecim en to e reu tiliz ação d a s erin ga descartável na insulinoterapia conjuntamente com a Secretaria Municipal da Saúde d e Ribeirão Preto/SP. A nossa recomendação é de 04 aplicações com a mesma seringa/agulha conjugada, exceto em casos de intercorrências (queda da seringa e agulha, agulha torta, entre outras). O procedimento recomendado é recolocar o protetor de maneira passiva na agulha após o uso e armazenar na porta da geladeira (Ribeirão Preto, 1998). Acreditamos que os problemas enfrentados na distribuição das seringas devem ser considerados no planejamento em saúde, principalmente, porque a política de distribuição gratuita de seringas isoladamente, não significa qualidade em saúde, nem redução de custos no tratamento em diabetes. Ela deve estar atrelada a uma orientação eficaz quanto ao procedimento de reutilização das seringas descartáveis, o armazenamento, freqüência de reutilizações, cuidados de assepsia e riscos à saúde, entre outros. Cabendo ressaltar, ainda, a nossa preocupação com o treinamento dos educadores em diabetes neste assunto, e principalmente, com a necessidade de maiores estudos nesta temática. A TÉCNICA DE APLICAÇÃO PROPRIAMENTE DITA DE INSULINA Quanto ao local para a aplicação de insulina, esta deve ser aplicada no tecido subcutâneo. Os locais indicados são face anterior e posterior do braço, abdômen, face anterior da coxa, e superior do glúteo. O rodízio nos locais de aplicação torna-se importante para prevenir lipohipertrofia ou lipoatrofia insulínica. É recomendado de preferência utilizar um local sistematicamente como o abdômen, por exemplo, respeitando a distância de 3 cm, do que utilizar um local diferente para cada injeção, evitando assim, a variabilidade da absorção de insulina. A velocidade de absorção da insulina depende do local de aplicação (abdômen>braços>pernas>glúteo). Ao selecionar um local é importante considerar a atividade física, pois esta pode lgvar ao aumento da absorção de insulina. Portanto, deve-se planejar o rodízio nos locais de aplicação de acordo com as atividades que a pessoa realiza durante o dia, como por exemplo, um estudante que vai a escola de bicicleta pela manhã, deve aplicar no braço, abdômen, glúteo, evitando os locais dos membros inferiores COSTA; ALMEIDA NETO (1998). Outra questão em relação à técnica de aplicação de insulina refere-se à aspiração do embolo da seringa após a introdução da agulha. Segundo AMERICAN DIABETES ASSOCIATION (1998) este procedimento torna-se desnecessário. Quando a injeção for muito dolorosa ou voltar sangue após a aplicação, o portador de diabetes deve pressionar o local de 5 a 8 segundos, sem esfregá-lo. É importante, nestes casos, avaliar e monitorar a glicemia várias vezes ao dia.

  • Nas situações em que o portador de diabetes observar hematomas, ou sentir dores nos locais de aplicação de insulina, ele deve ser reavaliado pelo médico e o enfermeiro educador em diabetes. Segundo AMERICAN DIABETES ASSOCIATION (1998) as dores nos locais de aplicação de insulina podem ser minimizadas quando:
  • • a insulina estiver em temperatura ambiente;
  • • as seringas estiverem sem bolhas de ar antes da aplicação;
  • • o álcool tópico evaporar-se completamente antes da injeção;
  • • os músculos estiverem relaxados durante a aplicação de insulina;
  • • agulha for introduzida rapidamente;
  • • o trajeto da agulha durante a introdução ou retirada não for modificado;
  • • as agulhas em condição de uso, não estiverem rombudas.

Sempre que possível, a insulina deve ser administrada pelo portador de diabetes, por ser ele o melhor aplicador de insulina em si mesmo. No caso de crianças, a idade apropriada para iniciar a auto-aplicação de insulina depende do nível de desenvolvimento da criança, e das circunstâncias sociais da família.

  • Este início não deve ser prolongado além da adolescência.
  • Para portadores de diabetes que são completamente independentes na aplicação de insulina, é aconselhável ter um membro na família que conheça a técnica para situações emergênciais.
  • Concordamos com MELO et al.
  • 1998) quando diz que, ao longo do tempo de doença e auto-aplicação de insulina os portadores de diabetes adquirem uma experiência na realização de suas atividades no cotidiano e devem ser avaliados continuamente pela equipe de saúde, com exercícios práticos que permitam observar, corrigir e verificar as suas aquisições e habilidades.
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Para tanto, ZANETTI (1996) recomenda que se reconheça no enfermeiro, enquanto profissional da equipe de saúde, o responsável pelo acompanhamento domiciliar das famílias com crianças e adolescentes diabéticos, comprometendo-se com a educação e treinamento em relação aos aparelhos e recursos utilizados no domicílio.

CONSIDERAÇÕES FINAIS Acreditamos que este estudo possa fornecer subsídios para as orientações dos profissionais de saúde, educadores em diabetes, direcionado as atividades dos portadores de diabetes, em especial a insulinoterapia. Nesta direção cabe pontuar que se encontra no Programa de Educação e Controle do Diabetes Mellitus da Secretaria do Estado de São Paulo (SAO PAULO, 1990), um capítulo que trata do treinamento de equipes multiprofissionais.

O capítulo IV aponta que o preparo adequado dos profissionais é um dos pontos essenciais para implantação e desenvolvimento das ações programáticas em âmbito regional e local, ressaltando ainda, a importância da reciclagem contínua dos profissionais envolvidos, através de cursos sobre Diabetes mellitus.

Qual o nível de glicose para tomar insulina?

INDICAÇÕES: Glicemia plasmática de jejum maior que 110 mg/dl e menor que 126. Glicemia plasmática de jejum menor que 110 mg/dl na presença de dois ou mais fatores de risco para DM nos indivíduos com idade superior a 45 anos.

Quanto equivale 1 mL na seringa de insulina?

As seringas para aplicação de insulina são graduadas em unidades, adequadas à concentração U-100, o que significa que em 1 ml, há 100 unidades (UI) de insulina, concentração disponível no mercado brasileiro.

Quanto é 1 UI na seringa de insulina?

As seringas para insulina possuem graduação em Unidade Internacional (UI), cada UI equivale a 0,01 mL. Geralmente são encontradas em capacidades de 30, 50 e 100 UI (equivalente a 0,3 – 0,5 e 1mL).

Quanto tempo leva para baixar a glicose depois de tomar insulina?

Insulinas rápidas e ultrarrápidas. – As insulinas utilizadas para o bolus são as chamadas rápidas e as ultrarrápidas. Elas têm como ação o período da alimentação, promovendo um bom controle da glicemia nos períodos próximos da alimentação. A insulina rápida ou regular começa a agir em 30 a 60 minutos e, tem seu pico de ação em 2 a 4 horas e duração de ação de 6 a 8 horas.

Sendo assim, deve ser usada de 30 a 45 minutos antes da refeição. A insulina ultrarrápida – lispro, aspart ou glulisina – começa a agir em menos de 15 minutos, tem seu pico de ação em 1 a 2 horas e duração de ação de 3 a 4 horas. Sendo assim, deve ser usada em menos de 15 minutos antes da refeição, ou mesmo durante a refeição.

Esta última tem menor risco de hipoglicemia do que a rápida.

Quais são os efeitos colaterais da insulina?

Possíveis efeitos adversos aumento de peso; alergia, inchaço, coceira ou vermelhidão no local de aplicação; espessamento da pele (lipodistrofia);

Qual o melhor horário para aplicar a insulina?

O MELHOR HORÁRIO PARA APLICAR INSULINA Qual o melhor horário para aplicar a insulina? Essa é uma dúvida que muita gente me pergunta para esclarecer. Esse vídeo eu vou trazer essa resposta. Para começar preciso contar minha experiência na convívio com diabetes tipo 1 há 17 anos, mas o que eu vou falar para vocês serve tanto para diabético tipo 1 quanto para o diabético tipo 2. Esse conteúdo foi todo checado pela médica endocrinologista Denise Franco e também no site da SDB – Sociedade Brasileira de Diabetes. Para começar a gente precisa dividir as duas insulinas que a gente tem, que a gente usa. Primeiro a insulina basal, que a insulina de ação lenta, nem todo mundo usa a bolus que é aquela insulina de ação rápida.

  • Eu vou explicar o porquê dessa diferença e o tempo.
  • Cada uma você aplica em um momento do dia.
  • Para começar a insulina basal que é insulina que age durante muito tempo, vai liderança de pouquinho em pouquinho.
  • Essa precisa ser aplicada de acordo com a realidade da pessoa, por isso é tão importante se conhecer.

Para quem tem resistência insulínica à noite tem mais dificuldade de controlar a glicose à noite. Segundo Denise Franco é melhor aplicar a insulina basal à noite, porque ela consegue descobrir durante a noite, madrugada. Tem um fenômeno do amanhecer que começa às 4 e 5 horas da manhã a glicose começa a subir por conta de hormônios contra reguladores.

  1. Então para quem tem esse fenômeno e tem uma certa resistência insulínica a noite, é melhor aplicar à noite.
  2. Para essa pessoa que faz uso de medicação durante o dia as medicações conseguem agir da melhor forma e aí você consegue manter o controle glicêmico mais dentro da meta estabelecida pelo seu médico.

A doutora Denise falou em relação para crianças e adolescentes algumas insulinas basais são melhores a noite para cobrir o amanhecer. Algumas crianças precisam de mais insulina à noite. Existem crianças e adolescentes que precisam de mais insulina à noite.

  1. Então isso serve para quem é adulto ou para quem é criança, ou está na fase da adolescência.
  2. Em relação a insulina rápida nem toda pessoa com diabetes, principalmente quem tem diabetes tipo 2, não é todo mundo que usa insulina rápida, mas para quem faz o uso é importante saber que aplicar insulina antes das refeições de 15 a 30 minutos antes é o tempo é importante para que a insulina consiga atingir.

Porque às vezes a gente vai consumir um carboidrato de absorção rápida e a insulina não age no mesmo tempo que o corpo absorve esse carboidrato e transforma isso em glicose. Portanto, é importante fazer essa aplicação de 15 a 30 minutos antes e não se esquecer.

  • Se você medir a glicose depois você vai ver que vai dar uma diferença.
  • Quando você aplica antes você consegue ter um controle melhor, quando você aplica depois ou muito em cima da hora fica mais difícil de controlar.
  • Se tem um horário certo, melhor para aplicar insulina a resposta é: depende de você, de como seu o organismo reage.

Então não existe o horário melhor para tomar insulina, depende de como é a sua rotina e como seu corpo vai reagir em determinados horários. Por isso é tão importante se autoconhecer. O autocuidado é muito importante, a educação em diabetes é a base de um bom tratamento.

O que acontece se aplicar a insulina no lugar errado?

Se não for aplicada de forma correta, pode causar hiperglicemia e hipoglicemia.

Onde dói menos aplicar insulina?

Como aplicar a insulina Para algumas pessoas com diabetes, especialmente para os recém-diagnosticados com diabetes tipo 1, a aplicação diária de insulina pode assustar, mas, com um pouco de treino, a prática se torna uma atividade rotineira. O treino também é fundamental na adoção da técnica correta.

Caso contrário, o paciente corre o risco de apresentar grave descontrole glicêmico. A recomendação médica é que a insulina seja injetada no tecido subcutâneo, camada de gordura que fica logo abaixo da pele. Se a agulha atingir o músculo, por exemplo, a insulina será absorvida mais rapidamente, sem falar que a dor será maior.

Já se a injeção for mais superficial, o hormônio ficará na pele, afetando seu início de ação e a duração no organismo. Por isso, aprender a técnica correta de aplicação faz parte do tratamento. Dependendo do tamanho da agulha usada na aplicação, os profissionais de saúde orientam a fazer uma prega subcutânea e inserir a agulha em um ângulo de 90 graus.

Passar o álcool 70% com um movimento único no local escolhido para aplicação Fazer uma prega subcutânea utilizando apenas os dedos polegar e indicador Manter uma pequena distância do ponto de aplicação e inserir a agulha com um movimento rápido Empurrar o êmbolo (ou botão no caso de caneta) para injetar a insulina Esperar 5 segundos no caso de seringa e 10 segundos no caso de canetas antes de retirar a agulha da pele e, em seguida, soltar a prega subcutânea

É importante ressaltar que o ângulo de 90 graus não é indicado para todos os locais de aplicação. Se a área do corpo tem menos gordura, a aplicação deve ser feita em um ângulo de 45 graus para evitar injeção intramuscular. A escolha do ângulo para inserir a agulha no corpo depende do tipo físico, local de aplicação e comprimento da agulha.

O profissional de saúde pode ajudar a determinar o melhor ângulo para aplicação de insulina de acordo com o perfil do paciente. Autoaplicação com seringa Autoaplicação com a caneta de insulina Antes de usar a caneta de insulina, é fundamental ler as instruções do fabricante para saber todas as precauções específicas de segurança.

O local de aplicação mais comum é o abdômen, mas a parte traseira superior dos braços, as nádegas e a lateral exterior das coxas (veja figura abaixo) também são áreas usadas com frequência. Pacientes que usam insulina três ou mais vezes por dia devem adotar a prática de rodízio dos locais de aplicação.

  1. Comprimento da agulha – novas recomendações A maneira como o paciente insere a agulha na pele é chamada de técnica de aplicação de insulina.
  2. O profissional de saúde precisa ensinar a técnica correta para que o tratamento seja eficaz e bem-sucedido.
  3. É normal que uma pequena quantidade de sangue apareça durante a aplicação.

Esse sangramento, que geralmente é causado quando a agulha atinge um vaso sanguíneo pequeno, pode ser interrompido, pressionando o local com algodão. O prejuízo que a reutilização de agulha pode causar é muito maior do que qualquer conveniência ou economia financeira.

  • Um estudo da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo, divulgado em 2011, revelou que pelo menos um milhão de seringas utilizadas por diabéticos são descartadas diariamente no lixo doméstico comum.
  • Nota Importante: O conteúdo deste site não se destina a ser um substituto para aconselhamento médico profissional, diagnóstico ou tratamento.

Não desconsidere o conselho do seu médico ou demora na procura por causa de algo que você leu neste website. Nosso conteúdo serve para seu conhecimento e informação. Em caso de dúvida, procure sempre um médico para orientação quanto ao melhor tratamento e conduta.

Quem faz uso de insulina pode comer de tudo?

Aqui no mySugr, temos uma missão: tornar o diabetes menos desagradável. Para isso, queremos acabar com os mitos sobre diabetes. Há muita desinformação por aí que pode ser prejudicial e contraproducente para quem vive com e sem diabetes. Pessoas com diabetes tipo 1 provavelmente tiveram que lidar com mitos desde o início do diagnóstico.

Há uma grande confusão sobre o que as pessoas com diabetes tipo 1 podem comer e se a o diabetes tipo 1 é o tipo “ruim” de diabetes. No mySugr, queremos tornar o diabetes menos desagradável para aqueles que convivem com a condição e ajudar a população geral a entender melhor o diabetes. Conversamos com os domadores do monstro do diabetes e perguntamos sobre os mitos mais comuns.

Eles variam de mitos inofensivos a totalmente frustrantes, e estamos prontos para eliminá-los! Quer começar a fazer perguntas mais inteligentes sobre diabetes e obter respostas melhores também? Não tenha medo! Os destruidores de mitos mySugr estão aqui para ajudar! Mito no 1: Você deve ter o tipo ruim de diabetes se utiliza uma bomba de insulina.

  • As pessoas normalmente supõem que o diabetes tipo 1 seja o tipo “ruim” de diabetes.
  • Muitas pessoas que não têm diabetes acreditam que, devido ao fato do diabetes tipo 1 necessitar de tratamento com insulina, é muito mais sério.
  • Mas isso quer dizer que existe um tipo “bom” de diabetes? Desculpe te desapontar, mas não existe.

Diabetes tipo 1 e tipo 2 são monstros que precisam ser domados, a única diferença é que existem formas distintas para cada tipo. Vamos voltar ao básico. O organismo de pessoas com diabetes tipo 2 resiste à insulina e o pâncreas não produz o hormônio em quantidade suficiente.

  1. Tomar insulina nem sempre faz parte do tratamento do diabetes tipo 2.
  2. O diabetes tipo 2 pode ser controlado com uma dieta saudável e exercícios físicos regulares.⁶ Pessoas com diabetes tipo 1 não produzem insulina e necessitam repor esse hormônio.
  3. A insulina pode ser administrada por injeção subcutânea ou por uma bomba.

Uma bomba de insulina é um pequeno dispositivo que dá às pessoas com diabetes mais liberdade e um controle mais preciso. A bomba de insulina imita o pâncreas humano. Ela fornece automaticamente pequenas doses de insulina de curta ação ao longo do dia e quantidades variáveis (que precisam ser inseridas manualmente na bomba) quando uma refeição é feita.³ Portanto, uma bomba de insulina oferece insulina basal e em bolus.

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Embora haja muitas vantagens em usar uma bomba de insulina, também existem algumas desvantagens. O diabetes de cada pessoa é único. A bomba de insulina não é para todos e cada um deve decidir a melhor maneira de domar seu monstro.⁴ Leia mais sobre as bombas de insulina nestes artigos: https://www.mysugr.com/en/blog/6-important-functions-insulin-pumps/ https://www.mysugr.com/en/blog/development-insulin-pumps-then-now/ Mito no 2: Pessoas com diabetes tipo 1 não podem ter filhos.

O diagnóstico de diabetes muitas vezes pode ser devastador e confuso, e você pode começar a se perguntar sobre todas as áreas da sua vida que serão afetadas pelo diagnóstico. Uma coisa com a qual você não deve se preocupar é o planejamento familiar! Já se foi o tempo em que o diagnóstico de diabetes impossibilitava as pessoas de terem filhos.

  1. Só porque o seu organismo tem dificuldade para produzir insulina não significa que você terá dificuldade para engravidar.
  2. Seu monstro do diabetes exigirá mais atenção durante a gravidez e também durante a “fase de planejamento”, mas não irá prejudicar sua capacidade de ter filhos.
  3. Como os níveis de hormônio mudam durante a gravidez, sua dosagem de insulina precisará ser ajustada regularmente.

É importante que a equipe que monitora seu diabetes apoie você durante toda a gravidez e ajude a manter a sua glicemia no alvo. E não há necessidade de se preocupar com o fato do diabetes ser hereditário. É possível transmitir a predisposição genética, mas não o diabetes em si.

  • Neste artigo, Marlis, uma de nossas domadoras de monstros mySugr tem diabetes tipo 1 e fala sobre sua experiência na gravidez.
  • Mito no 3: Você só precisa injetar insulina quando comer carboidratos.
  • Imagine um mundo no qual você só precisa pensar na insulina na hora do carboidrato.
  • Seria legal, não seria? Mas os monstros do diabetes precisam de amor o dia todo, não apenas na hora das refeições.

A insulina em bolus é uma insulina de ação curta administrada especificamente durante as refeições. Ela ajuda a manter a glicemia sob controle. Mas a insulina em bolus não é a única estrela do show. Pessoas com diabetes também precisam de um suprimento contínuo de insulina para que o organismo possa controlar as flutuações normais de glicose no sangue.

Ele é chamado de insulina basal. A insulina basal imita a liberação contínua de glicose em nosso sangue durante o jejum para fornecer energia às células.¹ Ela é liberada ao longo do dia para manter uma consistência nos níveis de glicose no sangue. O momento de consumo de carboidratos não é o único em que o organismo com diabetes precisa de sua dose de insulina! Mito no 4: O diabetes tipo 1 é causado por uma gripe.

A gripe nos faz sofrer de febre alta, suores e falta de apetite. Seu corpo precisa lidar com muita coisa, não é mesmo? Preocupações com o diabetes não devem ser somadas a isso também! Pesquisas demonstram que infecções podem desencadear diabetes em pessoas com predisposição genética, mas a gripe sozinha não causa diabetes.

  • O diagnóstico de diabetes é o resultado de uma combinação de fatores.
  • Mas não entre em pânico! Nem todas as pessoas com predisposição genética para diabetes tipo 1 desenvolvem a condição.
  • Então, da próxima vez que estiver com gripe, preocupe-se em melhorar e não em ficar com diabetes.
  • Mito no 5: Pessoas com diabetes tipo 1 têm maior chance de adoecer.

De forma alguma. Não é culpa do seu monstro que você tenha ficado doente, mas pode ser mais difícil domá-lo até você melhorar. Controlar outras doenças quando se tem diabetes pode ser complicado. Para combater doenças ou infecções, o organismo libera glicose extra no sangue.

  • Em pessoas com diabetes, os sintomas podem ser mais intensos e pode ser mais difícil do que o normal controlar o açúcar no sangue.
  • Ao controlar seu diabetes em meio a uma forte gripe, recomendamos verificar sua glicemia com mais frequência do que o normal.
  • Embora o seu monstro do diabetes dificulte um pouco as coisas, não o culpe da próxima vez que a gripe te pegar.

Todos nós ficamos doentes às vezes. Mito no 6: É possível tratar glicemia baixa com insulina. Já vimos isso muitas vezes nos filmes. Um dos personagens tem diabetes e. “Nossa, ele está tendo uma crise de hipoglicemia!” Corta para o colega de elenco que corre para pegar a caneta de insulina.

Mas o correto seria fugir dela! Pessoas com diabetes podem apresentar baixo nível de açúcar no sangue, também conhecido como hipoglicemia, após pular uma refeição, não ingerir carboidratos suficientes, tomar muita insulina e devido a mais alguns cenários. Quando ocorre uma hipoglicemia, é preciso ingerir um carboidrato de rápida absorção.

Ótimos exemplos incluem um pouco de refrigerante com açúcar, comprimidos de glicose ou suco de frutas. Esses carboidratos podem ser facilmente convertidos em açúcar e ajudarão a reverter a hipoglicemia.⁵ Mito no 7: Pessoas com diabetes tipo 1 não podem comer açúcar.

Não quer imaginar um mundo sem sobremesa? Você não precisa! E nem mesmo as pessoas com diabetes. Pessoas com diabetes tipo 1 podem comer o que quiserem! Frequentemente, presume-se que as pessoas com diabetes não podem comer açúcar, mas não é assim que funciona. Na verdade, essa desinformação pode causar alguns problemas.

Pessoas com diabetes às vezes se sentem julgadas ao comer algo doce. Elas podem estar cedendo à vontade de comer doces ou tentando reverter uma crise de hipoglicemia.² De qualquer forma, todos os tipos de alimentos são adequados para pessoas com diabetes.

Evite fazer suposições sobre o que as pessoas com diabetes podem ou não comer. Uma dieta equilibrada sem dúvida ajudará a manter a glicemia sob controle, mas isso não significa uma vida sem o seu doce favorito. Se o doce fizer parte de um plano de alimentação saudável ou for combinado com exercícios físicos, não há problema nenhum.

A estratégia é comer pouco, tornando a ocasião bem mais prazerosa. Mito no 8: O seu pâncreas é inútil se você tem diabetes tipo 1. Tem diabetes tipo 1? Você ainda pode ser amigo do seu pâncreas! Produzir insulina não é a única coisa que ele faz. O pâncreas ajuda o organismo na digestão, liberando enzimas que quebram a gordura, os carboidratos, as proteínas.

  • A lista é longa! Ele também está ocupado convertendo peptonas em aminoácidos, muitos dos quais são essenciais ao corpo humano.
  • Sendo assim, você que tem diabetes tipo 1, demonstre um pouco de amor ao seu pâncreas! Viver com diabetes não significa viver com um pâncreas que não tem utilidade.
  • Conclusão Ter acesso a mais informações sobre diabetes é bom para todos.

Independentemente de você conviver ou não com diabetes, a condição muitas vezes pode parecer devastadora e tudo pode ficar confuso. Se quiser saber mais, pergunte, mas tente não fazer suposições. Vamos derrubar esses mitos sobre diabetes e começar a ter diálogos mais abertos e construtivos sobre diabetes tipo 1.

  1. Ei, aqui! Se você é jornalista e chegou até esse artigo enquanto pesquisava sobre diabetes, temos outro artigo para você.
  2. Aqui você encontrará dicas e sugestões sobre como usar a linguagem certa ao escrever sobre qualquer tipo de diabetes: https://www.mysugr.com/en/blog/10-tips-writing-diabetes/ Todas as informações neste artigo são baseadas nas seguintes fontes: 1.

https://www.diabetes.org.uk/guide-to-diabetes/managing-your-diabetes/tes.2. Mayo Clinic Staff. (2020). Type 1 diabetes.3. What is diabetes? National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases. https://www.niddk.nih.gov/health-information/diabetes/overview/what-is-d.

  1. Acessado em 29 de novembro de 2020.) 4.
  2. Hyperglycemia (High blood glucose).
  3. American Diabetes Association.
  4. Http://www.diabetes.org/living-with-diabetes/treatment-and-care/blood-gl.
  5. Acessado em 19 de dezembro de 2020.) 5.
  6. Hypoglycemia.
  7. American Diabetes Association.
  8. Http://professional.diabetes.org/pel/hypoglycemia-english,

(Acessado em 18 de dezembro de 2020.) 6. About type 1 diabetes. NHS. https://www.nhs.uk/conditions/type-1-diabetes/about-type-1-diabetes/ (Acessado em 22 de dezembro de 2020) O site mySugr não fornece aconselhamento médico ou jurídico. Os artigos do blog mySugr não são artigos científicos e possuem fins informativos apenas.

  • As informações médicas ou nutricionais constantes no site mySugr não se destinam a substituir o aconselhamento, o diagnóstico ou o tratamento médico profissional.
  • Sempre consulte um médico ou profissional de saúde caso tenha alguma dúvida sobre uma condição médica.
  • Molly Perkins Molly é escritora e ama ler.

Antes de se unir à equipe do mySugr, ela trabalhou como professora e se formou em Literatura e História Inglesas. Ela é apaixonada pela missão do mySugr de tornar a diabetes menos desagradável e sempre deseja que seu trabalho ajude as pessoas de alguma forma.

Qual é a taxa de glicemia normal?

O estado de normalidade da glicemia em jejum é de 70 mg/dl a 100 mg/ld. Uma pessoa é classificada como pré-diabética ao medir a sua glicemia em jejum e atingir entre 100 e 125 mg/dl. Já aqueles que atingem a partir de 126 mg/dl são considerados diabéticos. Quais as principais causas?

Qual o melhor dedo para medir a glicose?

Como usar o glicosímetro corretamente? – Para usar o medidor de glicose corretamente, a Drogaria Catarinense simplificou o passo a passo para te ajudar, confira a seguir:

Lave bem as mãos com água e sabão e seque-as completamente. Utilize uma lanceta esterilizada para furar a lateral do dedo e obter uma pequena gota de sangue.

Encoste a gota de sangue na tira de medição, que deve ser inserida no glicosímetro previamente. Aguarde alguns segundos até que o resultado seja exibido no visor do aparelho. Lembre-se sempre de ler as recomendações do fabricante para garantir que está utilizando corretamente o seu glicosímetro específico.

Para adultos saudáveis, o valor normal da glicose em jejum é de 70 a 100 mg/dL. Para pessoas com diabetes, os valores-alvo podem ser diferentes e devem ser discutidos com o médico. Além disso, o melhor dedo para medir a glicose é a lateral do dedo. É importante variar os dedos para evitar o acúmulo de calosidades e garantir resultados precisos.

Como fazer a contagem de unidades na seringa de insulina?

Conheça a seringa de insulina Gente, a é um modelo próprio feito pra injetar esse hormônio em quem é diabético, viu? Ela vem num modelo diferente das seringas tradicionais, menor, mais fininho e com medidas que facilitam acertar em cheio na aplicação da dose desse medicamento.

Vem comigo que eu te explico direitinho! O que é a unidade de medida da seringa? Quando você recebe a receita, vem ali quanto de insulina deve tomar, né? Junto com essa informação, geralmente o médico indica também o tipo de seringa, que vai ser de 30, 50 ou 100 unidades. Mas sabe que medida é essa? Olha só, a insulina é calculada em unidades, identificadas pela letra U.

Cada 100U equivale a 1 mililitro. Se o médico receitou 0,5ml, significa que você deve injetar 50 unidades. Pra ficar fácil, tem a seringa que te ajuda a fazer essa continha. Nas doses de até 30 unidades, o modelo é o de 30U. Entre 30 e 50 unidades, as injeções com seringas de 50U também facilitam.

Nas seringas de 100U, cada risquinho grande equivale a 10U Qual é a seringa certa pra mim? Além da quantidade de unidades, a seringa também vem em dois tipos, com ou sem agulha e em caixinhas de 100 unidades.

A de agulha removível fica com um espacinho no bico onde vai a agulha. Nele pode acabar preso um pouquinho de insulina, o que cria a perda desse medicamento, viu? Então, se você mistura dois tipos diferentes do hormônio quando necessário, como a versão rápida e ultrarrápida, não é recomendado escolher seringa separada da, combinado? Prefira com ela fixa, que dá maior precisão nas doses! A seringa de insulina ideal pra cuidar do seu diabetes tá aqui no Magazine Luiza! Saiba mais: Por falar em agulha, sabia que elas vêm em diferentes tamanhos, cada uma pra um tipo físico ou idade? Clica que eu te explico! Quer saber como controlar as medições, dieta e doses de medicamentos pelo celular? O Glic, pra e, é um app recomendado pela Sociedade Brasileira de Diabetes.

Como calcular a quantidade de insulina?

O cálculo consiste em dividir 1700 (ou 1500) pela dose total média das insulinas utilizadas em 24 horas (basal + ultrarrápida ou basal + rápida). O valor obtido corresponde ao FS. ultrapassa a meta estabelecida.

Qual a taxa de glicose que é necessário tomar insulina?

INDICAÇÕES: Glicemia plasmática de jejum maior que 110 mg/dl e menor que 126. Glicemia plasmática de jejum menor que 110 mg/dl na presença de dois ou mais fatores de risco para DM nos indivíduos com idade superior a 45 anos.