Quais os males que a ozonioterapia pode causar?

Riscos e efeitos colaterais – Por ter poucos estudos científicos que atestem a sua eficácia e segurança, os efeitos colaterais da ozonioterapia também não estão muito claros. No entanto, a aplicação da técnica por profissionais não qualificados (ou que estejam fora de sua área de atuação) pode oferecer riscos à saúde.

  1. De maneira geral, as doses que são utilizadas para tratamento e prevenção são consideradas seguras.
  2. Porém, já foram relatados alguns efeitos colaterais em algumas pessoas, como problemas cardíacos, no sistema nervoso e irritação nas mucosas.
  3. Considero a ozonioterapia uma pseudoterapia que se propõe a tratar de todos os males.

Não há comprovação científica e pode, inclusive, causar danos agudos e crônicos em humanos. Já foram divulgados casos de lesões na pele, problemas respiratórios, nos olhos e reações alérgicas”, afirma o dr. Nelson Bruni, médico e professor da Universidade Santo Amaro (Unisa).

Quanto custa uma sessão de ozônio?

Clínicas de ozonioterapia cobram até R$ 240 por sessão para tratamentos não autorizados.

O que o ozônio faz no sangue?

O Ozônio Agindo no Sangue Humano Produz uma Relação Dose-resposta Hormética Ozônio no sangue humano produz uma relação dose-resposta hormética O ozônio (O3) é uma molécula composta por três átomos de oxigênio, conhecida por seu alto potencial oxidante.

  • A ozonioterapia caracteriza-se como bio-oxidativa e paradoxal por induzir a transcrição de muitos elementos da resposta antioxidante no corpo, entre outras atividades.
  • Para esclarecer o mecanismo de ação do ozônio, Bocci, Zanardi e Travagli (2011) realizaram um estudo para analisar por que o ozônio pode ser clinicamente útil quando dissolvido no sangue ou em outros fluidos biológicos.

Ao misturar sangue com um oxidante como o ozônio, ocorre um estresse oxidativo calculado e preciso, isto é, uma mudança homeostática com a produção de mensageiros altamente reativos. O estresse oxidativo, como muitos outros, induz uma resposta biológica levando a um fenômeno adaptativo.

  1. O objetivo dessa resposta é universal, de bactérias a plantas e mamíferos, pequenas tensões repetitivas induzem uma resposta de adaptação extremamente útil representada pelo renascimento de mecanismos críticos de defesa.
  2. Como já citado, em termos de potencial de oxidação (E°), o ozônio (2,07 V) é o terceiro maior oxidante depois dos radicais flúor (3,06 V) e hidroxila (2,80 V).

Além disso, o O3 possui um número par de elétrons na órbita externa e, embora não seja uma molécula radical, é muito mais reativo do que oxigênio (O2) gerando rapidamente algumas Espécies Reativas de Oxigênio (ROS). É muito instável e a 20 ° C, com meia-vida de cerca de 40 minutos, decompõe-se em O2.

  1. Por quase 30 anos, a ozonioterapia foi utilizada na Alemanha apenas por profissionais que, por meio de procedimentos empíricos, despertaram ceticismo e preconceito entre os cientistas clínicos acadêmicos.
  2. No entanto, nas últimas duas décadas, com o desenvolvimento de modernos geradores de ozônio que podem medir com precisão a concentração de ozônio em um determinado volume de gás, tornou-se possível estudar detalhadamente as reações entre o ozônio e o sangue humano.

Foi esclarecido que a toxicidade do ozônio depende de sua dose e que as doses de ozônio podem ser neutralizadas pelas defesas biológicas. O sangue contém cerca de 55% de plasma e cerca de 45% de células, a maior parte das quais é representada por eritrócitos.

A composição do plasma é complexa, mas, em resumo, contém: cerca de 92% de água; íons dissolvidos como HCO3 – que regula o pH na faixa de 7,3-7,4; moléculas hidrofílicas (glicose, ácido úrico, ácido ascórbico, cisteína e outros aminoácidos) e lipofílicas (bilirrubina, vitamina E, carotenóides, licopeno); cerca de 5 mg de lipídeos (triglicerídeos, colesterol, fosfolipídios e lipoproteínas); proteínas, entre as quais albumina (4,5 g / dl), fibrinogênio e globulinas, fatores de coagulação e hormônios.

Dentre as principais funções plasmáticas, destaca-se a atividade antioxidante realizada por uma variedade de moléculas como ácido úrico, ácido ascórbico (Aa), GSH, os compostos lipofílicos mencionados, bem como albumina. As reações bioquímicas do ozônio com o sangue acontecem assim que a mistura oxigênio-ozônio se dissolve na água do plasma, visto que o ozônio é cerca de dez vezes mais solúvel que o oxigênio.

  • Assim, reage instantaneamente com antioxidantes hidrofílicos.
  • Ao mesmo tempo, o ozônio restante realiza a peroxidação dos ácidos graxos poli-insaturados (PUFA) disponíveis, que representam um substrato eletivo e são principalmente ligados à albumina.
  • A peroxidação de n6 PUFA leva à formação de H2O2 (peróxido de hidrogênio) e 4-hidroxi2E-nonenal (4-HNE), enquanto n-3 PUFA leva à formação de 4-hidroxi-2E-hexenal (4-HHE) Portanto, dentro de 5 minutos, o ozônio está totalmente extinto com uma pequena depleção de antioxidantes hidrossolúveis e o aumento plasmático simultâneo de Espécies Reativas de Oxigênio (ROS) e Produtos de Oxidação lipídica (LOP).

A concentração das Espécies Reativas de Oxigênio como o peróxido de hidrogênio (H2O2), embora pequena, é suficiente para desencadear várias, porque o ambiente interno da célula contém uma grande quantidade de anti-oxidantes como GSH, tioredoxina, catalase e GSH-Px, que não permitem um aumento perigoso à integridade celular.

Assim, a ozonização terapêutica modifica apenas temporariamente e reversivelmente a homeostase redox celular, comprovando a segurança do ozônio. Em resumo, a interrupção inicial da homeostase devido à oxidação do ozônio é seguida pelo rápido restabelecimento da homeostase com duas vantagens principais: a primeira é o valor de desencadear várias reações bioquímicas nas células sanguíneas e a segunda mediada por compostos da LOP, a indução de um processo adaptativo devido à regulação positiva das enzimas antioxidantes.

O ozônio ainda age sobre as células sanguíneas, nos eritrócitos, atua melhorando a circulação sanguínea e o fornecimento de oxigênio ao tecido isquêmico devido ao efeito combinado de óxido nítrico (NO) e monóxido de carbono (CO) e aumento do nível intra-artrocítico de 2,3-DPG.

  1. Melhorando a entrega de oxigênio, aumenta também o metabolismo geral.
  2. Nos leucócitos, foi verificado que a atividade fagocitária dos neutrófilos foi aprimorada durante a ozonioterapia.
  3. Embora o ozônio seja um indutor muito modesto de algumas citocinas, o consequente efeito imunomodulador pode ser útil em pacientes imunodeprimidos após quimioterapia ou em doenças infecciosas crônicas.
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Deve ficar claro que o ozônio em si não pode existir na circulação e, além disso, devido à potente capacidade antioxidante do plasma, é incapaz de matar quaisquer patógenos in vivo, enquanto um sistema imunológico ativado pode ser útil. Portanto, o O3 ainda induz uma ativação leve do sistema imunológico e aumenta a liberação de fatores de crescimento das plaquetas.

  • Os autores ainda ressaltam as respostas não apenas biológicas, mas também clínicas, que devem ser levadas em consideração ao usar a ozonioterapia em patologias bastante diferentes, como doenças cardiovasculares, doenças autoimunes ou ortopédicas.
  • A resposta à dose hormética parece ser útil para descrever a resposta farmacológica dupla desencadeada pelo ozônio, basicamente atuando como um pró-medicamento.

Outro aspecto interessante observado em cerca de em muitos pacientes é uma sensação de bem-estar e energia física ao longo da auto-hemoterapia com ozônio. Ainda não se sabe se esses sentimentos se devem ao poder dos mensageiros de ozônio gerados, que podem modificar ou melhorar a secreção hormonal.

  1. Por outro lado, o sentimento da euforia pode ser devido à oxigenação aprimorada ou/e à secreção aumentada do hormônio do crescimento, ACTH-cortisol e desidroepiandrosterona.
  2. Além disso, quando a LOP atinge a área hipotalâmica, pode melhorar a liberação de serotonina e endorfinas, como foi observado após intenso exercício dinâmico.

O termo Hormese é definido como uma resposta adaptativa das células e dos organismos a um estresse moderado (normalmente intermitente), nesse conceito uma mesma substância ou composto em baixas doses, pode mostrar um efeito estimulatório ou benéfico ao organismo exposto, e em altas doses pode mostrar efeito inibitório ou tóxico.

  • Esta inversão de resposta é dita bifásica, ao contrário da resposta monofásica usual (aumentando-se a dose, aumenta-se o efeito tóxico).
  • Segundo o estudo, existe um amplo consenso sobre a relevância da indução de moléculas protetoras durante o leve estresse oxidativo, porém repetido ocasionado por exemplo, pela auto-hemoterapia com o O3.

Em outras palavras, o conceito de que um estresse oxidativo controlado com precisão pode fortalecer as defesas antioxidantes é bem aceito hoje. Além disso, como ocorre para os traços fisiológicos mencionados de outros gases, a pequena quantidade de ozônio necessária para desencadear efeitos biológicos úteis está alinhada com o conceito da teoria da Hormese.

Os autores concluíram que existe uma relação dose-resposta como um modelo hormético em forma de U invertido com uma breve falta de efeito inicial devido à potência dos antioxidantes no sangue. Assim, o ozônio no sangue e sua resposta hormética nas doses e concentrações adequadas atua como um modificador da resposta biológica e um indutor antioxidante.

BOCCI, V.A.; ZANARDI, I; TRAVAGLI, V. Ozone acting on human blood yields a hormetic dose-response relationship. J Transl Med, London, v.9, n.66, p.1-11, 2011. : O Ozônio Agindo no Sangue Humano Produz uma Relação Dose-resposta Hormética

Qual é a reação do ozônio?

As moléculas de Ozônio são formadas e destruídas predominantemente em duas reações: Reação de formação: O + O2 → O3 + calor (reação exotérmica) Reação de destruição: O3 + UV (λ< 320 nm) → O2* + O* (reação fotoquímica)

Quais os riscos da ozonioterapia na estética?

O risco de morte causada pela ozonioterapia representa uma porcentagem de 0,0001% dos casos de tratamento com esse tipo de terapia.

Quais profissionais podem aplicar ozônio?

Lei autoriza uso de ozonioterapia como tratamento complementar – Notícias Procedimento só poderá ser feito por profissionais inscritos em conselhos de fiscalização e com equipamentos regularizados pela Anvisa 07/08/2023 – 09:51 • Atualizado em 21/08/2023 – 10:45 Técnica envolve aplicação de oxigênio e ozônio na pele ou no sangue para conter infecções Entrou em vigor a norma que autoriza a prescrição de ozonioterapia como tratamento de saúde de caráter complementar em todo o País.

  • A foi publicada nesta segunda-feira (7).
  • Não houve vetos ao texto.
  • A lei tem origem em projeto do Senado (PL 9001/17), em caráter conclusivo pela Câmara dos Deputados.
  • Em 2018, o Ministério da Saúde incluiu a ozonioterapia entre as práticas oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), junto com a aromaterapia, constelação familiar e hipnoterapia, entre outras.

Os defensores da prática afirmam que ela auxilia no combate a dor crônica e aumenta a resposta do sistema imunológico a doenças infecciosas. Pela nova lei, a ozonioterapia só poderá ser aplicada por profissional de saúde de nível superior inscrito em conselho profissional, que deverá informar ao paciente sobre o caráter complementar da terapia. Reportagem – Janary JúniorEdição – Marcelo Oliveira A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura ‘Agência Câmara Notícias’.

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O que substitui a ozonioterapia?

Aqui na Soul Happy, temos diversos tratamentos e diferenciais para proporcionar a todos os pacientes mais conforto e segurança nos tratamentos. Para isso, temos aqui o uso da laserterapia e ozonioterapia, que, mesmo tendo nomes similares, possuem aplicações diferentes: Laserterapia O laser é uma fonte de luz com vários comprimentos de onda que lhe conferem propriedades terapêuticas.

  • O laser de baixa potência ou laser terapêutico (low level laser therapy – LLLT) tem ação antiinflamatória, analgésica e bioestimulante.
  • Atualmente, devemos considerar o laser um auxiliar terapêutico indispensável aos consultórios odontológicos.
  • Ele pode ser terapêutico ou cirúrgico: O laser terapêutico pode substituir e ser utilizado junto de outros medicamentos.

Além de outras funções, o laser terapêutico diminui a dor de outros procedimentos e ajuda na cicatrização. Já o laser cirúrgico, corta o tecido dentário, mas não provoca sangramento e nem uma dor muito grande. Isso se dá porque, ao mesmo tempo que realiza o corte, as luzes também provocam a coagulação e fecham os vasos linfáticos e algumas terminações nervosas.

Alívio da dor Reparação tecidual Hipersensibilidade dental Redução de edema ou “inchaço” Anestesia Dores na articulação da mandíbula Paralisia facial Herpes simples (Herpes Labial) Herpes zoster Hipersensibilidade dentinária Afta Alveolite (infecção ou a inflamação do alvéolo pós extração dentária) Bioestimulação óssea Cárie Endodontia (Tratamento de canal) Exodontia (Extração dentária) Língua geográfica (termo usado para descrever a aparência de mapa geográfico da língua, causada por manchas irregulares em sua superfície, de causa desconhecida) Lesão traumática Nevralgia do trigêmeo (é uma dor de forte intensidade, basicamente tipo um choque ou um raio que ocorre na face das pessoas. É geralmente de curta duração, a dor vem e volta, e é considerada por algumas pessoas a dor mais forte que o ser humano possa sentir) Parestesia (Sensações cutâneas subjetivas, por exemplo., frio, aquecimento, formigamento, pressão etc. que são vivenciadas espontaneamente na ausência de estimulação)

Ozonioterapia Já a ozonioterapia é um tratamento mais biológico, menos doloroso e confiável para os pacientes. Com ela, os pacientes têm maior conforto tanto no diagnóstico quanto na intervenção clínica. Usada no tratamento de um amplo número de patologias, a Ozonioterapia pode ser aplicada de modo isolado e complementar, otimizando os resultados de outros tratamentos. O ozônio possui potentes propriedades medicinais, como a ação anti-inflamatória e antimicrobiana, além de alta biocompatibilidade, fazendo da Ozonioterapia uma excelente alternativa antisséptica, muito indicada para o controle de infecções e inflamações.

Quantas sessões são necessárias para a ozonioterapia?

Quantas sessões são necessárias? – Para Maurício Mochida, não existe mínimo ou máximo de sessões de ozonioterapia, apenas o intervalo recomendado entre elas. No caso da estética, por exemplo, a média são 10 sessões, sendo uma por semana. O tempo de aplicação varia entre 10 minutos a 1 hora. A terapia é muito eficaz para dores Já para Gisele, tudo depende da via de aplicação. “Em geral, a sessão é rápida e não ultrapassa 30 minutos quando se trata apenas da ozonioterapia. O que pode prolongar o tempo são as técnicas associadas”, declara.

Quais os benefícios da aplicação de ozônio?

O objetivo é melhorar a oxigenação dos tecidos e também fortalecer o sistema imunológico por meio de mecanismos celulares em resposta a um estresse oxidativo. Portanto, a ozonioterapia poderia ser aplicada para melhorar a circulação, a oxigenação sanguínea e aumentar as ações anti-inflamatórias e antissépticas.

Quais os benefícios do ozônio para a saúde?

O Ozônio (O 3 ) é um gás oxidante e reativo, composto por três átomos de oxigênio o qual está presente na atmosfera terrestre e desempenha um papel fundamental ao promover a filtração da radiação solar ultravioleta protegendo a vida sobre a terra, iniciando a Ozônioterapia.

Foi descoberto no século XIX, no ano de 1840 pelo químico alemão Christian Friedrich Schönbein e sua denominação tem origem grega (ozein significa odor).1,2 A Ozônioterapia/Ozonoterapia é definida como a administração terapêutica de ozônio marcada pelo aumento da oxigenação tecidual e do metabolismo, podendo ser aplicado por vias sistêmicas e/ou tópicas onde a concentração pode variar de acordo com a patologia de cada indivíduo.

Caracterizada como método minimamente invasivo, esta terapia adjuvante faz parte das Práticas Integrativas e Complementares (PIC) do Sistema único de Saúde (SUS).1,2,3 As feridas sempre fizeram parte da história da humanidade e a discussão a respeito do tratamento e cuidado preventivo das mesmas tem crescido e ganhado espaço em busca de qualidade e eficácia.

É sabido que não há curativo modelo para toda e qualquer lesão de pele e, por isso, as PICs e terapias adjuvantes estão em evidência.4,5 A não cicatrização ou o tempo prolongado para o processo de cura está relacionado à graves complicações clínicas bem como ao aumento da mortalidade, por isso terapias inovadoras que estimulem a cicatrização em menor tempo tem sido estudadas, dentre elas a Ozonioterapia.6 O ozônio vem sendo utilizado como tratamento de primeira linha por diversos países (Vide Declaração de Madrid) e é reconhecido como agente antioxidante, desintoxicante, bactericida, fungicida, virustático, antimicrobiano, imunomodulador, biorregulador, antiapoptótico, analgésico passível de estimular a circulação, oxigenação tecidual e aumentar expressão de fatores de crescimento endotelial bem como aumentar débito cardíaco.

Embora a inflamação faça parte do início do processo cicatricial e seja importante para a evolução deste processo, sabemos que seu controle é fundamental para a cura da ferida e a ozonioterapia possui também propriedades anti-inflamatórias.7,8,9 As vias de aplicação das terapias com O³ podem ser tópicas ou sistêmicas sendo tópicas as modalidades bagging, óleo ozonizado e hidroterapia com ozônio; dentre as vias sistêmicas estão: insuflação vaginal e retal, auto-hemotransfusão maior e menor, intramuscular, subcutânea, intra-auricular e intra-articular.

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As mais utilizadas para tratamento de lesões de pele são bagging, óleo ozonizado, insuflação retal e auto-hemoterapia com ozônio sendo as vias sistêmicas mais poderosas para recuperação e modulação do sistema imune. A ação do O³ ocorre por reação imediata com biomoléculas presentes no plasma e pode permanecer agindo por semanas liberando óxido nítrico estimulando o sistema antioxidante.10,11 Durante a ozonização do sangue há aumento da ativação plaquetária com consequente liberação de fatores de crescimento os quais podem potencializar a cicatrização de feridas crônicas mesmo em pacientes com isquemia.12 A ozônioterapia para tratamento de feridas é uma prática de fácil aplicação, com baixo custo, sem reações adversas e/ou toxicidade (aplicado de acordo com as vias mencionadas neste texto) e tem alcançado resultados satisfatórios no reparo tecidual de feridas de difícil cicatrização.

Existem diversos estudos com níveis altos de evidência para a prática, porém poucos escritos por enfermeiros e todos com lacunas relacionadas às dosagens, periodicidade de aplicação bem como padronização e protocolos de aplicação. Devemos lembrar que a recomendação do COFEN é que o Enfermeiro disponha de competência técnica-científica para aplicação desta terapia adjuvante, porém é necessário a formação complementar de curso de carga horária de, no mínimo, 120 horas para habilitação.

Qual a Contra-indicação absoluta para o uso da ozonioterapia?

OZONIOTERAPIA, uma técnica padrão ouro das práticas integrativas! Opção terapêutica para cerca de 250 patologias, sua eficácia vem sendo amplamente comprovada em diversos estudos científicos ao longo dos anos. Mas, você sabia que NEM TODO MUNDO tem indicação para esse tratamento? – O benefício gerado pela ozonioterapia é absolutamente dependente da capacidade ANTIOXIDANTE verificada no momento da aplicação.

Isso porque, o ozônio promove um estresse oxidativo, causando um LEVE choque terapêutico no organismo, que deve ser previamente calculado. Por isso é muito importante fazer o tratamento com profissional habilitado! Antes de qualquer aplicação, esse profissional deve avaliar as condições do paciente, indicando ou não a técnica.

Pessoas com hipertireoidismo ou pressão arterial descompensada, anemia grave, hemorragias recentes de órgãos, leucemia, patologias com alto estresse oxidativo, além de pacientes transplantados podem não estar em condições de receber o ozônio no momento.

  1. É o que chamamos de CONTRAINDICAÇÃO RELATIVA, pois vai depender da condição do paciente.
  2. Além disso, existe uma CONTRAINDICAÇÃO ABSOLUTA da ozonioterapia! Pessoas com deficiência da enzima Glicose 6 Fosfato Desidrogenase não devem fazer a terapia, pois essa enzima é responsável pela eliminação de oxidação excessiva e de hemólise intensa, função muito importante para aliviar o estresse oxidativo causado pelo ozônio.

E é por causa dessa contraindicação absoluta e das contraindicações relativas que, aqui na VITVITÀ, antes de iniciar a ozonioterapia, o paciente realiza um exame laboratorial para verificar a capacidade antioxidante do organismo no momento da aplicação.

Também fazemos a anamnese, com uma avaliação detalhada de suas condições! E se, por uma contraindicação relativa, a pessoa não puder receber a ozonioterapia no momento, é possível iniciar um processo de fornecimento de elementos antioxidantes ao organismo para, depois em condições ideais, iniciar o tratamento.

Cada caso deve ser avaliado respeitando a individualidade do paciente. E para isso, contamos com uma equipe multidisciplinar capaz de identificar possíveis impedimentos ou adiamentos para a indicação da ozonioterapia. Além disso, é necessário o acompanhamento rigoroso do processo de oxidação, visando as melhores condições para o paciente.

  1. Existe uma técnica desenvolvida na década de 70 por um bioquímico norte americano, Dr Robert Bradford, denominada HLB, que é muito útil para avaliar o estado geral de saúde da pessoa, seu funcionamento metabólico e, sobretudo, para medir os efeitos tóxicos dos radicais livres no sangue.
  2. É realmente uma técnica muito boa para o acompanhamento dos pacientes que realizam a ozonioterapia.

Por isso, também a utilizamos aqui na VITVITA! E foi pensando em todos esses cuidados, que elaboramos um protocolo especial para quem se interessa pela ozonioterapia. Inicialmente, o paciente é acolhido pela nossa equipe de enfermagem que realizará uma anamnese detalhada.

  1. Em seguida, é feita a coleta de sangue para verificação da enzima G6PD.
  2. Considerando que o exame retorne sem alteração, fazemos então uma nova avaliação do paciente, agora com a microscopia nutricional de campo escuro e campo claro para analisarmos minuciosamente a funcionalidade das suas células, a disponibilidade de antioxidantes, o grau de oxidação presente e as condições gerais do terreno biológico como processos inflamatórios em curso, disbiose intestinal e grau de intoxicações variadas.

Feita toda essa investigação inicial, agora sim montamos um protocolo específico de ozonioterapia para o paciente, com as vias de aplicação mais eficazes e dosagens cuidadosamente calculadas! Quer saber mais? Entre em contato conosco 

Quem não pode usar vapor de ozônio?

Contraindicações do Vapor de Ozônio Dermosteam – Distúrbios circulatórios; pele extremamente sensível; áreas anestesiadas ou com diminuição da sensibilidade; inflamações agudas; tumores malignos; doenças vasculares; e lesões na pele.

Quais os riscos da ozonioterapia na estética?

O risco de morte causada pela ozonioterapia representa uma porcentagem de 0,0001% dos casos de tratamento com esse tipo de terapia.