Benefícios Da Sálvia - Hospital da Mulher e Maternidade Santa Fé

Benefícios Da Sálvia

Quais são os benefícios do chá de sálvia?

Benefícios à saúde – Juntamente com alguns dos usos tradicionais da sálvia, muitos estudos recentes relatam efeitos antiinflamatórios e antinociceptivos relacionados ao alívio da dor, efeitos antioxidantes e antidemência relacionados à doença de Alzheimer, efeitos antimicrobianos relacionados a várias infecções, efeitos anticancerígenos e antimutagênicos relacionados a vários tipos de câncer, como câncer de cólon ou de mama, e efeitos hipoglicêmicos e hipolipidêmicos muito importantes relacionados a doenças metabólicas, como diabetes.

  1. No entanto, o principal obstáculo ao avaliar a relevância dos resultados relatados continua sendo os extratos variáveis ​​utilizados (por exemplo, chá, óleos essenciais, extratos etanólicos, etc.), com diferentes composições de compostos bioativos.
  2. De acordo com um estudo, os efeitos farmacológicos clínicos confirmados da sálvia em humanos até agora incluem melhora da memória e das funções cognitivas, alívio da dor, especialmente para dor de garganta e melhora significativa da glicose no sangue.

Tradicionalmente, a sálvia tem sido usada para melhorar a memória e reduzir o declínio cognitivo relacionado à idade. Além dos efeitos antioxidantes bem documentados, os principais componentes da sálvia demonstraram diminuir a inflamação resultante dos efeitos neurotóxicos do peptídeo β-amilóide acumulado.

  1. Até mesmo o aroma de sálvia mostra um efeito positivo na memória, segundo estudo.
  2. As melhorias metabólicas em termos de perfil glicêmico e lipídico são interessantes pelo fato de que alterações nesses parâmetros estão diretamente relacionadas ao diabetes, obesidade, doença hepática não alcoólica, síndrome metabólica e doenças cardiovasculares.

Um estudo observou o efeito da infusão de sálvia nas alterações metabólicas relacionadas à obesidade em ratos durante um período de 12 semanas. Reduções significativas no colesterol total, triglicerídeos e lipoproteína de baixa densidade foram encontradas.

Quem não pode usar sálvia?

A Sálvia não é recomendada durante a gestação e o aleitamento, para portadores de epilepsia e durante o uso de medicamento para o coração. pode ser tóxica em altas doses. É indicada para gripe, resfriados, vômitos, gases, inflamações da boca e da garganta, digestivo, tônico do coração, expectorante, diabetes.

Qual a indicação da planta sálvia?

– Salvia (folhas) Salvia officinalis L. (LAMIACEAE)

Distribuição geográfica: Nativa da região do Mediterrâneo e cultivada em outras partes do mundo. Usos tradicionais: Digestiva, contra dismenorreia, dor de garganta, uso em culinária. Indicações terapêuticas: uso interno na dispepsia e externo nas inflamações das mucosas, como adstringente e antimicrobiano. Posologia: infusão de 3 a 4 gramas de folhas desidratadas, três vezes ao dia. Referências Bibliográficas :

Cunha, A.P., Roque, O.R., Plantas Medicinais da Farmacopeia Portuguesa.2ª. Edição. Fundação Calouste Gulbenkian: Lisboa, 2011. DerMarderosian, A. Guide to Popular Natural Products.2nd Edition. Facts and Comparison: St.Louis (Missouri) 2001. Leung, A.Y., Foster, S., Encyclopedia of Common Natural Ingredients used in Food, Drugs and Cosmetics.

Horta do Ceplamt, Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG, Belo Horizonte (MG) Jardim Botânico da Universidade de Viena, Áustria. Jardim Botânico da Universidade de Viena, Áustria. Jardim das Plantas, Museu de História Natural da França, Paris Jardim das Plantas, Museu de História Natural da França, Paris Jardim das Plantas, Museu de História Natural da França, Paris

Amostra coletada na horta do Ceplamt e dessecada em estufa a 35 graus, por 24 horas.

– Salvia (folhas)

Pode tomar o chá de sálvia à noite?

O chá de sálvia tem cafeína? – O chá de sálvia é livre de cafeína. Por isso, caso você opte por consumi-lo antes de dormir, ele não vai atrapalhar o seu sono. Qual é o melhor horário para tomar o chá de sálvia? Para aproveitar todas as propriedades benéficas do chá de sálvia, o ideal é beber a infusão ainda em jejum. Sendo assim, o mais indicado é consumir a bebida no período da manhã, assim que você acordar. O chá de sálvia pode ajudar a emagrecer? Por ter baixo valor calórico e ajudar a regular o açúcar no sangue, o chá de sálvia pode ser um ótimo aliado para quem quer perder peso. Mas é importante frisar que os efeitos do consumo do chá só vão aparecer se combinados com a prática de exercícios físicos e uma alimentação equilibrada.

Fontes https://essentiaeditora.iff.edu.br/index.php/vertices/article/download/1426/1976/#:~:text=A%20inflama%C3%A7%C3%A3o%20%C3%A9%20um%20processo,et%20al.%2C%202007). https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/21433280/ https://www.portaldoservidor.go.gov.br/not%C3%ADcias-e-curiosidades/6372-oce-sabia-que-a-salvia-pode-contribuir-com-a-boa-saude-das-mulheres.html https://www.saude.sc.gov.br/index.php/documentos/atencao-basica/rede-cegonha/eventos-2/oficina-de-fortalecimendo-do-pre-natal/modulo-ii/9309-4-plantas-na-gestacao-qualisus-rede-cegonha/file O QbemQfaz é um portal de conteúdos sobre saúde, nutrição, bem-estar e alimentação saudável da Nestlé.

Quais são os efeitos colaterais da sálvia?

Os efeitos colaterais da sálvia incluem queixas digestivas leves, náusea, vômito, agitação, sibilância, erupção cutânea, pressão alta ou baixa (dependendo da espécie), reações alérgicas e níveis mais baixos de açúcar no sangue em pessoas com diabetes.

Quais os efeitos colaterais do chá de sálvia?

Possíveis efeitos colaterais: – A sálvia é considerada segura quando utilizada na culinária, ou na forma de chá. No entanto, quando consumida em quantidades maiores do que as recomendadas pode causar sensação de enjoo, calor, aumento dos batimentos cardíacos e espasmos epiléticos.

Quem tem pressão alta pode tomar sálvia?

Repositório Institucional da UFPB Use este identificador para citar ou linkar para este item: https://repositorio.ufpb.br/jspui/handle/tede/4297

Tipo:
Título: Efeitos da suplementação de chia (salvia hispanica L.) Sobre a pressão arterial, estresse oxidativo, inflamação e modulação autonômica cardíaca em indivíduos hipertensos: um estudo de intervenção
Autor(es):
Primeiro Orientador: Silva, Alexandre Sérgio
Resumo: A hipertensão arterial sistêmica é uma condição multifatorial que envolve em seu tratamento medidas farmacológicas e complementares, como as nutricionais. Nesse contexto, a Chia (Salvia hispanica L.) se destaca por sua composição nutricional, antioxidante e antiinflamatória. No entanto, ainda não foi elucidado se essa pode reduzir a pressão arterial de indivíduos hipertensos, e quais fatores são responsáveis por este efeito. Nesse contexto, o presente estudo objetivou verificar o efeito da suplementação de chia (Salvia hispanica L.) sobre a pressão arterial e avaliar se estresse oxidativo, inflamação, função endotelial e modulação autonômica cardíaca são fatores associados à redução da pressão arterial em hipertensos medicamentados ou não. Para tanto, um estudo duplo cego, randomizado com placebo controlado foi conduzido com 26 hipertensos. Destes, dezessete tratados medicamentosamente foram randomizados em grupos que consumiriam chia (CHIA-MD; n=10) e placebo (PLA-MD; n=7). Outro grupo de hipertensos não tratados medicamentosamente foi formado (CHIA-NM; n=9). Eles consumiram 35 g/dia de farinha de chia ou placebo durante 12 semanas. Pressão arterial clínica e ambulatorial, modulação autonômica cardíaca, estresse oxidativo, inflamação e marcador de produção de óxido nítrico foram mensurados no período basal e após intervenção. Enquanto o grupo PLA-MD não apresentou alteração significativa da pressão arterial média clínica (108,0±2,9 para 105,7±2,9 mmHg, p=0,70), observou-se esta redução no grupo CHIA (111,5±1,9 para 102,7±1,5 mmHg, p < 0,001) e CHIA-MD (111,3±2,2 para 100,1±1,8 mmHg, p < 0,001), mas sem que houvesse redução significativa em CHIA-NM (111,7±2,9 para 105,7±2,9 mmHg, p=0,05). No grupo CHIA, a redução da pressão média foi decorrente da redução tanto do componente sistólico (146,2±2,0 para 136,3±2,6mmHg, p<0,01) quanto diastólico (94,2±2,0 para 85,5±1,2, p<0,001). O mesmo ocorreu para o grupo CHIA-MD (145,8±2,2 para 133,7±4,1mmHg, p<0,01 e 94,3±2,4 para 83,3±1,3 mmHg, p<0,01) para os componentes sistólico e diastólico respectivamente. O grupo CHIA-NM obteve redução apenas da pressão sistólica (146,8±3,8 para 137,3±3,1 mmHg, p <0,05). Estas reduções de pressão arterial clínica foram confirmadas por redução da pressão ambulatorial sistólica em todos os grupos suplementados nos períodos de 24horas, vigília e sono. Por outro lado, a pressão ambulatorial diastólica não se alterou em nenhum dos grupos. Os efeitos hipotensores da chia foram acompanhados de redução na peroxidação lipídica nos grupos CHIA (p=0,04) e CHIA-NM (p=0,02) em comparação com o PLA-MD. O grupo CHIA, ainda apresentou redução de nitrito plasmático (p=0,02). Inflamação e modulação autonômica cardíaca mantiveram-se inalteradas. Conclui-se que o consumo de farinha de chia é capaz de reduzir a pressão arterial de hipertensos medicamentados ou não, tanto clinica quanto ambulatorialmente. Este fenômeno foi acompanhado pela redução da peroxidação lipídica, mas não de alteração nos marcadores inflamatórios e na modulação autonômica cardíaca.
Abstract: Hypertension is a multifactorial condition treated by pharmacological and complementary measures such as nutritional approach. In this context, Chia (Salvia hispanica L.) stands out for its nutritional, antioxidant and anti-inflammatory composition. However, it has not yet been elucidated if Chia can reduce blood pressure in hypertensive individuals, and which factors are responsible for this effect. In this context, the present study aimed to verify the effect of supplementation of chia (Salvia hispanica L.) on blood pressure and assess if oxidative stress, inflammation, endothelial function and cardiac autonomic modulation are factors associated with lowering blood pressure in hypertensive individuals treated or not. Thus, a double-blind, randomized controlled trial was conducted with 26 hypertensive individuals. Among these, seventeen treated individuals were randomized to consume chia (CHIA-MD n = 10) and placebo (PLA-MD n = 7). Another group of untreated hypertensive individuals was formed (CHIA-NM, n = 9). They consumed 35 g/day or placebo chia flour 12 weeks. Clinical and ambulatory blood pressure, cardiac autonomic modulation, oxidative stress, inflammation and a marker of nitric oxide production were measured at baseline and after intervention. While PLA-MD group showed no significant change in mean of clinic blood pressure (from 108.0±2.9 to 105.7±2.9 mmHg, p=0.70), it was observed this reduction in GHIA group (from 111.5±1.9 to 102.7±1.5 mmHg, p < 0.001) and CHIA-MD (from 111.3±2.2 to 100.1±1.8 mmHg, p < 0.001), it there was no significant reduction in CHIA-NM (111.7±2.9 para 105.7±2.9 mmHg, p=0.05). In CHIA group, blood pressure reduction was was due to the reduction in both systolic (146.2 ± 2.0 to 136.3 ± 2.6 mmHg, p <0.01) and diastolic components (94.2 ± 2.0 to 85.5 ± 1.2, p <0.001). The same results occurred in CHIA-MD (145.8 ± 2.2 to 133.7 ± 4.1 mmHg, p <0.01 and 94.3 ± 2.4 to 83.3 ± 1.3 mmHg, p <0.01) for systolic and diastolic components, respectively. CHIA-NM group had only reduced systolic blood pressure (146.8 ± 3.8 to 137.3 ± 3.1 mmHg, p <0.05). These reductions in clinical blood pressure were confirmed by ambulatory systolic blood pressure in all supplemented groups in periods of 24 hours, wakefulness and sleep. On the other hand, the ambulatory diastolic pressure did not change in either group. The hypotensive effects of chia were accompanied by reduction in lipid peroxidation in CHIA groups (p = 0.04) and Chia-NM (p = 0.02) compared to PLA-MD. The hypotensive effects of chia were accompanied by reduction in lipid peroxidation in CHIA (p = 0.04) and CHIA-NM (p = 0.02) compared to PLA-MD. CHIA group also showed a reduction of plasma nitrite (p = 0.02). Inflammation and cardiac autonomic modulation remained unchanged. It was concluded that consumption of chia flour is able to reduce blood pressure in hypertensive individuals treated or not, both clinically and ambulatory. This phenomenon was accompanied by reduced lipid peroxidation, but no alterations in inflammatory markers and cardiac autonomic modulation were seen.
Palavras-chave: ChiaPressão ArterialEstresse OxidativoInflamaçãoModulação Autonômica CardíacaChiaBlood PressureOxidative StressInflammation Cardiac Autonomic Modulation
CNPq: CNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::NUTRICAO
Idioma: por
País: Brasil
Editor: Universidade Federal da Paraí­ba
Sigla da Instituição: UFPB
Departamento:
Programa:
Citação: TOSCANO, Luciana Tavares. Efeitos da suplementação de chia (salvia hispanica L.) Sobre a pressão arterial, estresse oxidativo, inflamação e modulação autonômica cardíaca em indivíduos hipertensos: um estudo de intervenção.2014.97 f. Dissertação (Mestrado em Ciências da Nutrição) – Universidade Federal da Paraí­ba, João Pessoa, 2014.
Tipo de Acesso: Acesso aberto
URI:
Data do documento: 21-Mar-2014
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Para que serve chá de sálvia emagrece?

Sálvia emagrece? A Sálvia não possui propriedades específicas que reduzam taxas de gordura no corpo e não há estudos que atestem sua capacidade de emagrecer. O que esta planta pode fazer é auxiliar seus processos digestivos, no combate a flatulências e retenção de líquidos.

Quem tem diabete pode tomar o chá de sálvia?

Chá de sálvia A sálvia contribui para o controle da glicemia no sangue, ajudando no controle da diabetes. Como fazer: Colocar 2 colheres de folhas secas de sálvia em 250 ml de água fervente e deixar descansar por 10 minutos. Tomar até 2 vezes por dia.

Onde devo usar a sálvia?

Além de ser cultivada como erva aromática e medicinal, a Salvia officinalis é utilizada como planta ornamental, devido à sua exuberância. A Salvia officinalis é um ótimo tempero para pães e também pode ser utilizada em bebidas, sopas e doces.

Pode mastigar folha de sálvia?

As pessoas costumavam mastigar suas folhas como um remédio para gengivas inchadas e para amenizar os abscessos dentais. Um chá de sálvia pode ser usado para fazer gargarejos e aliviar dores de garganta e úlceras na boca. Pode melhorar a higiene dental, e assim proteger também a gengiva.

Quanto tempo demora para sálvia fazer efeito?

Sálvia é cada vez mais usada por seu efeito alucinógeno | O TEMPO NOVA YORK, EUA. No fim de 2010, algumas semanas após Miley Cyrus fazer 18 anos (em 23 de novembro), surgiu um vídeo na internet mostrando a atriz e cantora pop celebrando sua maioridade com risos incontroláveis, fala embolada e um bongo grande.

  1. Não havia maconha ou haxixe no cachimbo, explicou a queridinha da Disney.
  2. Segundo ela, o conteúdo do bongo era sálvia divinorum, alucinógeno potente que os adultos podem usar legalmente na Califórnia.A polêmica envolvendo Miley, ex-estrela infantil do seriado “Hannah Montana”, provocou um novo interesse nessa erva mexicana psicoativa.

As buscas por “sálvia” no Google dos Estados Unidos aumentaram 600% nos dias seguintes à divulgação do vídeo, o Twitter foi inundado por termos relacionados ao tema e o programa “Saturday Night Live” fez gozação com a situação.Embora a sálvia não fosse tão divulgada, a erva agora tem o endosso de uma celebridade.

  1. Desde o vazamento do vídeo, o Black Myst Smoke Shop, loja de Los Angeles que vende a droga legalmente por US$ 10 a US$ 60 o grama, percebeu um aumento no negócio.
  2. Costumávamos vender um ou dois gramas por dia”, disse Steve Kinsman, empregado da loja.
  3. Agora são dez ou 15 gramas.
  4. Tem um monte de jovem vindo aqui, e até um quarentão assustador, que, obviamente, é fã da Miley”.

Origem, Conhecida como erva da longevidade e associada à boa saúde, a Salvia divinorum – nome que significa “erva divina” – antigamente era propriedade dos xamãs mazatecas de Oaxaca, México. Nas últimas décadas, porém, a sálvia deixou de ser uma novidade alucinógena para se tornar uma droga bem conhecida.

  1. A evidência da sua popularidade está online.
  2. Uma busca no YouTube por “sálvia” revela milhares de clipes mostrando jovens dando risadas descontroladas, gemendo e tropeçando sob influência da erva.
  3. Após dois ou três tragos, saí cuspindo para todo lado e depois tossindo, rindo e babando”, disse Lee, 22, morador do Brooklyn que experimentou a droga enquanto frequentava a universidade e pediu que seu primeiro nome não fosse revelado.

“Comecei a gritar palavras aleatórias, aí minhas pernas bambearam e eu caí no chão”, contou.Apesar de a euforia intensa de 15 minutos após o uso da sálvia ser normalmente descrita como “coisa de outro mundo”, essa não é uma experiência que todo mundo gosta de repetir.

  • Vários Estados norte-americanos baniram a erva devido aos seus efeitos psicoativos.
  • Outros estabeleceram limites sobre o porte e o consumo.
  • Enquanto isso, a Administração de Combate às Drogas considera a sálvia uma “droga preocupante”, e não apenas uma substância controlada.
  • Só porque algo não é controlado pela lei federal não quer dizer que é inteligente ingerir ou fumar essa substância”, disse Rusty Payne, porta-voz da administração.
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“Essa erva tem efeitos alucinógenos, e isso nunca é bom”, justifica.A atenção dada à sálvia serviu de munição para aqueles que insistem que a erva é uma ameaça pública. “De um jeito estranho, esse problema com a Miley Cyrus ajudou a destacar algumas das questões de saúde”, disse o senador nova-iorquino John J.

Pode misturar sálvia com hortelã?

Flocos Uma combinação bem versátil com hortelã, sálvia e alecrim. Desenvolvida para aromatizar vários tipos de alimentos, proporcionando muita praticidade nas preparações. Por ser extremamente aromática, o uso deve ser moderado. Ideal em alguns tipos de carnes – especialmente as de cordeiro, javali e suína – e em pratos que pedem um toque diferenciado, inclusive de origem Árabe.

INFORMAÇÃO NUTRICIONAL Porção de 2,5 g (1 colher de sopa)
Quantidade por porção %VD* Quantidade por porção %VD*
Valor energético 9 kcal ou 39 kJ 0% Fibras alimentares 0,88 g 4%
Carboidratos 1 g 0%
Não contém quantidades significativas de proteínas, gorduras totais, gorduras saturadas, gorduras trans e sódio.
(*)% Valores diários de referência com base em uma dieta de 2.000 kcal, ou 8.400 kJ. Seus valores diários podem ser maiores ou menores dependendo de suas necessidades energéticas.

VERSÕES DE EMBALAGENS: Ref.0583 – 36g – Código de Barras: 789 826498 263-6 (Color Frasco Pet Incolor – FRI2TMC – 200ml) 36g Alecrim Hortelã Sálvia

Como fazer chá de sálvia para tosse?

Chá de sálvia Como fazer: Ferva uma xícara de água (250ml). Desligue o fogo e adicione uma colher de sopa de folhas secas de sálvia. Deixe em infusão por cerca de 7 a 10 minutos.

Qual sálvia deixa chapado?

Saúde 25/08/2011 – 12:47 Gustavo Lima Hilton diz que a lista do Ministério da Saúde está desatualizada. Tramita na Câmara o Projeto de Lei 897/11, do deputado George Hilton (PRB-MG), que proíbe o uso e a comercialização da substância salvinorina e da espécie vegetal sálvia divinorum, da qual é extraída.

  1. Conforme o texto, ficam também proibidos o plantio, a cultura, a colheita e a exploração dessa planta, assim como a elaboração, a comercialização e o consumo de subprodutos, substratos e substâncias dela decorrentes.
  2. Existem cerca de 900 espécies de sálvia, que incluem um grande número de plantas ornamentais e também a sálvia officinalis, usada como tempero.

Segundo o autor, apesar de o Ministério da Saúde atualizar constantemente a portaria que traz as listas destinadas ao controle da comercialização lícita de medicamentos e de drogas, em especial de substâncias que afetam as funções cerebrais, nem sempre a atualização ocorre com a rapidez necessária.

É o que acontece com a planta da espécie sálvia divinorum, para a qual não há nenhuma restrição na referida norma”, afirma o autor. Ele cita a existência de diversos depoimentos feitos por usuários da planta confirmando o desenvolvimento de efeitos psicoativos. Entre esses efeitos decorrentes do uso da substância ele destaca alucinações, perda da coordenação física, alterações visuais, riso incontrolável, confusão, distúrbios sensoriais, medo, terror, pânico, dor de cabeça, perda na capacidade de controlar músculos e dificuldade em manter o equilíbrio, entre outros.

Originalmente, a sálvia divinorum, também chamada de “erva divina”, era aplicada pelos índios mazatecas, do México, em cerimônias e como remédio para diarreia, dor de cabeça, reumatismo e anemia. Entretanto, ultimamente vem sendo cultivada por quem pretende se valer dos seus efeitos alucinógenos.

Como ficar chapado de sálvia?

Salvia divinorum: erva com nome de tempero provocaria alucinações Quando alguém escuta a palavra sálvia, logo imagina que o tema da conversa é o tempero, usado em pratos gordurosos como omeletes e molhos à base de manteiga. Mas esta é a salvia officinalis. Ela tem uma prima, a salvia divinorum. Originalmente, era aplicada pelos índios mazatecas, do México, em cerimônias e para curar diarréia, dor de cabeça, reumatismo e anemia, mas vem sendo procurada devido a seus efeitos alucinógenos.

  • Existem diferentes maneiras de usar.
  • A maioria das pessoas fuma em um recipiente de vidro chamado bongo ou em cachimbos, mas há outros métodos.
  • Os Mazatecas usavam os dois tradicionais: infusão e mastigação.
  • Eles esfregavam as folhas e espremiam o sumo, bebendo misturado com água.
  • Acreditavam que a planta perde suas propriedades quando chega ao estômago.

Por isso, bochechavam o líquido, pois a maioria dos efeitos resultaria da absorção pelo tecido da boca. Advertência brasileira Nos Estados Unidos, a maioria das federações permite o uso irrestrito da divinorum. Estudos da Associação de Centros de Controle de Venenos – Association of Poison Control Centers, e do Sistema de Observação à Exposição Tóxica – Toxic Exposure Surveillance System (TESS) apontam que, no país, não há qualquer ocorrência sobre danos causados pelas diversas formas de utilização da salvia.

Qual o princípio ativo da sálvia?

Salvia divinorum Epling & Játiva (“ska María Pastora”) and Salvinorin A: increasing recreational use and abuse potential – A planta Salvia divinorum Epling & Játiva (SDI), da família Lamiaceae, tem sido usada por séculos pela cultura mazateca e vem ganhando popularidade como droga recreacional nos últimos anos. Seu princípio ativo – Salvinorina A (SA) – é agonista dos receptores opióides kappa, com potencial psicotrópico.

  1. A utilização da planta vem crescendo na Europa e na América do Norte, apesar de ainda não existirem provas concretas sobre abuso.
  2. A presente revisão da literatura contemporânea aborda as evidências sobre o potencial de abuso de SDI, bem como o crescente uso recreacional, ainda que seja alucinógeno permitido legalmente e de fácil compra em muitos países.

Salvia divinorum; Salvinorina A; potencial de abuso; uso recreacional The plant Salvia divinorum Epling & Játiva (SDI), of the Lamiaceae family, has been used for centuries by the Mazateca culture and has gained popularity as a recreational drug in the last years.

  1. Its active principle, Salvinorin A (SA), is a potentially psychotropic agonist of the kappa opioid receptors.
  2. The use of SDI has increased in Europe and North America, although there are no concrete proofs about abuse.
  3. The present review discusses current evidence on potential SDI abuse, as well as its increasing recreational use, although it is considered a legalized hallucinogen easily acquired in many countries.

Salvia divinorum; Salvinorin A; abuse potential; recreational use REVISÃO Salvia divinorum Epling & Játiva (Maria Pastora) e Salvinorina A: crescente uso recreacional e potencial de abuso Salvia divinorum Epling & Játiva (“ska María Pastora”) and Salvinorin A: increasing recreational use and abuse potential Schneider, R.J.I, * * [email protected] ; Ardenghi, P.

II I Centro Universitário Feevale, Instituto de Ciências da Saúde, Biomedicina, RS-239 2755, CEP: 93352-000, Novo Hamburgo-Brasil II Instituto de Ciências da Saúde, Grupo de Pesquisa em Saúde Humana e Ambiente, RS-239 2755, CEP: 93352-000, Novo Hamburgo-Brasil RESUMO A planta Salvia divinorum Epling & Játiva (SDI), da família Lamiaceae, tem sido usada por séculos pela cultura mazateca e vem ganhando popularidade como droga recreacional nos últimos anos.

Seu princípio ativo – Salvinorina A (SA) – é agonista dos receptores opióides kappa, com potencial psicotrópico. A utilização da planta vem crescendo na Europa e na América do Norte, apesar de ainda não existirem provas concretas sobre abuso. A presente revisão da literatura contemporânea aborda as evidências sobre o potencial de abuso de SDI, bem como o crescente uso recreacional, ainda que seja alucinógeno permitido legalmente e de fácil compra em muitos países.

Palavras-chave: Salvia divinorum, Salvinorina A, potencial de abuso, uso recreacional ABSTRACT The plant Salvia divinorum Epling & Játiva (SDI), of the Lamiaceae family, has been used for centuries by the Mazateca culture and has gained popularity as a recreational drug in the last years. Its active principle, Salvinorin A (SA), is a potentially psychotropic agonist of the kappa opioid receptors.

The use of SDI has increased in Europe and North America, although there are no concrete proofs about abuse. The present review discusses current evidence on potential SDI abuse, as well as its increasing recreational use, although it is considered a legalized hallucinogen easily acquired in many countries.

Key words: Salvia divinorum, Salvinorin A, abuse potential, recreational use A planta Salvia divinorum (SDI), da família Lamiaceae, tem sido usada por séculos pela cultura mazateca (Wolowich et al., 2006) e vem ganhando popularidade como droga recreacional nos últimos anos (Chavkin et al., 2004; Grundmann et al., 2007 ).

É uma erva perene, natural da serra mazateca de Oxaca, no México (Vortherms & Roth, 2006; Valdes, 1994). Nomes comuns para a sálvia são “ska Maria Pastora” e “La Maria”, refletindo a crença mazateca de que a sálvia é a encarnação da Virgem Maria (Vortherms & Roth, 2006).

Os potentes efeitos alucinógenos, descritos em relatos de caso, estimularam estudos que identificaram o primeiro agonista opióide kappa altamente seletivo não-nitrogenado a salvinorina A (SA) (Grundmann et al., 2007 ). Esta substância parece ser “alucinógeno por excelência” (Valdes, 1994), produzindo efeitos psicotrópicos apenas pela estimulação do receptor opióide kappa (González et al., 2006; Prisinzano, 2005; Babu et al., 2008), com afinidade muito pouco significativa pelos receptores opióides mu (Wang et al., 2004; Rothman et al., 2007) e kappa do tipo 2 (Ansonoff et al., 2006) e sem ação sobre receptores serotoninérgicos do tipo 2A (González et al., 2006; Prisinzano, 2005; Babu et al., 2008).

O diterpeno SA, agonista kappa opióide de alta afinidade (Chavkin et al., 2004; Roth et al., 2002), tem potencial psicotrópico similar ao da mescalina (Giroud et al., 2000), porém com diferentes efeitos (Braida et al., 2007). Tem baixa biodisponibilidade oral, o que motivou a pesquisa de análogos como a N-metilacetamida (Béguin et al., 2007).

Tradicionalmente a SDI tem sido mascada sob forma de folhas frescas ou ingerida como bebida que contém extrato das folhas maceradas. De modo alternativo, é consumida por inalação de fumaça obtida pela queima da folha (Vortherms & Roth, 2006). Trabalhos mostram que 61,4% das pessoas usam o extrato concentrado da SDI, enquanto 37,3% empregam as folhas secas (Baggot et al., 2004).

Dependendo da sensibilidade individual de cada usuário e da quantidade de substância usada, os efeitos decorrentes do emprego de SA podem variar de leves a profundos (Siebert, 2004), compreendendo sinestesias, como sentir cheiros que remetem a sons ou ouvir sons que remetem a cores (Babu et al., 2008).

  • Apesar de ser menos usada, o interesse pela SDI tem aumentado entre usuários recreacionais na Europa e na América do Norte, por modificar o estado de consciência (González et al., 2006) por meio do efeito alucinógeno.
  • Acresce que há facilidade de compra e não se referem efeitos adversos com o uso recreacional.

No entanto, há potencial de tolerância, já que a dose parece ter de ser aumentada para conseguir os mesmos efeitos anteriores (Grundmann et al., 2007). A atual falta de informação sobre SA e SDI e o crescente uso informal trazem a necessidade de conhecimento sobre o potencial de abuso.

Autores consideram o uso da planta e do princípio ativo como possível problema de saúde pública na Europa, que deve ser levado em consideração quando se tratam pessoas jovens por abuso de drogas (Bucheler et al., 2005). Mecanismo de ação da Salvinorina A e relação com potencial de abuso Os receptores opióides compreendem quatro tipos, μ – mu, δ – delta, κ – kappa e nociceptina/orfanina FQ (N/FQ), cada um com distribuição anatômica única em cérebro, medula espinhal e tecidos periféricos.

Em 2000, o Committee on Receptor Nomenclature and Drug Classification of the International Union of Pharmacology adotou os termos MOP, DOP, KOP e NOP para indicar, respectivamente, aqueles receptores. Adicionalmente, vários subtipos têm sido descritos – epsilon, iota, lambda e zeta.

  1. O receptor KOP diferencia-se dos demais por genes e proteínas distintos, padrões de expressão tecidual, propriedades funcionais e perfis farmacológicos de agonistas e antagonistas seletivos (Lee et al., 2005).
  2. A ativação de KOP in vivo causa analgesia, disforia, elevação corticoesteróide, diurese (Wang et al., 2004; Lee et al., 2005) e hipotermia (Ansonoff et al., 2006), porém não determina depressão respiratória (Babu et al., 2008).

O sistema opióide endógeno exerce efeitos opostos sobre a atividade dopaminérgica mesolímbica e processos motivacionais. Por exemplo, a ativação de receptores mu na área tegmental ventral estimula a liberação de dopamina no núcleo accumbens e produz estados de preferência condicionados por um ambiente associados à administração de um agonista.

Por outro lado, a ativação de KOP no circuito mesolímbico diminui o estímulo neuronal dopaminérgico e inibe a liberação de dopamina no núcleo accumbens (Doyon et al., 2006). O sistema mesolímbico dopaminérgico contribui de maneira muito importante para o desenvolvimento de necessidade de reforço em relação a alimentos, comportamento sexual e drogas de abuso (Carlezon et al., 2006).

Classicamente a “hipótese dopaminérgica” tem sido usada para explicar adição e dependência de substâncias (Prisinzano et al., 2005). SA e outros agonistas kappa -opióides diminuem significativamente os níveis basais de dopamina, assim como impedem o aumento dos níveis dopaminérgicos (Prisinzano et al., 2005).

Pesquisa-se o uso de agonistas seletivos de KOP no tratamento da dependência por estimulantes (Prisinzano et al., 2005; Chefer et al., 2005). Parece também atuar como eficiente bloqueador do efeito de recompensa provocado por morfina (Narita et al., 2005), levando em conta que o KOP participa da expressão da síndrome de abstinência crônica induzida por aquele opióide (Lee et al., 2005).

O fato da Salvinorina A diminuir níveis de dopamina estriatal e produzir aversão em ratos sugere que isso poderia acontecer com humanos. Entretanto, numerosos estudos têm encontrado compostos que produzem efeitos adversos em roedores, porém em humanos induzem auto-administração (Zhang et al., 2005).

  1. Além disso, SA parece ter mecanismos farmacológicos diferentes de agonistas kappa -opióides sintéticos sobre a função dopaminérgica (Gehrke & Chefer, 2008) e parece ligar-se ao KOP diferentemente dos ligantes tradicionais (Tidgewell et al., 2006).
  2. Outros estudos têm mostrado que outro sistema, o endocanabinóide, parece estar envolvido no processo de abuso pelo SA.

Há trabalhos que sugerem atuação da SA não somente em KOP, mas também em receptores canabinóides tipo 1, tendo em vista que o antagonista canabinóide rimonabanto reverteu os efeitos de reforço induzido por SA (Braida et al., 2007). Em estudos posteriores realizados em ratos, confirmou-se potencial de reforço de SA, mesmo em doses muito baixas (Braida et al., 2008).

  • Uma inferência químico-estrutural também pode ser feita, na medida em que tanto SA quanto delta-9-tetraidrocanabinol são terpenóides ( Figura 1 ) e possuem aparentemente o mesmo perfil farmacológico (Braida et al., 2007).
  • Abuso por Salvia divinorum e Salvinorina A Apesar de a disponibilidade da planta SDI crescer, são escassos os estudos sobre os efeitos psicológicos e potencial de abuso (Appel & Appel, 2007).

O mesmo acontece com SA. Artigos relatam que ainda não foi evidenciado potencial de abuso pelo uso isolado de SA ou extrato da SDI (Mccurdy, 2006). Porém já existem alguns dados disponíveis sobre padrões de uso e abuso dessas substâncias (Braida et al., 2008).

  • O envolvimento e a conscientização sobre a SDI têm crescido contemporaneamente (González et al., 2006).
  • Consequências médicas ou psicológicas negativas relacionadas ao uso da Salvia são escassas na literatura científica (Lange et al., 2007).
  • Aparentemente existe apenas um relato de caso sobre consequências negativas do uso da SDI (Singh, 2007).

Alguns usuários reportam sintomas de fadiga, exaustão e letargia após o uso da SDI (Hoover et al., 2007). Sugere-se que tais manifestações expressam a habilidade da SA em produzir efeitos psicotomiméticos ou alucinógenos em humanos, os quais podem ser prazerosos para algumas pessoas (Zhang et al., 2005).

Pode-se prever crescimento rápido do uso abusivo de SDI e SA (Prisinzano, 2005). Apenas um levantamento epidemiológico define perfil de idade e gênero para o primeiro uso da SDI e o consumo no último mês, no norte da Itália ( Tabela 1 ) (Pavarin, 2006). De 2015 jovens entrevistados, 11% consumiam a SDI.

Outro estudo americano aponta que 4,4% das pessoas usaram SDI nos últimos 12 meses em amostra de 1516 estudantes americanos (Lange et al., 2007). Aparentemente não há registros de estudos epidemiológicos sobre o uso da SDI no Brasil. A SDI vem chamando a atenção também dos usuários recreacionais (Appel & Appel, 2007).

  1. Mais recentemente, extratos de SDI e SA têm sido usados em vários países como Suíça, México e Estados Unidos (em alguns Estados) como alucinógeno legal (Lange et al., 2007; Giroud et al., 2000; Roth et al., 2002).
  2. É proibido o uso e venda em países como Dinamarca, Austrália e Itália (Prisinzano, 2005).
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Recentemente, o Japão colocou SA e SDI na lista de produtos e substâncias ilegais (Hanajiri et al., 2008). No Brasil, aparentemente a SDI continua legalmente permitida e fora da lista de plantas controladas pela ANVISA. Já existem métodos laboratoriais eficientes para dosagem do SA em fluidos biológicos através de cromatografia gasosa e espectrometria de massa (Pichini et al., 2005).

  • Entretanto, tais técnicas não são empregadas para triar o uso entre a população.
  • A Internet como ferramenta de fácil compra e incentivo De acordo com o U.S Government Accountability Office, a Internet é o veículo mais amplamente usado para obtenção de drogas controladas (Hoover et al., 2007).
  • Outros estudos também mostram a Internet como nova e crescente ferramenta de busca por drogas e troca de informações sobre as mesmas (Siemann et al., 2006).

Muitos sites estão dedicados a SDI, com dados relativos à botânica, etnobotânica, bioquímica e farmacologia da SDI, como http://salvia.lycaeum.org/ott.html e http://salvia.com/salvia (Giroud et al., 2000). A SDI tem sido comprada em tabacarias nos Estados Unidos e em sites de compra de cunho generalista, por exemplo, eBay.com (Lange et al., 2007), ou ainda em sites de suplementos alimentares (González et al., 2006).

Mais de três quartos dos sites sobre a SDI encorajam o uso da planta e poucos deles apóiam o não-uso, provendo informações sobre cuidados ou alertas (Hoover et al., 2007). Assim como a maconha, a SDI também pode ser cultivada domesticamente ou em qualquer ambiente úmido de clima semitropical (Hoover et al., 2007).

Este fato contribui também para a acessibilidade da planta por boa parte das pessoas. CONCLUSÃO – É fato que o uso da SDI tem realmente crescido nos últimos tempos, de forma ainda legal em muitos países. – É especialmente preocupante que a maioria dos sites na Internet esteja explorando a relativa escassez de dados sobre a SDI como evidência para o consumo seguro ou a ausência de restrições para o uso.

  1. São escassos os estudos sobre dependência envolvendo a SDI ou o SA.
  2. Há falta de dados toxicológicos consistentes relativos ao uso crônico de SA.
  3. Isso configura a impossibilidade de fazer afirmativas consistentes sobre potencial de abuso e segurança com uso da planta e de seu princípio ativo.
  4. Apesar de já existirem técnicas padronizadas para detecção e monitoramento biológico do princípio ativo e dos metabólitos em fluidos biológicos, aquelas deveriam ser implementadas para servir como biomarcadores da exposição.

– Mais estudos precisam ser feitos para definir o uso da SDI e do princípio ativo como possível problema de saúde pública em nível mundial. – No Brasil, ainda não existem dados epidemiológicos ou relatos de caso clinicamente relevantes sobre o uso recreacional desta planta.

ANSONOFF, M.A. et al. Antinociceptive and hypothermic effects of Salvinorin A are abolished in a novel strain of k-Opioid receptor-1knockout mice. The Journal of Pharmacology and Experimental Therapheutics, v.318, n.2, p.641-8, 2006. APPEL, J.; APPEL, D.K. The rise of a new psychoactive agent: Salvia divinorum International Journal of Mental Health Addiction, v.5, n.3, p.248-53, 2007. BABU, K.M.; MCCURDY, C.R.; BOYER, E.W. Opioid receptors and legal highs: Salvia divinorum and kratom. Clinical Toxicology, v.46, n.2, p.146-52, 2008. BAGGOTT, M.J. et al. Use of Salvia divinorum, an unscheduled hallucinogenic plant: a web-based survey of 500 users. Clinical Pharmacology Therapheutics, v.75, n.2, p.72, 2004. BÉGUIN, C. et al. N -methylacetamide analogue of salvinorin A: a highly potent and selective kappa opioid receptor agonist with oral efficacy. American Society for Pharmacology and Experimental Therapheutics, v.324, n.1, p.188-95, 2007. BRAIDA, D. et al. 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The Journal of Pharmacology and Therapheutics, v.308, n.3, p.1197-203, 2004. CHEFER, V.L. et al. Endogenous k-Opioid receptor systems regulate mesoaccumbal dopamine dynamics and vulnerability to cocaine. Journal of Neuroscience, v.25, n.20, p.5029-37.2005. DOYON, W.M. et al. k-Opioid receptor modulation of accumbal dopamine concentration during operant ethanol self-administration. Neuropharmacology, v.51, n.3, p.487-96, 2006. GEHRKE, B.J.; CHEFER, V.L. Effects of acute and repeated administration of salvinorin A on dopamine function in the rat dorsal striatum. Psychopharmacology, v.197, n.3, p.509-17, 2008. GIROUD, C. et al. Salvia divinorum : a hallucinogenic mint which might become a new recreational drug in Switzerland. Forensic Science International, v.112, n.2, p.143-50, 2000. GONZÁLEZ, D. et al. Pattern of use and subjective effects of Salvia divinorum among recreational users. Drug and Alcohol Dependence, v.85, n.2, p.157-62, 2006. GRUNDMANN, O. et al. 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Publicação nesta coleção 06 Jan 2011 Data do Fascículo Set 2010

Aceito 19 Fev 2010 Recebido 13 Nov 2008

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Qual é a sálvia medicinal?

A Salvia officinalis apresenta efeitos analgésicos, antioxidantes, antissépticos, anti-inflamatórios e ainda mais – A Salvia officinalis é uma planta nativa do Oriente Médio e do Mediterrâneo, que mede de 30 a 60 cm de altura, muito utilizada pela medicina popular.

  1. A erva também é conhecida como sálvia, sálvia-real, sálvia-das-boticas, chá-da-Grécia, erva-santa, sálvia-dos-jardins, sálvia-comum.
  2. Esse tipo de sálvia é usado para o tratamento de convulsões, úlceras, gota, reumatismo, inflamação, tontura, tremores, paralisia, diarreia e hiperglicemia.
  3. Estudos recentes mostraram que a Salvia officinalis apresenta uma série de atividades farmacológicas no organismo.

Isso inclui efeitos anticancerígenos, anti-inflamatórios, anti nociceptivos (que reduzem a capacidade de perceber a dor),antioxidantes e antimicrobianos. Além de:

Antimutagênicos (reduzem mutações genéticas)Antidemenciais (reduzem demência)Hipoglicemiantes (reduzem a concentração de glicose no sangue)Hipolipemiantes (ajudam a controlar os níveis de colesterol).

Por Sony Mavica, sob a licença CC BY-SA 3.0, em Wikimedia Commons Os principais fitoquímicos presentes nas flores, folhas e caule da Salvia officinalis são:

AlcalóidesCarboidratosÁcidos graxosDerivados glicosídeosCompostos fenólicosPoliacetilenosEsteróides Terpenos Ceras

O óleo essencial de Salvia officinalis apresenta mais de 120 componentes, incluindo borneol, cânfora, cariofileno, cineol, elemeno, humuleno, leveno, pineno e tujona. O linalol é o fitoquímico mais presente no caule da Salvia officinalis ; as flores azuis têm o nível mais alto de α-pinene e cineol; e acetato de bornila, canfeno, cânfora, humuleno, limoneno e tuona são os fitoquímicos mais presentes nas folhas.

Quais são os tipos de sálvia?

Veja os tipos e as propriedades da sálvia – Existem diversos tipos de sálvia, como a Salvia sclarea, a Salvia officinalis, a Salvia divinorum e a famosa sálvia hispânica, também conhecida como chia. No Brasil, a Salvia officinalis é a mais comum. As flores dela são belas e possuem tonalidade violeta, sendo muito utilizadas para fins decorativos.

Para que serve chá de sálvia emagrece?

Sálvia emagrece? A Sálvia não possui propriedades específicas que reduzam taxas de gordura no corpo e não há estudos que atestem sua capacidade de emagrecer. O que esta planta pode fazer é auxiliar seus processos digestivos, no combate a flatulências e retenção de líquidos.

Qual o princípio ativo da sálvia?

Salvia divinorum Epling & Játiva (“ska María Pastora”) and Salvinorin A: increasing recreational use and abuse potential – A planta Salvia divinorum Epling & Játiva (SDI), da família Lamiaceae, tem sido usada por séculos pela cultura mazateca e vem ganhando popularidade como droga recreacional nos últimos anos. Seu princípio ativo – Salvinorina A (SA) – é agonista dos receptores opióides kappa, com potencial psicotrópico.

  1. A utilização da planta vem crescendo na Europa e na América do Norte, apesar de ainda não existirem provas concretas sobre abuso.
  2. A presente revisão da literatura contemporânea aborda as evidências sobre o potencial de abuso de SDI, bem como o crescente uso recreacional, ainda que seja alucinógeno permitido legalmente e de fácil compra em muitos países.

Salvia divinorum; Salvinorina A; potencial de abuso; uso recreacional The plant Salvia divinorum Epling & Játiva (SDI), of the Lamiaceae family, has been used for centuries by the Mazateca culture and has gained popularity as a recreational drug in the last years.

Its active principle, Salvinorin A (SA), is a potentially psychotropic agonist of the kappa opioid receptors. The use of SDI has increased in Europe and North America, although there are no concrete proofs about abuse. The present review discusses current evidence on potential SDI abuse, as well as its increasing recreational use, although it is considered a legalized hallucinogen easily acquired in many countries.

Salvia divinorum; Salvinorin A; abuse potential; recreational use REVISÃO Salvia divinorum Epling & Játiva (Maria Pastora) e Salvinorina A: crescente uso recreacional e potencial de abuso Salvia divinorum Epling & Játiva (“ska María Pastora”) and Salvinorin A: increasing recreational use and abuse potential Schneider, R.J.I, * * [email protected] ; Ardenghi, P.

II I Centro Universitário Feevale, Instituto de Ciências da Saúde, Biomedicina, RS-239 2755, CEP: 93352-000, Novo Hamburgo-Brasil II Instituto de Ciências da Saúde, Grupo de Pesquisa em Saúde Humana e Ambiente, RS-239 2755, CEP: 93352-000, Novo Hamburgo-Brasil RESUMO A planta Salvia divinorum Epling & Játiva (SDI), da família Lamiaceae, tem sido usada por séculos pela cultura mazateca e vem ganhando popularidade como droga recreacional nos últimos anos.

Seu princípio ativo – Salvinorina A (SA) – é agonista dos receptores opióides kappa, com potencial psicotrópico. A utilização da planta vem crescendo na Europa e na América do Norte, apesar de ainda não existirem provas concretas sobre abuso. A presente revisão da literatura contemporânea aborda as evidências sobre o potencial de abuso de SDI, bem como o crescente uso recreacional, ainda que seja alucinógeno permitido legalmente e de fácil compra em muitos países.

Palavras-chave: Salvia divinorum, Salvinorina A, potencial de abuso, uso recreacional ABSTRACT The plant Salvia divinorum Epling & Játiva (SDI), of the Lamiaceae family, has been used for centuries by the Mazateca culture and has gained popularity as a recreational drug in the last years. Its active principle, Salvinorin A (SA), is a potentially psychotropic agonist of the kappa opioid receptors.

The use of SDI has increased in Europe and North America, although there are no concrete proofs about abuse. The present review discusses current evidence on potential SDI abuse, as well as its increasing recreational use, although it is considered a legalized hallucinogen easily acquired in many countries.

Ey words: Salvia divinorum, Salvinorin A, abuse potential, recreational use A planta Salvia divinorum (SDI), da família Lamiaceae, tem sido usada por séculos pela cultura mazateca (Wolowich et al., 2006) e vem ganhando popularidade como droga recreacional nos últimos anos (Chavkin et al., 2004; Grundmann et al., 2007 ).

É uma erva perene, natural da serra mazateca de Oxaca, no México (Vortherms & Roth, 2006; Valdes, 1994). Nomes comuns para a sálvia são “ska Maria Pastora” e “La Maria”, refletindo a crença mazateca de que a sálvia é a encarnação da Virgem Maria (Vortherms & Roth, 2006).

  1. Os potentes efeitos alucinógenos, descritos em relatos de caso, estimularam estudos que identificaram o primeiro agonista opióide kappa altamente seletivo não-nitrogenado a salvinorina A (SA) (Grundmann et al., 2007 ).
  2. Esta substância parece ser “alucinógeno por excelência” (Valdes, 1994), produzindo efeitos psicotrópicos apenas pela estimulação do receptor opióide kappa (González et al., 2006; Prisinzano, 2005; Babu et al., 2008), com afinidade muito pouco significativa pelos receptores opióides mu (Wang et al., 2004; Rothman et al., 2007) e kappa do tipo 2 (Ansonoff et al., 2006) e sem ação sobre receptores serotoninérgicos do tipo 2A (González et al., 2006; Prisinzano, 2005; Babu et al., 2008).

O diterpeno SA, agonista kappa opióide de alta afinidade (Chavkin et al., 2004; Roth et al., 2002), tem potencial psicotrópico similar ao da mescalina (Giroud et al., 2000), porém com diferentes efeitos (Braida et al., 2007). Tem baixa biodisponibilidade oral, o que motivou a pesquisa de análogos como a N-metilacetamida (Béguin et al., 2007).

  1. Tradicionalmente a SDI tem sido mascada sob forma de folhas frescas ou ingerida como bebida que contém extrato das folhas maceradas.
  2. De modo alternativo, é consumida por inalação de fumaça obtida pela queima da folha (Vortherms & Roth, 2006).
  3. Trabalhos mostram que 61,4% das pessoas usam o extrato concentrado da SDI, enquanto 37,3% empregam as folhas secas (Baggot et al., 2004).
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Dependendo da sensibilidade individual de cada usuário e da quantidade de substância usada, os efeitos decorrentes do emprego de SA podem variar de leves a profundos (Siebert, 2004), compreendendo sinestesias, como sentir cheiros que remetem a sons ou ouvir sons que remetem a cores (Babu et al., 2008).

  1. Apesar de ser menos usada, o interesse pela SDI tem aumentado entre usuários recreacionais na Europa e na América do Norte, por modificar o estado de consciência (González et al., 2006) por meio do efeito alucinógeno.
  2. Acresce que há facilidade de compra e não se referem efeitos adversos com o uso recreacional.

No entanto, há potencial de tolerância, já que a dose parece ter de ser aumentada para conseguir os mesmos efeitos anteriores (Grundmann et al., 2007). A atual falta de informação sobre SA e SDI e o crescente uso informal trazem a necessidade de conhecimento sobre o potencial de abuso.

Autores consideram o uso da planta e do princípio ativo como possível problema de saúde pública na Europa, que deve ser levado em consideração quando se tratam pessoas jovens por abuso de drogas (Bucheler et al., 2005). Mecanismo de ação da Salvinorina A e relação com potencial de abuso Os receptores opióides compreendem quatro tipos, μ – mu, δ – delta, κ – kappa e nociceptina/orfanina FQ (N/FQ), cada um com distribuição anatômica única em cérebro, medula espinhal e tecidos periféricos.

Em 2000, o Committee on Receptor Nomenclature and Drug Classification of the International Union of Pharmacology adotou os termos MOP, DOP, KOP e NOP para indicar, respectivamente, aqueles receptores. Adicionalmente, vários subtipos têm sido descritos – epsilon, iota, lambda e zeta.

  1. O receptor KOP diferencia-se dos demais por genes e proteínas distintos, padrões de expressão tecidual, propriedades funcionais e perfis farmacológicos de agonistas e antagonistas seletivos (Lee et al., 2005).
  2. A ativação de KOP in vivo causa analgesia, disforia, elevação corticoesteróide, diurese (Wang et al., 2004; Lee et al., 2005) e hipotermia (Ansonoff et al., 2006), porém não determina depressão respiratória (Babu et al., 2008).

O sistema opióide endógeno exerce efeitos opostos sobre a atividade dopaminérgica mesolímbica e processos motivacionais. Por exemplo, a ativação de receptores mu na área tegmental ventral estimula a liberação de dopamina no núcleo accumbens e produz estados de preferência condicionados por um ambiente associados à administração de um agonista.

  1. Por outro lado, a ativação de KOP no circuito mesolímbico diminui o estímulo neuronal dopaminérgico e inibe a liberação de dopamina no núcleo accumbens (Doyon et al., 2006).
  2. O sistema mesolímbico dopaminérgico contribui de maneira muito importante para o desenvolvimento de necessidade de reforço em relação a alimentos, comportamento sexual e drogas de abuso (Carlezon et al., 2006).

Classicamente a “hipótese dopaminérgica” tem sido usada para explicar adição e dependência de substâncias (Prisinzano et al., 2005). SA e outros agonistas kappa -opióides diminuem significativamente os níveis basais de dopamina, assim como impedem o aumento dos níveis dopaminérgicos (Prisinzano et al., 2005).

  1. Pesquisa-se o uso de agonistas seletivos de KOP no tratamento da dependência por estimulantes (Prisinzano et al., 2005; Chefer et al., 2005).
  2. Parece também atuar como eficiente bloqueador do efeito de recompensa provocado por morfina (Narita et al., 2005), levando em conta que o KOP participa da expressão da síndrome de abstinência crônica induzida por aquele opióide (Lee et al., 2005).

O fato da Salvinorina A diminuir níveis de dopamina estriatal e produzir aversão em ratos sugere que isso poderia acontecer com humanos. Entretanto, numerosos estudos têm encontrado compostos que produzem efeitos adversos em roedores, porém em humanos induzem auto-administração (Zhang et al., 2005).

  1. Além disso, SA parece ter mecanismos farmacológicos diferentes de agonistas kappa -opióides sintéticos sobre a função dopaminérgica (Gehrke & Chefer, 2008) e parece ligar-se ao KOP diferentemente dos ligantes tradicionais (Tidgewell et al., 2006).
  2. Outros estudos têm mostrado que outro sistema, o endocanabinóide, parece estar envolvido no processo de abuso pelo SA.

Há trabalhos que sugerem atuação da SA não somente em KOP, mas também em receptores canabinóides tipo 1, tendo em vista que o antagonista canabinóide rimonabanto reverteu os efeitos de reforço induzido por SA (Braida et al., 2007). Em estudos posteriores realizados em ratos, confirmou-se potencial de reforço de SA, mesmo em doses muito baixas (Braida et al., 2008).

  • Uma inferência químico-estrutural também pode ser feita, na medida em que tanto SA quanto delta-9-tetraidrocanabinol são terpenóides ( Figura 1 ) e possuem aparentemente o mesmo perfil farmacológico (Braida et al., 2007).
  • Abuso por Salvia divinorum e Salvinorina A Apesar de a disponibilidade da planta SDI crescer, são escassos os estudos sobre os efeitos psicológicos e potencial de abuso (Appel & Appel, 2007).

O mesmo acontece com SA. Artigos relatam que ainda não foi evidenciado potencial de abuso pelo uso isolado de SA ou extrato da SDI (Mccurdy, 2006). Porém já existem alguns dados disponíveis sobre padrões de uso e abuso dessas substâncias (Braida et al., 2008).

  • O envolvimento e a conscientização sobre a SDI têm crescido contemporaneamente (González et al., 2006).
  • Consequências médicas ou psicológicas negativas relacionadas ao uso da Salvia são escassas na literatura científica (Lange et al., 2007).
  • Aparentemente existe apenas um relato de caso sobre consequências negativas do uso da SDI (Singh, 2007).

Alguns usuários reportam sintomas de fadiga, exaustão e letargia após o uso da SDI (Hoover et al., 2007). Sugere-se que tais manifestações expressam a habilidade da SA em produzir efeitos psicotomiméticos ou alucinógenos em humanos, os quais podem ser prazerosos para algumas pessoas (Zhang et al., 2005).

Pode-se prever crescimento rápido do uso abusivo de SDI e SA (Prisinzano, 2005). Apenas um levantamento epidemiológico define perfil de idade e gênero para o primeiro uso da SDI e o consumo no último mês, no norte da Itália ( Tabela 1 ) (Pavarin, 2006). De 2015 jovens entrevistados, 11% consumiam a SDI.

Outro estudo americano aponta que 4,4% das pessoas usaram SDI nos últimos 12 meses em amostra de 1516 estudantes americanos (Lange et al., 2007). Aparentemente não há registros de estudos epidemiológicos sobre o uso da SDI no Brasil. A SDI vem chamando a atenção também dos usuários recreacionais (Appel & Appel, 2007).

  1. Mais recentemente, extratos de SDI e SA têm sido usados em vários países como Suíça, México e Estados Unidos (em alguns Estados) como alucinógeno legal (Lange et al., 2007; Giroud et al., 2000; Roth et al., 2002).
  2. É proibido o uso e venda em países como Dinamarca, Austrália e Itália (Prisinzano, 2005).

Recentemente, o Japão colocou SA e SDI na lista de produtos e substâncias ilegais (Hanajiri et al., 2008). No Brasil, aparentemente a SDI continua legalmente permitida e fora da lista de plantas controladas pela ANVISA. Já existem métodos laboratoriais eficientes para dosagem do SA em fluidos biológicos através de cromatografia gasosa e espectrometria de massa (Pichini et al., 2005).

  • Entretanto, tais técnicas não são empregadas para triar o uso entre a população.
  • A Internet como ferramenta de fácil compra e incentivo De acordo com o U.S Government Accountability Office, a Internet é o veículo mais amplamente usado para obtenção de drogas controladas (Hoover et al., 2007).
  • Outros estudos também mostram a Internet como nova e crescente ferramenta de busca por drogas e troca de informações sobre as mesmas (Siemann et al., 2006).

Muitos sites estão dedicados a SDI, com dados relativos à botânica, etnobotânica, bioquímica e farmacologia da SDI, como http://salvia.lycaeum.org/ott.html e http://salvia.com/salvia (Giroud et al., 2000). A SDI tem sido comprada em tabacarias nos Estados Unidos e em sites de compra de cunho generalista, por exemplo, eBay.com (Lange et al., 2007), ou ainda em sites de suplementos alimentares (González et al., 2006).

Mais de três quartos dos sites sobre a SDI encorajam o uso da planta e poucos deles apóiam o não-uso, provendo informações sobre cuidados ou alertas (Hoover et al., 2007). Assim como a maconha, a SDI também pode ser cultivada domesticamente ou em qualquer ambiente úmido de clima semitropical (Hoover et al., 2007).

Este fato contribui também para a acessibilidade da planta por boa parte das pessoas. CONCLUSÃO – É fato que o uso da SDI tem realmente crescido nos últimos tempos, de forma ainda legal em muitos países. – É especialmente preocupante que a maioria dos sites na Internet esteja explorando a relativa escassez de dados sobre a SDI como evidência para o consumo seguro ou a ausência de restrições para o uso.

  1. São escassos os estudos sobre dependência envolvendo a SDI ou o SA.
  2. Há falta de dados toxicológicos consistentes relativos ao uso crônico de SA.
  3. Isso configura a impossibilidade de fazer afirmativas consistentes sobre potencial de abuso e segurança com uso da planta e de seu princípio ativo.
  4. Apesar de já existirem técnicas padronizadas para detecção e monitoramento biológico do princípio ativo e dos metabólitos em fluidos biológicos, aquelas deveriam ser implementadas para servir como biomarcadores da exposição.

– Mais estudos precisam ser feitos para definir o uso da SDI e do princípio ativo como possível problema de saúde pública em nível mundial. – No Brasil, ainda não existem dados epidemiológicos ou relatos de caso clinicamente relevantes sobre o uso recreacional desta planta.

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Publicação nesta coleção 06 Jan 2011 Data do Fascículo Set 2010

Aceito 19 Fev 2010 Recebido 13 Nov 2008

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Para que serve o chá de alecrim e sálvia?

Típico da região mediterrânea, ele estimula a oxigenação do organismo e melhora a disposição física e mental. Além disso, a erva contém substâncias antioxidantes, anti-inflamatórias e capazes de facilitar a digestão.