Para que o umbu é bom?

Publicado em 11/07/2019 00h00 Atualizado em 18/11/2021 09h25 07/07/2019 https://cidadeverde.com/noticias/303048/medicinal-umbu-oferece-muito-mais-do-que-sabor Você conhece o umbu? Seu suco é maravilhoso Fruto do umbuzeiro, Spondias tuberosa é nativo da caatinga brasileira, região de terra seca, árvores baixas e retorcidas que resistem às intempéries e guardam água e nutrientes. O umbu deve ser consumido in natura, no pé, pois é preciso que esteja maduro por completo – se colhido meio verde, a fruta não amadurecerá e sim apodrecerá.

  1. A árvore que dá de beber Esta árvore, sagrada para os indígenas, guarda água rica em nutrientes em suas raízes – daí vem seu nome, “ymbu” em tupi-guarani, que quer dizer, “a árvore que dá de beber” No clima agreste da caatinga, o umbuzeiro é um oasis que alimenta seres humanos e aos animais.
  2. Sua sombra é refrescante e a abundância de suas flores aromáticas faz com que a planta seja uma das preferidas das abelhas e outros polinizadores.

O fruto, umbu, é pequeno, arredondado, de casca lisa ou com pelos suaves, meio aveludado, com cheiro doce. É cheio de nutrientes, aquoso e especialmente rico em vitamina C sendo importante na dieta alimentar dos habitantes da Caatinga por seu alto valor vitamínico.

É consumido em doces, geleias, sorvetes e misturas como a “umbuzada”, prato típico regional. Usos medicinais Os primeiros moradores do sertão, os índios, utilizavam as “batatas” dos umbuzeiros para curar doenças e os frutos para alimentar-se. As “batatas” muitas vezes são utilizadas pelos vaqueiros do sertão para matar a sede nas suas jornadas na Caatinga.

Elas possuem propriedades medicinais e são muito usadas na medicina caseira para o tratamento de diarreias e no controle de verminose. O suco das raízes do umbuzeiro é uma bebida saudável, que proporciona ao sertanejo doses apreciáveis de sais minerais e de vitaminas, principalmente de vitamina C.

Desde os primeiros tempos da colonização, o povo da região atribui efeito curativo ao suco da raiz nos casos de escorbuto, doença que tem como sintomas hemorragias nas gengivas em decorrência de carência grave de vitamina C na dieta alimentar. A Embrapa Semiárido, junto com pesquisadores do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano (IF-Sertão), identificou substâncias antioxidantes no suco de umbu, polifenóis em quantidade semelhante aos que existe nas uvas, o que torna esta uma fruta potencialmente medicinal.

Esta investigação foi feita com o suco integral das frutas produzidas pela Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (Copercuc), uma das mais antigas da região. Fonte: Estadão Conteúdo

Quem tem inflamação pode comer umbu?

Multifacetada, a fruta pequena e de formato arredondado oferece um complexo de vitaminas com ação anti-inflamatórias e antioxidantes.

Pode comer muito umbu?

Tire todas as dúvidas durante a consulta online – Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa. Mostrar especialistas Como funciona? Olá, alguns cuidados devem ser seguidos para a dosagem da glicemia de jejum, como, por exemplo: jejum mínimo de 8 horas (sendo permitido a ingestão de água) e a alimentação deve ser mantida rotineiramente até a hora do inicio do jejum. Evitar no dia anterior: ingestão de álcool e exercícios físicos vigorosos Comer muito umbu aumenta a carga glicêmica então não se deve abusar.

Coma no máximo 50g de umbu E lembre-se de esperar pelo menos 8 horas para colher os exames de sangue. Outro ponto interessante é que o o aumento da glicemia pode variar de indivíduo a indivíduo ( não muito, varia mais pelo tipo e quantidade de alimento que você ingere ), Então para saber se o umbu é bom ou ruim para você faça uma ponta de dedo logo antes de comer e outra após 1h30 a 2horas após comê-lo.

A diferença deve ser menor de 50mg/dL

Fiz exame curva glicemica com resultado 230 mg/dl após 60 minutos e 184 mg/dl após 120 minutos. Pode ser diabetes já instalada? Minha dosagem de Glicose em Jejum deu 101 mg/dL.Mas estou em uma reeducação alimentar e comecei fazer academia de leve a moderada.Posso ficar mas tranquila com esse resultado? Minha mãe tem 89 anos,de algum tempo pra cá percebemos que após o almoço ela tem tremores,ultimamente ela fica tonta e sem visão, vareificamos a pressão pela manhã e após o almoço e tem dado 8/9,pode se dizer que é hipoglicemia? Ela tem insuficiência cardíaca Por que o Brasil adota o critério de glicemia da ADA de até 99 mg/dl e não da OMS de até 110 mg/dl? Qual o critério mais adequado? Existem outros critérios de glicemia normal aceitos internacionalmente? Estamos investigando puberdade precoce na minha filha, ela tem 7 anos e 11 meses, pesa 40 kg e mede 1,37. no resultado dos exames a glicemia dela deu 92 porém a hemoglobina glicada de 9,4% nos valores de referência conta isso Valores de Referência: Não Diabéticos.: 4,4% a 6,4% Diabéticos: Com É normal a Acantose Nigricans não ter seu sintomas amenizados mesmo após emagrecer e ter dieta balanceada e exercícios físicos regulares? Insulina pós prandial de 12,5 mU/L, insulina de jejum (9h) 11,9 mU/L e Glicose em jejum 91 mg/dL. É normal? Olá, Glicose em jejum 85 e hemoglobina glicada 6.1%, com média 128, significa o que? Também estou com um quadro ansioso e emagreci muito nos últimos meses, isso é motivo para alteração na hemoglobina glicada? Meu nível de glicemia pós almoço é de 189 é normal? Meço assim que acabo de comer estou correta, e qual o horário que devo medir a glicemia, após? Ou 2h depois Glicemia estimado média 111,00 mg/dL indica que tenho diabetes ou não?

Pode comer a casca do umbu?

Pode comer a casca? – A resposta é sim. O umbu contém nutrientes e compostos com potencial bioativo não apenas na polpa, mas também na casca e na semente. “As cascas desidratadas (ao sol ou forno) e moídas são utilizadas no preparo de refrescos e xarope. Legenda: Polpa da fruta é suculenta e agridoce Foto: Shutterstock

Qual é a proteína do Embu?

Tabela Nutricional

Tabela Nutricional % VD (*)
Calorias (valor energético) 22.20 kcal 1.11%
Carboidratos líquidos 4.44 g
Carboidratos 5.64 g 1.88%
Proteínas 0.48 g 0.16%

Quantas calorias tem o umbu?

Tabela de valor Nutricional

Nurtriente Quantidade % VD*
Valor energético 37.0 kcal =155 2%
Carboidratos 9,4g 3%
Proteínas 0,8g 1%
Fibra alimentar 2,0g 8%

O que acontece se engolir um caroço de umbu?

Engolir uma ou duas sementes não fará mal.

Pode engolir caroço de umbu?

Link externo – Ciência Rural – CR: http://www.scielo.br/cr > Como citar este post : MATTA, V.M. Semente e casca de umbu possuem nutrientes e compostos com potencial bioativo, SciELO em Perspectiva | Press Releases, 2019, Available from: https://pressreleases.scielo.org/blog/2019/05/14/semente-e-casca-de-umbu-possuem-nutrientes-e-compostos-com-potencial-bioativo/

Qual o valor do preço do quilo da fruta umbu?

R$33,00. Comprar Pronto! Pedidos feitos de segunda a sexta-feira até às 13 horas, serão entregues no dia seguinte.

Qual é o nome da fruta chamada umbu?

FRUTO – Umbu | Central do Cerrado UMBU A árvore sagrada do sertão É um fruto de casca lisa ou com pequenos pelos. Tem um cheiro doce e sabor agradável, levemente azedo. Pequeno e arredondado, seu tamanho pode variar muito, pesando entre 5,5g a 130g. Possui uma polpa aquosa e um caroço interno.

O azedinho da Caatinga é matéria-prima para diferentes receitas. Foto: Divulgação – SDR Bahia O umbuzeiro ( Spondias tuberosa ) é uma árvore do Nordeste brasileiro com nome de origem tupi-guarani que significa “árvore que dá de beber”. O seu fruto é o umbu, também conhecido como imbu. Seu nome é devido ao fato que a árvore armazena água dentro dos seus frutos e, principalmente, em suas raízes.

A característica é essencial para sua sobrevivência durante a seca na Caatinga, seu bioma natural. No passado, chegou a ser carinhosamente chamada por Euclides da Cunha de “árvore sagrada do sertão”. O umbu é considerado um símbolo de resistência cultural pelos agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais do semiárido, principalmente pelo significado sagrado e por reservar água em suas raízes em períodos de seca. O umbu é um fruto de casca lisa ou com pequenos pelos, pequeno e arredondado. Possui uma polpa aquosa e um caroço interno. Com cheiro doce e sabor agradável, é levemente azedo. O tamanho dos frutos pode variar muito, pesando entre 5,5g a 130g. O umbu é muito utilizado na produção de polpas de fruta, uma vez que o fruto maduro dura no máximo dois ou três dias, o que dificulta o consumo in natura. A polpa é utilizada em sucos, sorvetes, picolés, geleias e doces. As raízes do umbuzeiro também são utilizadas na culinária popular e apresentam sabor adocicado. As populações tradicionais utilizam o suco da raiz nos casos de escorbuto, doença que tem como sintomas hemorragias nas gengivas em decorrência de carência grave de vitamina C. Além disso, as sementes de umbu são conhecidas por combater a prisão de ventre e ajudar na saúde da flora intestinal. O umbu possui consideráveis propriedades nutricionais, sendo rico em vitamina C, vitamina A, cálcio, ferro e fósforo. Além disso, é um fruto pouco calórico. Pertencente à família Anacardiaceae, o umbuzeiro pode alcançar até sete metros de altura, tem tronco curto e copa em forma de guarda-chuva. Seu tronco é atrofiado e retorcido, com diâmetro de 0,3 a 1,4 m. É uma das árvores frutíferas mais comuns da Caatinga. O umbuzeiro possui apenas um período de floração e frutificação por ano, coincidindo com o período mais crítico de ausência de chuvas em regiões semi-áridas do Nordeste. A floração pode iniciar-se após as primeiras chuvas, independente da planta estar ou não com folhas, sendo que a concentração da florada é em dezembro e pico de frutificação em fevereiro. : FRUTO – Umbu | Central do Cerrado

Qual é a origem do umbu?

Fruto do umbuzeiro, o umbu tem origem sertaneja, vem lá do nordeste do Brasil. Além do suco do próprio fruto, é possível extrair uma bebida refrescante também da raiz de sua árvore.

Como tomar umbu?

Como usar a fruta umbu? – Uma de suas utilizações mais populares é o suco de umbu, Outras opções incluem receitas de geléias, doces, picolés, vinhos, sorvetes e a famosa umbuzada – polpa da fruta fervida com leite e açúcar. Dessa forma, além da fruta umbu, é possível aproveitar também as folhas e as raízes do umbuzeiro: as folhas podem ser ingeridas cruas, refogadas, cozidas ou aproveitadas no preparo de um chá e são uma ótima fonte de proteínas.

Quanto tempo leva para um pé de umbu dá fruto?

Emídio afirma que esse é um processo natural da planta, mas muitas pessoas acabam desistindo da plantação, pois pensam que ela está morta. Depois de quatro anos, flores e frutos começam a aparecer, logo após as folhas. Depois de colhidos os frutos, a planta perde suas folhas novamente, dando continuidade ao processo.

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Quanto tempo dura um pé de umbu?

Tecnologia e Manejo Por ser resistente, o umbuzeiro tem bom desenvolvimento nos mais variados tipos de solo existentes, sendo necessário apenas eliminar ervas daninhas se presentes no entorno do plantio da cultura. Como possui raízes tuberosas (xilopódios), que armazenam água como reservatórios para a planta no período de seca, a fruteira não demanda irrigação em boa parte de seu ciclo produtivo, permitindo economia de custos. Além disso, é pouco exigente em adubação, o que facilita seu plantio. Embora o umbuzeiro propagado por mudas enxertadas comece a produzir a partir dos oito anos de idade, o agricultor pode aproveitar o espaçamento largo do cultivo para plantar nas entrelinhas culturas de ciclo curto, como milho, arroz, sorgo, feijão-de-corda e guandu. O produtor ainda tem a vantagem de contar com os frutos a vida toda, já que a árvore frutífera mantém-se produtiva por até um século. A polpa ácida e saborosa do umbu tem bom rendimento, variando de 60% a 70% do fruto, e oferece muitos benefícios à saúde do consumidor. É rica em vitamina C, sais minerais e contém outros muitos nutrientes, como cálcio, magnésio, fósforo, ferro, potássio e zinco. Dotada de fibras, a fruteira promove sensação de saciedade, auxiliando em dietas para perda de peso. A presença de antioxidantes na composição do fruto também contribui para o combate de radicais livres, agentes que aceleram o envelhecimento e são causadores de doenças no coração, além de câncer e artrite. O umbuzeiro tem ainda uso na alimentação de criações, formando outro segmento para o agricultor destinar a produção. Animais ruminantes, como caprinos e ovinos, por exemplo, são apreciadores das folhas e frutos da árvore. Mãos à obra >>> INÍCIO A aquisição de mudas facilita o começo da atividade para agricultores com menos experiência na propagação de plantas. Exemplares podem ser adquiridos de outros produtores e em viveiros de produção de mudas. >>> AMBIENTE Originária de áreas de caatinga do Semiárido, o umbuzeiro é uma planta que gosta de clima quente e seco. Apesar de ser tolerante à seca, necessita de irrigações na fase de implantação da cultura em campo. >>> PROPAGAÇÃO Pode ser por sementes retiradas de frutos maduros, para a produção de porta-enxertos. Porém, para a planta frutificar, leva-se mais tempo que o necessário para a obtenção de mudas formadas pelo método de enxertia. Usa-se o processo de garfagem no topo em fenda cheia a partir da coleta de garfos com três ou quatro gemas. O caule deve ter entre 0,6 e 0,8 centímetros de espessura, medida que atinge com cerca de nove meses. Amarre o enxerto na extremidade do garfo com fita transparente, que será retirada somente após 60 dias, quando for realizado o transplante para o local definitivo. >>> PLANTIO Deve ser realizado no início do período das chuvas e de preferência em solos com boa drenagem e sem encharcamento. O umbuzeiro também gosta de solos férteis, com bom teor de cálcio, magnésio e potássio. Coloque a muda no centro da cova e feche-a com terra, compactando o solo para firmar a planta no solo. Na ausência de insumos agrícolas (adubos químicos), pode ser adicionado ao solo esterco curtido. >>> ESPAÇAMENTO Varia de 8 a 10 metros entre covas com dimensões de 40 por 40 por 40 centímetros, o equivalente a dois palmos de profundidade por dois de largura. É recomendada uma área mínima de 64 metros quadrados por planta. No entanto, se forem realizadas podas periódicas, pode ser reduzida para 36 metros quadrados. >>> PRODUÇÃO Somente depois de oito anos do plantio de mudas enxertadas, atingindo mais vigor a partir dos dez anos. O início da produção é de 12 anos se a propagação for por sementes. Cada árvore tem capacidade para produzir de 65 a 300 quilos por ano. A colheita é manual, no momento em que o umbu estiver de vez (para amadurecer).

RAIO X Solo: adapta-se a diversos tipos, mas sem encharcamento Clima: semiárido quente Área mínima: 8 x 8 metros por planta Colheita: oito anos após o plantio Custo: o preço da muda de pé-franco é de cerca de R$ 3 e o da enxertada, R$ 5 ou mais Onde adquirir: viveiros da região semiárida comercializam as mudas Mais informações: Embrapa Semiárido e universidades e empresas estaduais de pesquisa

*Consultor: Visêldo Ribeiro de Oliveira, engenheiro florestal da Embrapa Semiárido, Caixa Postal 23, CEP 56300-970, Petrolina (PE), tel. (87) 3866-3600, embrapa.br/fale-conosco Globo Rural : Tecnologia e Manejo

Quantas espécies de umbu tem?

Umbu e outras frutas nativas são boas opções para agricultura familiar 08/03/16 | Produção vegetal Informe múltiplos e-mails separados por vírgula. Das 18 espécies do gênero Spondias, como umbu-cajá, cajarana, ceriguela e umbuguela, várias são pouco estudadas e sua produção é totalmente extrativista, ou seja, são coletadas diretamente da natureza e não cultivadas em pomares comerciais.

Por conta disso, parte de um trabalho de pesquisa na Embrapa Mandioca e Fruticultura (BA) distribui mudas e ajuda a manter bancos de germoplasma dessas frutas. A mais famosa é o umbu, fruto do umbuzeiro, planta tão importante para o sertanejo que foi citada pelo escritor Euclides da Cunha no livro Os Sertões, de 1902: “É a árvore sagrada do sertão.

Sócia fiel das rápidas horas felizes e longos dias amargos dos vaqueiros. Representa o mais frisante exemplo de adaptação da flora sertaneja”. Mais que isso, o umbu só existe nessa região. Todas as plantas do gênero Spondias têm crescimento lento, mas são tolerantes à seca e têm boa produtividade em locais sem irrigação.

Principalmente por essa característica, têm bastante importância para o Semiárido. “Muitas vezes, o umbu produz independentemente da chuva. Mesmo com pequena chuva ou trovoada, ela produz, garantindo uma renda para o pequeno produtor e, até mesmo, sua sobrevivência”, afirma Nelson Fonseca, pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura.

Multiplicação por enxertia A resistência à seca tem explicação. “O umbuzeiro tem raízes túberas ou xilopódios, Hoje há plantas muito velhas no Semiárido que estão morrendo. Além disso, existem os produtores que derrubam a vegetação, destruindo as plantas do umbuzeiro para a formação de pastos, a ocorrência de incêndios no período seco que matam a vegetação e as pequenas plantas que nascem das sementes que são comidas pelos próprios animais que vivem no semiárido.

Tudo isso impede que os umbuzeiros se renovem”, explica Nelson. Há uma carência para a formação de mudas selecionadas do gênero Spondias, pois existe pouco material propagativo selecionado. As plantas de umbuzeiro, por exemplo, são mais encontradas na zona rural, onde são atacadas pelos animais, que comem ramos, folhas e frutos.

Já as de umbu-cajazeira estão em zonas urbanas, desaparecendo pela ação predatória do homem, que as destroem para ganhar mais espaço no quintal. Apesar de ser possível a propagação das Spondias por sementes, o método ideal é por enxertia. A principal vantagem da muda enxertada está relacionada à garantia de manutenção das características da planta propagada, o que não é possível na muda produzida por meio de semente.

Outra vantagem está na formação de pomares comerciais mais uniformes no tamanho de plantas e na produção de frutos, além da antecipação do início de produção. De acordo com Nelson Fonseca, os materiais selecionados de umbu e umbu-cajazeira, por exemplo, recebem o nome da pessoa, propriedade, comunidade ou município onde foi feita a coleta.

Se um material foi selecionado em América Dourada, ele é chamado de América Dourada. “Nesse caso, não são variedades, pois ainda não foram lançados como variedades. São tipos diferentes originados de uma hibridação ou cruzamento natural e se destacaram quanto ao tamanho de frutos, bom paladar e boa percentagem de polpa, entre outras características,” explica.

Esse material é coletado para fazer enxertia. Fonseca conta que há previsão de lançar cinco ou seis variedades de umbuzeiro e até 14 materiais de umbucajazeiras. “Nós temos propagado esse material, como se fosse uma validação”, diz. Ainda não há data para lançamento porque depende de autorização do Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGEN), órgão do Ministério do Meio Ambiente, já que diz respeito à biodiversidade brasileira.

Preservação Com o objetivo de colaborar com a preservação da espécie, a Embrapa Mandioca e Fruticultura, a Embrapa Semiárido (PE) e a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) cederam, em 2006, para o campus do Instituto Federal de Educação (IF) em Guanambi (BA), mudas de umbuzeiros e umbucajazeiras.

  • A Embrapa colocou em nosso instituto uma coleção de 26 clones, totalizando 140 plantas.
  • Dessas, 80 plantas têm nove anos.
  • Nós já estamos produzindo há quatro.
  • As outras 60 fizeram cinco anos em novembro e vão iniciar a produção, ainda pequena, esse ano.
  • A grande importância desse banco é a conservação desse material, já que ele tem uma variabilidade grande.

É uma coleção que tem materiais da Bahia, de Minas Gerais e de Pernambuco, também considerados os melhores clones em tamanho. Isso é de fato um trabalho muito importante para a preservação da espécie na Caatinga”, explica o engenheiro-agrônomo Sergio Donato, professor do IF Baiano.

Segundo ele, o peso médio de um fruto de umbuzeiro é em torno de 18 gramas, mas os clones de umbu da coleção superam em muito esse valor. “O peso médio do clone MG-01, originado de Lontra (MG), é 98 gramas, mas existem outros também quase do mesmo tamanho. Quando se fala por aí de umbu ‘gigante’, todo mundo normalmente se refere a esse clone, ele é o mais difundido.

O peso médio desse clone são 98 gramas, mas ele chega a 160″, complementa o professor. Para Donato, o umbuzeiro é uma cultura de fácil manejo, por ser adaptada às condições ecológicas. “Se você pensar que no Semiárido outras plantas demandam água, trabalhar com o umbu é mais tranquilo.

É lógico que não pode ser no ‘bodismo’, você colocar a planta e achar que ela vai sobreviver. Uma vez passada a fase inicial, a manutenção é mais fácil”, afirma. O professor destaca ainda o clone CP-47, com características exóticas, com apelo também ornamental, originado de São Gabriel, BA, cujos frutos pequenos e doces são dispostos em cachos, parecidos aos de uva, com até 25 frutos.

Mercado em expansão O negócio agrícola do umbu envolve a colheita, o beneficiamento e a comercialização do fruto, tendo grande potencial de exploração agroindustrial. Os frutos são muito apreciados para o consumo como fruta fresca ou processada sob forma de polpas, sucos, doces, néctares, picolés e sorvetes.

Recentemente, têm sido introduzidos na chamada gastronomia brasileira, que reúne sabores típicos regionais. O processamento é muito importante na época da colheita, caso contrário, grande parte dos frutos poderá ser perdida. “Muito desse material é armazenado em polpas para ser consumido durante o ano todo.

Para o agricultor, isso é agregação de valor, é um aumento de renda para ele. Na época de janeiro a março, em que se concentra o pico da safra, é importante ter esse processamento”, explica Nelson Fonseca. Existe um amplo mercado interno e externo a ser explorado, que, atualmente, ainda é muito restrito às regiões Norte e Nordeste.

Seus frutos são bastante usados pelos produtores de forma artesanal – em especial para a produção de geleias – mas na Bahia já ganhou cunho empresarial com a Cooperativa de Produção e Comercialização dos Produtos da Agricultura Familiar do Sudoeste da Bahia – (Cooproaf), que tem 63 cooperados, e com a Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (Coopercuc), formada por 204 cooperados, em sua maioria mulheres, e que já comercializa seus produtos nos mercados mais sofisticados do Brasil e exporta para Itália, França e Áustria.

De acordo com o pesquisador, o plantio de áreas comerciais deve ser incentivado para que se consiga suprir a demanda. Por isso, a Embrapa pretende, em breve, disponibilizar um sistema de produção. Hoje, a Unidade de pesquisa repassa mudas enxertadas aos produtores que doaram as primeiras sementes para a formação da coleção de Spondias.

  1. Produção rentável Mais recentemente, as fruteiras do gênero Spondias começaram a ser usadas em sistemas agroflorestais (SAFs), inclusive na Mata Atlântica, como alternativa para agricultores familiares do litoral sul da Bahia, onde se cultiva prioritariamente cacau.
  2. Práticas específicas de manejo cultural e novas combinações e arranjos de SAFs estão sendo testadas pela Embrapa Mandioca e Fruticultura, sob a liderança do pesquisador Marcelo Romano.
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Dilermando Morais Fonseca, técnico da Secretaria de Agricultura da Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista (BA), é um fã particular do umbuzeiro. “A nossa luta é transformar o umbuzeiro em planta cultivada, é pela domesticação da espécie, porque hoje ela ainda é fruto do extrativismo.

  1. São milhões e milhões de reais que rodam a cada safra no Nordeste, na beira da estrada, na feira, na indústria de polpa.
  2. É algo que chamo de economia invisível, porque se a gente procurar algum dado econômico não existe absolutamente nada”, assegura.
  3. Em parceria com a Embrapa, foi criado nessa secretaria municipal um banco de germoplasma, hoje com 750 plantas.

Destas, cerca de 30 foram classificadas como gigantes. “Além das plantas cedidas pela Embrapa, mais uns sete ou oito a gente garimpou por aqui”, diz. A paixão de Dilermando Fonseca é tão grande que, em paralelo ao trabalho na secretaria, ele também ingressou na produção.

“Já que eu incentivo tanta gente a cultivar, por que não eu também? Eu vou produzir o fruto, o umbu. Agora, é claro que sempre há a possibilidade de formação de mudas porque a gente tem que fazer a poda anual”, salienta. No distrito de Pedra Preta, em Anagé (BA), o agricultor José Ferreira Novaes cultiva o umbu nativo, cujas árvores têm cerca de 50 anos, e o gigante, cujas mudas vieram da Embrapa Semiárido há 12 anos.

Os frutos do umbu nativo são consumidos pelo gado da propriedade e os gigantes são vendidos. Novaes, mais conhecido como Dodô, destaca a produtividade. “Pra mim é muito boa. Os umbus “de raça”, que chamam de gigantes, carregam bastante, produzem muito. O nativo produz entre oito e nove anos e o gigante com seis anos já começou a produzir.

Em 2013, colhi 80 caixas do umbu de raça. Em 2014, foram 90 e poucas caixas. Meus 33 pés renderam R$ 3 mil na safra passada. Para 2015, eu quero ganhar R$ 4 mil”, planeja. Pequenos produtores como Dodô e Dilermando são fundamentais para que a expectativa do pesquisador Nelson Fonseca se concretize: “Quando outras regiões do País e até do mundo conhecerem mais o fruto do umbuzeiro, vai ser uma redenção para o Nordeste”, espera.

Foto: Sergio Donato Umbu de cacho coletado em São Gabriel, BA Das 18 espécies do gênero Spondias, como umbu-cajá, cajarana, ceriguela e umbuguela, várias são pouco estudadas e sua produção é totalmente extrativista, ou seja, são coletadas diretamente da natureza e não cultivadas em pomares comerciais.

Por conta disso, parte de um trabalho de pesquisa na Embrapa Mandioca e Fruticultura (BA) distribui mudas e ajuda a manter bancos de germoplasma dessas frutas. A mais famosa é o umbu, fruto do umbuzeiro, planta tão importante para o sertanejo que foi citada pelo escritor Euclides da Cunha no livro Os Sertões, de 1902: “É a árvore sagrada do sertão.

Sócia fiel das rápidas horas felizes e longos dias amargos dos vaqueiros. Representa o mais frisante exemplo de adaptação da flora sertaneja”. Mais que isso, o umbu só existe nessa região. Todas as plantas do gênero Spondias têm crescimento lento, mas são tolerantes à seca e têm boa produtividade em locais sem irrigação.

Principalmente por essa característica, têm bastante importância para o Semiárido. “Muitas vezes, o umbu produz independentemente da chuva. Mesmo com pequena chuva ou trovoada, ela produz, garantindo uma renda para o pequeno produtor e, até mesmo, sua sobrevivência”, afirma Nelson Fonseca, pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura.

Multiplicação por enxertia A resistência à seca tem explicação. “O umbuzeiro tem raízes túberas ou xilopódios, Hoje há plantas muito velhas no Semiárido que estão morrendo. Além disso, existem os produtores que derrubam a vegetação, destruindo as plantas do umbuzeiro para a formação de pastos, a ocorrência de incêndios no período seco que matam a vegetação e as pequenas plantas que nascem das sementes que são comidas pelos próprios animais que vivem no semiárido.

Tudo isso impede que os umbuzeiros se renovem”, explica Nelson. Há uma carência para a formação de mudas selecionadas do gênero Spondias, pois existe pouco material propagativo selecionado. As plantas de umbuzeiro, por exemplo, são mais encontradas na zona rural, onde são atacadas pelos animais, que comem ramos, folhas e frutos.

Já as de umbu-cajazeira estão em zonas urbanas, desaparecendo pela ação predatória do homem, que as destroem para ganhar mais espaço no quintal. Apesar de ser possível a propagação das Spondias por sementes, o método ideal é por enxertia. A principal vantagem da muda enxertada está relacionada à garantia de manutenção das características da planta propagada, o que não é possível na muda produzida por meio de semente.

Outra vantagem está na formação de pomares comerciais mais uniformes no tamanho de plantas e na produção de frutos, além da antecipação do início de produção. De acordo com Nelson Fonseca, os materiais selecionados de umbu e umbu-cajazeira, por exemplo, recebem o nome da pessoa, propriedade, comunidade ou município onde foi feita a coleta.

Se um material foi selecionado em América Dourada, ele é chamado de América Dourada. “Nesse caso, não são variedades, pois ainda não foram lançados como variedades. São tipos diferentes originados de uma hibridação ou cruzamento natural e se destacaram quanto ao tamanho de frutos, bom paladar e boa percentagem de polpa, entre outras características,” explica.

  • Esse material é coletado para fazer enxertia.
  • Fonseca conta que há previsão de lançar cinco ou seis variedades de umbuzeiro e até 14 materiais de umbucajazeiras.
  • Nós temos propagado esse material, como se fosse uma validação”, diz.
  • Ainda não há data para lançamento porque depende de autorização do Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGEN), órgão do Ministério do Meio Ambiente, já que diz respeito à biodiversidade brasileira.

Com o objetivo de colaborar com a preservação da espécie, a Embrapa Mandioca e Fruticultura, a Embrapa Semiárido (PE) e a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) cederam, em 2006, para o campus do Instituto Federal de Educação (IF) em Guanambi (BA), mudas de umbuzeiros e umbucajazeiras.

“A Embrapa colocou em nosso instituto uma coleção de 26 clones, totalizando 140 plantas. Dessas, 80 plantas têm nove anos. Nós já estamos produzindo há quatro. As outras 60 fizeram cinco anos em novembro e vão iniciar a produção, ainda pequena, esse ano. A grande importância desse banco é a conservação desse material, já que ele tem uma variabilidade grande.

É uma coleção que tem materiais da Bahia, de Minas Gerais e de Pernambuco, também considerados os melhores clones em tamanho. Isso é de fato um trabalho muito importante para a preservação da espécie na Caatinga”, explica o engenheiro-agrônomo Sergio Donato, professor do IF Baiano.

Segundo ele, o peso médio de um fruto de umbuzeiro é em torno de 18 gramas, mas os clones de umbu da coleção superam em muito esse valor. “O peso médio do clone MG-01, originado de Lontra (MG), é 98 gramas, mas existem outros também quase do mesmo tamanho. Quando se fala por aí de umbu ‘gigante’, todo mundo normalmente se refere a esse clone, ele é o mais difundido.

O peso médio desse clone são 98 gramas, mas ele chega a 160″, complementa o professor. Para Donato, o umbuzeiro é uma cultura de fácil manejo, por ser adaptada às condições ecológicas. “Se você pensar que no Semiárido outras plantas demandam água, trabalhar com o umbu é mais tranquilo.

  1. É lógico que não pode ser no ‘bodismo’, você colocar a planta e achar que ela vai sobreviver.
  2. Uma vez passada a fase inicial, a manutenção é mais fácil”, afirma.
  3. O professor destaca ainda o clone CP-47, com características exóticas, com apelo também ornamental, originado de São Gabriel, BA, cujos frutos pequenos e doces são dispostos em cachos, parecidos aos de uva, com até 25 frutos.

O negócio agrícola do umbu envolve a colheita, o beneficiamento e a comercialização do fruto, tendo grande potencial de exploração agroindustrial. Os frutos são muito apreciados para o consumo como fruta fresca ou processada sob forma de polpas, sucos, doces, néctares, picolés e sorvetes.

Recentemente, têm sido introduzidos na chamada gastronomia brasileira, que reúne sabores típicos regionais. O processamento é muito importante na época da colheita, caso contrário, grande parte dos frutos poderá ser perdida. “Muito desse material é armazenado em polpas para ser consumido durante o ano todo.

Para o agricultor, isso é agregação de valor, é um aumento de renda para ele. Na época de janeiro a março, em que se concentra o pico da safra, é importante ter esse processamento”, explica Nelson Fonseca. Existe um amplo mercado interno e externo a ser explorado, que, atualmente, ainda é muito restrito às regiões Norte e Nordeste.

Seus frutos são bastante usados pelos produtores de forma artesanal – em especial para a produção de geleias – mas na Bahia já ganhou cunho empresarial com a Cooperativa de Produção e Comercialização dos Produtos da Agricultura Familiar do Sudoeste da Bahia – (Cooproaf), que tem 63 cooperados, e com a Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (Coopercuc), formada por 204 cooperados, em sua maioria mulheres, e que já comercializa seus produtos nos mercados mais sofisticados do Brasil e exporta para Itália, França e Áustria.

De acordo com o pesquisador, o plantio de áreas comerciais deve ser incentivado para que se consiga suprir a demanda. Por isso, a Embrapa pretende, em breve, disponibilizar um sistema de produção. Hoje, a Unidade de pesquisa repassa mudas enxertadas aos produtores que doaram as primeiras sementes para a formação da coleção de Spondias.

  • Mais recentemente, as fruteiras do gênero Spondias começaram a ser usadas em sistemas agroflorestais (SAFs), inclusive na Mata Atlântica, como alternativa para agricultores familiares do litoral sul da Bahia, onde se cultiva prioritariamente cacau.
  • Práticas específicas de manejo cultural e novas combinações e arranjos de SAFs estão sendo testadas pela Embrapa Mandioca e Fruticultura, sob a liderança do pesquisador Marcelo Romano.

Dilermando Morais Fonseca, técnico da Secretaria de Agricultura da Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista (BA), é um fã particular do umbuzeiro. “A nossa luta é transformar o umbuzeiro em planta cultivada, é pela domesticação da espécie, porque hoje ela ainda é fruto do extrativismo.

São milhões e milhões de reais que rodam a cada safra no Nordeste, na beira da estrada, na feira, na indústria de polpa. É algo que chamo de economia invisível, porque se a gente procurar algum dado econômico não existe absolutamente nada”, assegura. Em parceria com a Embrapa, foi criado nessa secretaria municipal um banco de germoplasma, hoje com 750 plantas.

Destas, cerca de 30 foram classificadas como gigantes. “Além das plantas cedidas pela Embrapa, mais uns sete ou oito a gente garimpou por aqui”, diz. A paixão de Dilermando Fonseca é tão grande que, em paralelo ao trabalho na secretaria, ele também ingressou na produção.

  • Já que eu incentivo tanta gente a cultivar, por que não eu também? Eu vou produzir o fruto, o umbu.
  • Agora, é claro que sempre há a possibilidade de formação de mudas porque a gente tem que fazer a poda anual”, salienta.
  • No distrito de Pedra Preta, em Anagé (BA), o agricultor José Ferreira Novaes cultiva o umbu nativo, cujas árvores têm cerca de 50 anos, e o gigante, cujas mudas vieram da Embrapa Semiárido há 12 anos.
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Os frutos do umbu nativo são consumidos pelo gado da propriedade e os gigantes são vendidos. Novaes, mais conhecido como Dodô, destaca a produtividade. “Pra mim é muito boa. Os umbus “de raça”, que chamam de gigantes, carregam bastante, produzem muito. O nativo produz entre oito e nove anos e o gigante com seis anos já começou a produzir.

  • Em 2013, colhi 80 caixas do umbu de raça.
  • Em 2014, foram 90 e poucas caixas.
  • Meus 33 pés renderam R$ 3 mil na safra passada.
  • Para 2015, eu quero ganhar R$ 4 mil”, planeja.
  • Pequenos produtores como Dodô e Dilermando são fundamentais para que a expectativa do pesquisador Nelson Fonseca se concretize: “Quando outras regiões do País e até do mundo conhecerem mais o fruto do umbuzeiro, vai ser uma redenção para o Nordeste”, espera.

Léa Cunha (MTb 1633/BA) Embrapa Mandioca e Fruticultura Contatos para a imprensa [email protected] Telefone: (75) 3312-8076 / Fax: (75) 3312-8015

  • Mais informações sobre o tema Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
  1. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
  2. Parque Estação Biológica – PqEB, s/nº, Brasília, DF
  3. CEP 70770-901 / Telefone (61) 3448-4433

Siga a Embrapa nas redes sociais Todos os direitos reservados, conforme Lei nº 9.610 Portal Embrapa (Versão 3.142.0) p01 : Umbu e outras frutas nativas são boas opções para agricultura familiar

Qual é a planta que tem mais proteína do que a carne?

Todos os tipos de feijão contam com boa concentração de proteínas em sua composição. O feijão de corda, por sua vez, é o considerado ‘mais proteico’, chegando a quase 9g de proteína em 100g do alimento.

Qual a planta que tem mais proteína do que a carne?

O pessoal usa em várias receitas, refogados, sopas, omelete e pode ser consumida crua em saladas A ora-pro-nóbis é considerada uma planta alimentícia não convencional (PANC). E apesar de ser um vegetal tão rico para a saúde, poucas pessoas conhecem e consomem.

Ele faz parte da refeição de muitos mineiros, mas na maioria do Brasil, é apenas usado para decoração de muros, deixando de ser aproveitado em saladas, sucos ou refogados. A flor e os frutos da ora-pro-nóbis também são comestíveis e bem fáceis de plantar. A planta pode ser da espécie Pereskia Aculeata ou da espécie Pereskia Grandifolia.

Antigamente ela era usada para substituir a carne e, por isso, foi apelidada de carne dos pobres. Isso aconteceu porque a ora-pro-nóbis é super rica em proteínas como explica o biólogo Rafael Sposito, Mestre em Ciências Ambientais. Ouça também: Conheça o piquiá-amazônico, fruto rico em gorduras boas e propriedades anti-inflamatórias “Falando das propriedades nutricionais dela, sem dúvida que ela é riquíssima em termos nutricionais, tem bastante proteína, lipídio, cálcio, fósforo, ferro, vitamina C, fibra.

A ora-pro-nóbis é usada em várias receitas, o pessoal usa em refogados, sopas, mexidos, omelete e pode ser consumida crua, em salada. Então dá pra consumir assim sem nenhum problema. Ela tem uma mucilagem, a folha é meio gordinha, então dá para consumir tanto a folha como o fruto”. Uma publicação do Ministério da Saúde de 2015, intitulada Alimentos Regionais Brasileiros, descreve a espécie, as características botânicas e mostra a tabela de valor nutricional com opções de receitas utilizando a ora-pro-nóbis.

Sposito tem experiência com pesquisa em ecologia florestal e etnobotânica junto a comunidades ribeirinhas na Amazônia e fala onde podemos encontrar a planta e a importância de consumi-la. “Conseguir diversificar alimentação é sempre vantajoso, é importante a gente pensar que existem milhares de espécie vegetais que são comestíveis, a gente não precisaria ficar na dependência de apenas uma dúzia.

  1. Quando você diversifica esse consumo, você dá acesso a uma maior quantidade de alimentos.
  2. Então no fundo, tem um papel importante até para questão da segurança alimentar, se eu sei que determinada espécie é comestível e de repente ela nasce do meu próprio jardim, porque não? Mais do que isso, se sabemos que além de comestível ela é super nutritiva como é o caso da ora-pro-nóbis, melhor ainda.

Então talvez muita gente deixe de consumir plantas alimentícias por não saber que são comestíveis”. Saiba mais: Serralha, que já foi considerada uma planta invasora, é rica em vitaminas e proteínas Rafael explica que criou o projeto “Quintais Sagrados”, para incentivar o cultivo e o uso culinário, medicinal, ornamental ou ritualístico das plantas.

  1. Essa foi uma iniciativa que eu lancei, justamente para aproximar o universo vegetal, natural, mais especificamente o mundo das plantas, das pessoas, principalmente as da cidade grande, dar orientação para o cultivo e uso das plantas com as mais diversas formas de uso.
  2. Pode ser alimento, terapêutico com ervas para chá ou até mesmo um uso ritualístico”.

A ora-pro-nóbis pode ser uma das grandes soluções para a alimentação orgânica, pois não precisa de grandes plantações e não requer grande quantidade de água! Além disso, pode ser um alimento muito saboroso e rico para incluir no dia a dia. *Reportagem de Gabriella Mesquita Edição: Michele Carvalho

Qual é a época do Embu?

O mês de janeiro é o período em que inicia a safra do umbu nos municípios da região nordeste e no estado de Minas Gerais, durando quatro meses, de janeiro a abril.

Qual é a vitamina do umbu?

Rico em vitaminas e antioxidantes, umbu gera renda para agricultura familiar da Bahia O umbu sempre foi uma forma de melhorar a renda dos moradores e dos catadores Típico da caatinga, o é um fruto arredondado e pequeno, que cabe com facilidade em uma mão. Mas se engana quem julga pelo tamanho: o fruto tem grande valor nutricional, reunindo antioxidantes extremamente importantes para o organismo.

  • São os chamados polifenóis que ajudam a combater doenças cardiovasculares, prevenir a formação de tumores e a retardar envelhecimento, segundo estudos recentes da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e do Instituto Federal do Sertão Pernambucano.
  • O fruto ajuda também a combater doenças crônicas, como obesidade, hipertensão e diabetes e é rico em cálcio, fósforo e ferro, nutrientes que auxiliam, entre outras coisas, a fortalecer a imunidade.

“A principal propriedade do umbu são as vitaminas do complexo A, complexo B e complexo C. Eu sugiro que você colha ele mais maduro, para que tenha uma fruta mais docinha, já que ele é uma fruta azeda”, diz a nutricionista Ingrid Moutinho. Desenvolvimento local Mas não é apenas para a saúde que o umbu faz bem.

No sertão da Bahia, o fruto garante renda e qualidade de vida de quem coleta e beneficia o fruto, práticas que atravessam gerações. “Todo mundo, quando fala do umbu, lembra muito de infância, do seu lugar, da sua terra. O umbu sempre foi uma forma de melhorar a renda dos moradores e dos catadores. Na época da safra a gente faz o armazena a matéria prima para, durante o ano, fazermos e vendermos os doces, melhorando a renda dos cooperados”, diz Marilda Ouro, integrante da,

Boa parte dos umbus coletados viram doces, preparados com diferentes receitas, passadas de geração em geração. O carro-chefe é um doce tradicional chamado “nego bom”. São cubinhos com textura de bala mastigável e sabor azedo, característico do fruto. “O docinho nego bom é o mais consumido, o mais vendido.

  1. E quem quiser se aventurar em receitas com umbu, pode começar pela umbuzada, um doce simples e muito saboroso que leva apenas três ingredientes:
  2. Umbuzada
  3. Ingredientes: 2kg de umbus maduros Meio litro de leite
  4. Açúcar a gosto

Modo de preparo: Lave os umbus, separe a popa descartando o carocho. Leve ao fogo acrescentando o leite e o açúcar. Mexa bem até virar um creme. Sirva gelado. Edição: Daniel Lamir : Rico em vitaminas e antioxidantes, umbu gera renda para agricultura familiar da Bahia

Qual valor nutricional do umbu?

Composição Nutricional e não vírgula (,) como separador de casas decimais. mouseover

Nutriente Unidade Valor(/100g)
Proteína, total 1, 2, 3 g 1.07
Gordura total 1, 2, 3 g 0.13
Carboidratos disponíveis g
Carboidratos totais g 10.12

Qual é o nome certo e Embu ou umbu?

Embu (Spondias tuberosa L.)

Como tomar umbu?

Como usar a fruta umbu? – Uma de suas utilizações mais populares é o suco de umbu, Outras opções incluem receitas de geléias, doces, picolés, vinhos, sorvetes e a famosa umbuzada – polpa da fruta fervida com leite e açúcar. Dessa forma, além da fruta umbu, é possível aproveitar também as folhas e as raízes do umbuzeiro: as folhas podem ser ingeridas cruas, refogadas, cozidas ou aproveitadas no preparo de um chá e são uma ótima fonte de proteínas.

Como se come Embu?

O embu é uma fruta proveniente do umbuzeiro, árvore presente na Caatinga, região de terra seca. Segundo a nutricionista Juliana Zanetti (CRN: 19512), da Beneficência Portuguesa de São Paulo, a fruta pode ser consumida de diferentes maneiras, seja in natura ou para fazer sucos, doces e geleias.

Qual o valor do preço do quilo da fruta umbu?

R$33,00. Comprar Pronto! Pedidos feitos de segunda a sexta-feira até às 13 horas, serão entregues no dia seguinte.

Qual é o nome da fruta chamada umbu?

FRUTO – Umbu | Central do Cerrado UMBU A árvore sagrada do sertão É um fruto de casca lisa ou com pequenos pelos. Tem um cheiro doce e sabor agradável, levemente azedo. Pequeno e arredondado, seu tamanho pode variar muito, pesando entre 5,5g a 130g. Possui uma polpa aquosa e um caroço interno.

O azedinho da Caatinga é matéria-prima para diferentes receitas. Foto: Divulgação – SDR Bahia O umbuzeiro ( Spondias tuberosa ) é uma árvore do Nordeste brasileiro com nome de origem tupi-guarani que significa “árvore que dá de beber”. O seu fruto é o umbu, também conhecido como imbu. Seu nome é devido ao fato que a árvore armazena água dentro dos seus frutos e, principalmente, em suas raízes.

A característica é essencial para sua sobrevivência durante a seca na Caatinga, seu bioma natural. No passado, chegou a ser carinhosamente chamada por Euclides da Cunha de “árvore sagrada do sertão”. O umbu é considerado um símbolo de resistência cultural pelos agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais do semiárido, principalmente pelo significado sagrado e por reservar água em suas raízes em períodos de seca. O umbu é um fruto de casca lisa ou com pequenos pelos, pequeno e arredondado. Possui uma polpa aquosa e um caroço interno. Com cheiro doce e sabor agradável, é levemente azedo. O tamanho dos frutos pode variar muito, pesando entre 5,5g a 130g. O umbu é muito utilizado na produção de polpas de fruta, uma vez que o fruto maduro dura no máximo dois ou três dias, o que dificulta o consumo in natura. A polpa é utilizada em sucos, sorvetes, picolés, geleias e doces. As raízes do umbuzeiro também são utilizadas na culinária popular e apresentam sabor adocicado. As populações tradicionais utilizam o suco da raiz nos casos de escorbuto, doença que tem como sintomas hemorragias nas gengivas em decorrência de carência grave de vitamina C. Além disso, as sementes de umbu são conhecidas por combater a prisão de ventre e ajudar na saúde da flora intestinal. O umbu possui consideráveis propriedades nutricionais, sendo rico em vitamina C, vitamina A, cálcio, ferro e fósforo. Além disso, é um fruto pouco calórico. Pertencente à família Anacardiaceae, o umbuzeiro pode alcançar até sete metros de altura, tem tronco curto e copa em forma de guarda-chuva. Seu tronco é atrofiado e retorcido, com diâmetro de 0,3 a 1,4 m. É uma das árvores frutíferas mais comuns da Caatinga. O umbuzeiro possui apenas um período de floração e frutificação por ano, coincidindo com o período mais crítico de ausência de chuvas em regiões semi-áridas do Nordeste. A floração pode iniciar-se após as primeiras chuvas, independente da planta estar ou não com folhas, sendo que a concentração da florada é em dezembro e pico de frutificação em fevereiro. : FRUTO – Umbu | Central do Cerrado