Porque um erê aparece?

Na organização do panteão divino do candomblé, observamos que os indivíduos possuem um universo específico de orixás aos quais seguem e pedem proteção. Tendo importância central no funcionamento da crença, vemos que o contato com os orixás acontece de forma regular e ocupa a importante tarefa de reforçar os laços entre o adorador e a sua divindade.

  • Entretanto, apesar da proximidade, não devemos esquecer-nos da presença de uma hierarquia a ser respeitada.
  • Muitas vezes, a organização hierárquica pode ser compreendida nas várias exigências rituais que precedem o contato com uma divindade e o pedido por sua ajuda.
  • Sob tal aspecto, os erês aparecem como divindades infantis responsáveis pela ligação entre o adorador e seu orixá.

Com sua leveza de espírito e espontaneidade, o erê possibilita comunicação indireta entre o orixá e o seu seguidor. Exerce, assim, a função de representante do orixá a ser consultado. Tendo posição comunicativa, os seguidores do candomblé também acreditam que o erê de seu orixá os auxiliam na passagem da consciência à inconsciência, e vice-versa.

  • Sendo assim, ele teria o justo poder de amenizar o baque e os incômodos que uma pessoa sentiria ao retornar do transe.
  • Em geral, ele conhece todas as demandas e necessidades de uma pessoa iniciada nos rituais de adoração a um orixá.
  • É com essa sabedoria que ele transmite as dúvidas e questões que circundam a vida do adorador.

Não pare agora. Tem mais depois da publicidade 😉 Não tendo um nome único, os erês assumem nominações que são adequadas ao comportamento do orixá que ele representa. Nos rituais, os erês costumam se comportar como crianças que desconhecem os padrões de comportamento vigentes.

  1. Fazem perguntas inapropriadas, pedem doces e se expressam com a dificuldade típica de uma criança que ainda aprende a falar.
  2. Simbolicamente, os erês representam a pureza e a inocência de espírito.
  3. Por Rainer Sousa Graduado em História Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja: SOUSA, Rainer Gonçalves.

“Erê”; Brasil Escola, Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/religiao/ere.htm. Acesso em 05 de setembro de 2023.

O que significa ver um erê?

166.800 O Erê é um ser iluminado e encantado que trabalha como um intermediário do Orixá, expressando sua vontade. Porém, para saber o que é Erê realmente, é preciso entender que existem diferenças entre a sua atuação na Umbanda e no Candomblé, Na Umbanda, acredita-se que Erês são espíritos de crianças evoluídas que não chegaram a encarnar e que estão muito próximas dos Orixás, transmitindo suas sabedorias.

  1. Já no Candomblé, eles são vistos como entidades intermediárias que conectam o Orixá ao seu filho ou filha, em rituais de iniciação.
  2. Seja qual for a tradição que você segue, é importante saber que leveza, alegria, verdade, pureza e emoções traduzem a essência do que é Erê.
  3. Ficou interessada para conhecer mais sobre esses guias de luz e energia? Aqui, explicamos o que é Erê na Umbanda e no Candomblé,

De quebra, você aprende como fazer uma oferenda ao seu Erê. Aproveite para aprender tudo sobre Orunmilá, o Orixá Conselheiro,

O que significa sonhar com Exu e erê?

O significado de sonhar com Exu – A entidade Exu, na Umbanda, é um mensageiro dos orixás e de outras entidades (por exemplo, a Maria Navalha é uma mensageira de Maria Padilha). Sendo assim, sonhar com Exu geralmente é receber uma mensagem. Mas como identificar essa mensagem? Lembre-se sempre de seguir sua intuição e anotar o sonho pela manhã para contatar sua mãe de santo.

Qual a diferença entre Exu Mirim e eres?

Transcrição do Episódio – Oi pessoal! Bom dia, boa tarde, boa noite! Sejam bem vindos a mais um episódio do Podcast Alma de Poeta! Meu nome é Evandro Tanaka, eu sou médium umbandista e hoje a gente vai conversar sobre um assunto no mínimo polêmico. A gente vai conversar sobre uma linha de trabalho bastante controversa.

Nós vamos falar sobre Exú-Mirim. Vocês sabem que Entidades são essas que se apresentam com esse nome? O que eles fazem? Como eles se comportam? É sobre isso que a gente vai conversar hoje. É gente, falar sobre Exú-Mirim, pelo menos para mim, é tão difícil quanto conversar sobre Erês. Porque esse é um assunto complexo, que tem muitas teorias diferentes.

E eu vou tentar abordar todas essas teorias que existem na Umbanda para que vocês consigam construir a sua ideia sobre Exú-Mirim. E essa construção não é fácil. Exú-Mirim é uma Entidade cheia de mistério. Tem algumas pessoas falam o seguinte: Que a Linha da Direita na Umbanda tem um tripé de apoio.

Esse tripé é formado por Caboclos, Pretos-Velhos e Erês. Certo? Pois bem, essa mesma corrente de pensamento diz que a Linha da Esquerda também teria um tripé de sustentação, que seria formada por Exú, Pombajira e Exú-Mirim. As pessoas que pensam dessa maneira, elas traçam um paralelo entre os Erês e os Exús-Mirins, dizendo que os Erês seriam as crianças da direita, enquanto que os Exús-Mirins seriam as crianças da esquerda.

Bom, essa seria a primeira corrente. Vamos ouvir mais um ponto de Exú-Mirim? É mirim, é mirim, é mirim É mirim de pirim-pim-pim! Tem uma segunda corrente que fala que os Exús-Mirins, assim como os Erês, são espíritos que não encarnam. São espíritos que viveriam uma existência paralela à evolução humana.

Essa corrente de pensamento defende que os Exús-Mirins, assim como os Erês, seriam também seres encantados que evoluem, que se desenvolvem, mas numa condição diferente da nossa. Tem uma terceira corrente que fala que os Exús-Mirins são espíritos que já tiveram uma vivência aqui no nosso plano terreno e que, assim como os Erês, desencarnaram ainda crianças (ou não), mas que carregam esse arquétipo infantil, eles se manifestam com esse estereótipo de criança porque eles se identificam com isso.

A única diferença seria que os Erês vibram numa energia extremamente sutil e positivada, enquanto que os Exús-Mirins vibrariam em uma energia densa e negativada. E vocês sabem,,né? Quando eu falo de energia positiva e negativa, eu não estou dizendo que a energia negativa é ruim.

O positivo e o negativo, na Umbanda, são apenas polaridades opostas de uma energia maior que vem de Deus. Eu estou falando isso porque, um monte de gente começa a viajar na maionese. Eu já ouvi gente dizendo que Exú-Mirim é trombadinha, moleque de rua, delinquente-infanto-juvenil. Não é nada disso! São espíritos que, assim como os Exús e as Pombajiras, trabalham numa energia mais densa, numa energia mais próxima à matéria.

E olha, gente, da mesma maneira que Exú não é o diabo, nem Pombajira é mulher da vida, Exú-Mirim também não é nenhum moleque de rua. Isso aí é crendice de gente ignorante. Laroyê Exú-Mirim que ajuda na proteção dos nossos terreiros! E só abrindo um parênteses aqui, gente, vocês sabiam que os Exús-Mirins foram praticamente expulsos de muitos terreiros, por causa da manifestação que eles tem? É verdade! Entre a década de 50 até a década de 70 era muito difícil ver um Exú-Mirim trabalhando em um terreiro de Umbanda.

E assim, é compreensível isso, né, porque a sociedade daquela época era muito mais conservadora do que nós somos hoje. Daí, vocês imaginam, né, a geração dos nossos pais e dos nossos avós, o que eles pensavam quando eles viam o espírito de uma criança fumando, bebendo e falando palavrão! Porque é assim que um Exú-Mirim se manifesta.

A não ser que o médium controle a manifestação do Exú-Mirim. Porque às vezes, a direção do terreiro pede que os médiuns controlem a incorporação do Exú-Mirim, reprimindo a liberdade de manifestação dele, justamente para não assustar e para não causar ainda mais preconceito do que as pessoas já tem com essas Entidades.

É Mirim, é Exú travesso! Vocês perceberam a letra desse ponto “ele botou fogo no paiol numa brincadeira”. Muitos dirigentes e muitos terreiros têm medo de Exú-Mirim, porque esses espíritos não tem limites. E eles não estão nem aí para regras de etiqueta, para convenções sociais. Eles se costumam se manifestar com uma certa rebeldia.

Os Exús-Mirins não são dados a limites, eles não gostam de nenhum tipo de regra, de nenhum tipo de norma. E nesse aspecto, é muito importante realmente que o médium saiba conter a manifestação do Exú-Mirim, que o médium contenha essa rebeldia da entidade, para poder canalizar aquela energia de uma maneira proveitosa.

Porque senão vira bagunça, né? Os Exús-Mirins não são espíritos comportadinhos, obedientes igual os Erês. Só que assim: isso faz parte da energia deles. Essa rebeldia que o Exú mirim carrega talvez seja a maior mironga que ele pode te oferecer. É isso que a casa de Umbanda precisa entender. Lógico, um terreiro de Umbanda precisa ter regras, né, mas o terreiro precisa encontrar um ponto de equilíbrio para não segurar muito o modo de trabalhar do Exú-Mirim.

Porque a força dele está nesse comportamento mal educado, é assim que ele ajuda as pessoas. Pode até parecer um paradoxo isso, né? Pode parecer meio contraditório O Exú-Mirim vai te xingar, vai falar um monte grosseria, mas ele não vai arredar pé do teu lado enquanto ele não conseguir te ajudar de alguma forma.

  1. O Exú-Mirim que eu recebo atende pelo nome de Fagulha.
  2. Gente do céu! Pensa num moleque desbocado, mal educado, até mesmo meio grosseiro nas atitudes.
  3. Ele está conversando com as pessoas, de repente ele solta um arroto no meio da conversa.
  4. Ele fala que é para descarregar.
  5. O Fagulha não consegue emendar três frase seguidas sem falar um palavrão.
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E sabe o que é engraçado, gente? O pessoal pega bem com ele. O Fagulha, sei lá ele tem um carisma que eu não sei explicar. Ele é extremamente transparente nas opiniões dele, doa a quem doer. Ele não tem meias palavras para aconselhar, nem para xingar as pessoas.

Mas o Fagulha é aquele parceraço, sabe! Ele é pau para toda obra, no melhor estilo de um Exú-Mirim. E quando eu vou lá na Calunga, eu sempre levo um agrado para ele. E você sabe qual é a maior especialidade de um Exú-Mirim? É encontrar coisas que as pessoas esconderam de propósito. Exú-Mirim é muito bom nisso.

E ele é bom de encontrar sabe o quê? Trabalho de magia-negra escondido! Porque, cá entre nós, quando uma pessoa faz um trabalho de magia-negra, ela não vai ficar falando aos quatro ventos que fez um trabalho para prejudicar fulano ou ciclano. A pessoa faz isso na surdina, de maneira sorrateira, escondida.

  • Um trabalho de magia negra, ninguém sabe quem fez, ninguém sabe onde fizeram ou como fizeram.
  • Às vezes, até um Exú e uma Pombajira têm dificuldade de localizar um trabalho de magia-negra.
  • Daí, o que eles fazem? Eles chamam o Exú mirim para procurar o que está escondido? E Exú-mirim faz isso com gosto! A gente pode até fazer uma comparação, só para facilitar esse entendimento do trabalho do Exú-Mirim.

Sabe quando cai alguma coisa debaixo da cama e nós, adultos, temos uma certa dificuldade e pegar aquele objeto que caiu? Daí, eu não sei se já aconteceu com vocês, mas eu lembro muito da minha mãe me pedindo isso: “filho, pega a aquela meia que caiu debaixo da cama” ou então “filho, pega a colher que eu estava usando para cozinhar que caiu atrás do fogão”.

E eu ia lá, com a maior facilidade, porque eu era pequeno e eu entrava em qualquer vãozinho. Eu conseguia entrar em lugares que os adultos não conseguem entrar, por causa do meu tamanho. O trabalho que o Exú-Mirim faz é mais ou menos esse. Só que assim, de um ponto de vista energético, né? Eles tem muita facilidade de entrar em qualquer buraco que vocês imaginam que exista no plano espiritual.

Buracos esses que muitas vezes são usados para esconder maldades. Por isso que o trabalho que o Exú-Mirim faz na Umbanda é tão grandioso. Sem a presença do Exú-Mirim, o povo da esquerda teria muito mais dificuldade de agir, de ajudar, porque o Exú-Mirim oferece ferramentas que facilitam o trabalho das outra Entidades.

Olha só que bonitinho esse ponto de Exú-Mirim. E assim, eu não sei se vocês já tiveram a oportunidade de conversar com um Exú-Mirim, mas se for um Exú-Mirim daqueles tranqueiras mesmo e se o médium der liberdade para ele se manifestar do jeito que ele gosta, vocês vão ver como é difícil de lidar com ele.

Porque o Exú-Mirim conversa de um jeito atravessado, ele não gosta de socializar. Ele está conversando com você, de repente ele enche o saco, vira as costas e vai embora. Se ele gosta de você, ele te xinga, te azucrina a vida, mas permanece sempre te apoiando e te defendendo.

  • Agora, se não gosta da pessoa, ele não faz a mínima questão de disfarçar isso.
  • Ele não se esforça para agradar ninguém.
  • E nesse ponto, ele é muito parecido com o Erê, né, porque o Erê tem muito esse lado espontâneo, verdadeiro.
  • E o Exú-Mirim também tem esse lado, digamos assim, super-sincero de ser.
  • Quando você estiver conversando com um Exú-Mirim, trata ele com muito respeito, com muito carinho.

E se você é médium e recebe um Exú-Mirim, mostra para ele que você se esforça para ter uma vida reta, uma vida condizente com os princípios morais que você defende. Porque se você não fizer isso, pode ter certeza que na primeira oportunidade, ele vai esfregar isso na tua cara da pior maneira possível.

Os Exús-Mirins são muito bons em ensinar lições duras para as pessoas que eles gostam. Aliás, eles não tem o menor constrangimento em fazer isso. Então é isso, pessoal, espero que vocês tenham gostado do episódio de hoje. Eu amo trabalhar com Exú-Mirim. Eu acho essas Entidades maravilhosas! Eles tem lá aquele jeito deles, né, que muita gente não concorda.

Mas, enfim, como eu disse para vocês, eles não estão nem aí para as convenções sociais. E eu queria terminar esse episódio aqui cantando um ponto para o Exú-Mirim que cuida de mim. Muito obrigado, Fagulha, pelo seu amparo, pelos seus xingamentos, pelos seus puxões de orelha, que sempre foram muito merecidos.

  • É lógico que o Fagulha não falaria “muito prazer” para ninguém, né, do jeito que eu conheço ele.
  • Mas enfim, ofereço a ti esse ponto, meu irmãozinho espiritual! Laroyê Exú, laroyê Exú-Mirim.
  • E assim a gente termina mais esse episódio.
  • Se vocês gostaram do episódio de hoje, continuem acompanhando o Alma de Poeta na sua plataforma de áudio preferida.
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Quem é o Erê de Ogum?

Erês de Ogum: Escudinho, Maruô, Ferrinho, soldado, joaozinho, espadinha, facão, carazinho, azulão, ferreiro.

Quais são os eres?

Erês na Umbanda – Na Umbanda, os Erês são da linha de Oxumaré (orixá que representa a cobra arco-íris e é o caminho da felicidade). São vários os nomes dos Erês, como por exemplo, Joãozinho, Aninha, Mariazinha, Zezinho. Quando demonstram alguma relação com um orixá em especial, seu nome leva um complemento. Umbanda, Candomblé e Quimbanda: Veja as diferenças e semelhanças!

Quem é o Tiriri?

Seja você um adepto às religiões umbanda ou candomblé, ou se é apenas um curioso sobre elas, há um nome em especial muito falado e até mesmo temido por aqueles que não o conhecem. Estamos falando de Exu! Antes de explicarmos o que é o Mistério Exu Tiriri, é importante que você entenda o que é um Exu.

  1. Exus são seres que trabalham à esquerda da Lei, ou seja, atuam no lado negativo, mas em serviço da Luz.
  2. Isso acontece porque há certos trabalhos, energias, espíritos, entre outras coisas que são densas demais para serem desfeitas pelos irmãos da Direita.
  3. Portanto o trabalho dos Exus é algo essencial para a cura e a limpeza de um consulente, e eles nada têm a ver com coisas malignas ou negativas como alguns pintam por aí.

Sendo assim, dentre os Exus há as falanges – ou seja, um grupo desses guias –, que trabalham em uma determinada força ou vibração, e então são denominados de acordo com sua falange. Temos, portanto, os Exus Caveiras, Exus Tranca-Ruas, Exus Tiriris, entre outros.

  1. Os Exus Tiriris são de um mistério originado no Trono da Esquerda da Lei e trabalham na vibração de Ogum.
  2. Por isso é que esses seres trabalham na irradiação da Lei e da Ordem, atuando na vitalização da ordem e na retidão nos sete sentidos da vida.
  3. Entenda o papel das pedras na Umbanda Esses guardiões atuam, principalmente, quebrando, devolvendo e retornando, ou seja, quebrando demandas e trabalhos energéticos negativos; devolvendo o que é de cada um por direito; e retornando aquilo que foi feito para quem fez.

Quando um consulente passa com um Exu Tiriri, ele é trabalhado de forma que seus negativismos internos sejam ordenados, as demandas sejam quebradas e os caminhos sejam abertos. Quando essa entidade se apresenta a alguém é porque a Lei Maior já ordenou o fim de uma ação negativa que existia na vida daquela pessoa. Além disso, o orixá Exu Tiriri é chefe da legião de Exus combatentes do mal e também atua nas Sete Irradiações Divinas, assim como a legião dos Setes, ou seja, Sete Catacumbas, Sete Caveiras, Sete Encruzilhadas, entre outros. Exu Tiriri também tem uma forte ligação com Exu Mirim.

Para melhor entendimento, é preciso dizer que Senhor Tiriri é o polo negativo do orixá Ibeji, ou seja, o orixá que rege os Erês, as ditas crianças de umbanda. Essa entidade também é considerada o Senhor da vidência, é aquele que vê mais além, por isso é normalmente evocado na hora de jogar búzios, tanto na umbanda quanto no candomblé.

Outro nome que você pode ouvir ao fazer uma busca com o nome dessa entidade é Exu Tiriri Lonan, que, embora pareça ser alguém diferente, é apenas uma variação do nome de Tiriri. Descubra o poder dos búzios Exu Tiriri Lonan, portanto, é descrito também como um Senhor que trabalha para o bem na linha da esquerda.

Qual é o Orixá que vai reinar em 2023?

Exú, Oxóssi e Oxum são os orixás regentes de 2023, segundo informações do presidente da Associação Brasileira de Preservação da Cultura Afro Ameríndia (AFA), Leonel Monteiro. “Esses orixás que estão reinando, de uma forma geral, o ano. Aí vem um outro orixá junto, não que esteja reinando, mas por conta de Oxum, vem Ogum junto”, disse Leonel Monteiro.

  • Conforme explica o presidente da AFA, 2023 é um ano para as pessoas de Candomblé, de uma forma geral, além de ser propício a realizações de grandes projetos que sejam colocados com força própria de trabalho, garra e exposição.
  • A tendência é que esses grandes projetos venham a dar certo, porque Oxum traz a sabedoria da mulher, da força feminina, a organização.

Oxóssi traz a fartura e Exú vai abrir os caminhos junto com Ogum, que vence as demandas e está alí guerriando no sentido deles dois”, explicou. Conforme Leonel Monteiro, essas realizações vão gerar grandes “riquezas e faturas”. “Quando a gente fala em riquezas e farturas, não é o dinheiro, só isso, são no sentido de realizações mesmo, de benefícios para todas as comunidades, em todos os campos da nossa vida”.

Como saber seu Ori?

NÚMERO 16 – ALAFIÁ – Regido por Oxalá e Orumilá, ALAFIÁ Odu traz tranquilidade e alegria para a sua vida. Você é mestre em criar um clima harmônico no ambiente a sua volta. Você certamente alcançará o sucesso se conseguir manter todo esse equilíbrio.

Entenda agora o que significa os Orixás e seus Exus

A gente criou um super quiz (gratuito!) que mostra qual o Orixá mais te representa segundo a sua personalidade. Faça agora e veja se o resultado será o mesmo que você encontrou fazendo as contas da Numerologia dos Orixás. Caso você queira saber realmente qual é o seu Orixá, é preciso conversar com um Pai ou Mãe de Santo. Agora que você já sabe tudo sobre a Numerologia dos Orixás, que tal aprender um pouco sobre a Numerologia Espiritual e descobrir qual é o seu compromisso com a espiritualidade?

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O que acontece quando faz o santo?

Este ritual supõe a celebração de uma aliança com o orixá porque é em cima da cabeça, no ori, que os orixás se apoderam do seu devoto. No bori, a mãe-de- santo faz ofertas à cabeça da pessoa e ao orixá ‘dono’ da cabeça.

O que é uma gira de Erê?

As crianças de Cosme e Damião – Estas entidades representam a alegria, a sinceridade, a inocência, tudo que é puro. Representam as crianças, são alegres, travessos, manhosos, cheios de dengo e manias. São a síntese da pureza. Geralmente são muito ligados à linha das almas ( Pretos e Pretas-velhas), sempre pedindo suas bênçãos e se referindo a eles como “Vô” e “Vó”.

São apegados aos seus apetrechos. Cada um deles tem uma mania: chupetas, bonecas, carrinhos, bonés, marias-chiquinhas, travesseiros, talco, etc. Sempre quando estão em terra esperam muitos agrados, adoram doces, guloseimas, balas, pirulitos e adoram um grande bolo todo confeitado e um “Parabéns à você” para eles cantarem e apagarem as velinhas.

São muito sensíveis, então, por esse motivo nunca devemos deixá-los vir sem uma festinha. Eles esperam por isso. São entidade de grande sabedoria, que entre brincadeiras, soltam as “verdades” que muitas vezes precisamos ouvir. Para agradá-los, sirva uma boa porção de doces regados a bastante mel, num parque ou num jardim bem florido.

Como o Erê vai embora?

No Candomblé o Erê é uma energia oriunda do Orixá ligada ao inconsciente infantil do noviço, o Erê participa como sendo um elo de incorporação. É também por meio do Erê que o Orixá se interioriza ao noviço aprendendo as coisas fundamentais do candomblé, como as danças e os ritos e toda a liturgia.

O Erê é o mensageiro do Orixá em qualquer situação, inclusive, podendo substituí-lo momentaneamente em várias circunstâncias, inclusive no xirê. Em casos raros em que o Orixá foge (desincorporar subitamente) é o Erê que toma a frente, até de forma lúdica, mantendo o iyawo em transe para posterior retorno do Orixá.

O Erê também cumpre funções que o zelador determinar dentro da Casa de Santo, podendo lavar, cozinhar, passar e cumprir as multas ou chimbas aplicadas ao filho. A palavra Erê vem do Yorubá, iré, que significa “brincar”. O Erê também recebe oferendas que são as comidas do seu Orixá, e também, simbolicamente, brinquedos infantis, festas, bolos, aí já dentro do sincretismo religioso.

O Erê é responsável pelo cumprimento litúrgico do ronkó independente do iyawo estar virado ou não, é o vigia do Orixá. O Erê também responsável pelo resguardo do iyawo defendendo-o contra tudo e em qualquer momento em que estiver fora da Casa de Santo. O Erê quando muito bem educado e doutrinado, pode ocupar depois de algum tempo, lugar de destaque na Casa de Candomblé podendo dar eventualmente, consultas, indicar ebós, etc.

O Erê estará sempre ligado as determinações do Orixá, pois sem a presença do Orixá não haverá Erê, é condição básica a presença do Orixá para o que o mesmo deixe o Erê chegar, como também para o Erê ir embora, o Orixá também retornará realinhando as energias.

O Erê acompanhará sempre o sentimento do Orixá com os mesmos Ewós, kizilas, ajeuns e indumentária básica. No dia seguinte a festa da saída do Iyawo, um novo ritual acontece chamado Panan, que é o reaprendizado do dia dia, quebra de ewós, readaptação a vida social, onde pode haver a participação do Erê, o Erê ganhará um nome que esteja intimamente ligado ao seu Orixá, escolhido por quem o apadrinhou.

Todos os iniciados tem Erê, porém nem todo Orixá deixa o Erê, ainda assim existe um orô para chamar o Erê. Erê Mi! Os Erês podem participar e serem vistos em algumas casas antigas no ritual chamado “Carurú de Ibeji”, onde são homenageados os Orixás gêmeos que regem o nascimento do Orixá no ronkó.

Qual a diferença entre Ibeji e Erês?

A festa de Ibeji, Erê ou Cosme e Damião No dia 27 de setembro se celebra em muitas partes do Brasil uma festa religiosa bastante popular, que se formou no entrecruzamento de diversas tradições religiosas. Ela é conhecida por diversos nomes, dependendo da origem religiosa.

  • Assim, advindo do Candomblé, o nome mais usado é festa de Ibeji, da tradição da Umbanda vem o uso do nome Erê e da tradição cristã o nome de Cosme e Damião.
  • Mas é comum que se use qualquer um destes nomes, independente da tradição, como também é fato que a festa ultrapassou o âmbito destas instituições religiosas para se tornar uma festa popular, principalmente no Nordeste e Sudeste.

É uma festa dedicada às crianças. No Nordeste – especialmente na Bahia – se costuma fazer neste dia um prato típico chamado de Caruru dos Meninos ou Caruru dos Santos. Este prato é servido gratuitamente para as crianças. No Sudeste – mormente no Rio de Janeiro – há o costume de se distribuir gratuitamente pipoca, balas e doces para as crianças.

  1. Estas passam boa parte do dia em certos lugares da cidade, onde estas guloseimas são distribuídas.
  2. Há – por parte de quem distribui estes doces – um certo sentimento de gratidão pelas coisas boas ocorridas e pedidos de que a vida continue transcorrendo bem.
  3. Muitas destas distribuições de pipoca, doces e balas são fruto inclusive de pagamento de promessas feitas.

Na tradição religiosa, Ibejis são os orixás gêmeos no Candomblé, cujo ritual está ligado especialmente à proteção das crianças; Erês são as entidades-crianças na Umbanda; e Cosme e Damião são santos-gêmeos que teriam sido médicos em suas vidas e cuidado especialmente de crianças.

Assim, há nesta festa uma confluência de tradições diversas em torno da alegria e cuidado para com as crianças. Ela também tem uma função de socialização religiosa, pois neste dia as crianças costumam circular por diversos ambientes religiosos, promovendo um sentimento de integração. Há um outro elemento presente nesta festa, mais destacado na iconografia, que é a relação religiosa com os gêmeos.

Muitos povos e culturas veem no fenômeno do nascimento de gêmeos algo sagrado a ser reverenciado. Há por exemplo, os Dióscuros na cultura grega, Castor e Polux na mitologia greco-romana, os gêmeos míticos Rômulo e Remo que fundaram a cidade de Roma, Cosme e Damião na tradição cristã, Ibeji na tradição africana dos ioruba, etc.

Este dado antropológico é também um elemento de confluência na origem desta celebração. O desenvolvimento e a popularização deste costume no Brasil é um exemplo interessante de que uma festa também pode ser um espaço de confluência e diálogo inter-religioso. Muitas das críticas que se fazem a esta festa são resultado apenas da falta de conhecimento da nossa cultura.

: A festa de Ibeji, Erê ou Cosme e Damião