Quando a pessoa sonha todos os dias?

Por que sonhamos? – Em 2005, essa foi uma das perguntas na lista de 125 perguntas sem resposta para os cientistas do século 21, publicada pela revista “Science”, uma das publicações mais prestigiadas do mundo na área, em comemoração aos seus 125 anos de existência.

  1. Hoje, mais de 15 anos depois, ainda não há uma resposta definida para essa pergunta.
  2. A função do sonho é uma área misteriosa para a ciência.
  3. A gente não tem até hoje na literatura descrito o porquê da gente sonhar, para que servem os sonhos.
  4. O que a gente pode dizer é que eles são um processamento do cérebro de reorganização das imagens, das informações obtidas durante o nosso dia a dia”, explica a dra.

Monica. Para o dr. Fernando, quando analisamos o sono de maneira geral, ele talvez seja a ferramenta humana mais importante de adaptação. “A gente talvez seja a espécie que domina o planeta porque consegue se adaptar a diversas situações no que diz respeito a temperatura, clima, comportamento social e linguagem”, afirma.

  1. Um exemplo disso é que, se você for morar fora do país, depois de alguns meses você começa a sonhar na língua estrangeira que está aprendendo.
  2. E isso é muito importante, isso mostra pra gente uma capacidade adaptativa do sistema nervoso central a viver o ambiente em que você está.
  3. E isso funciona o tempo todo, toda noite você está se adaptando à realidade a que você está exposto”, explica o médico.

“Então o sonho, na verdade, faz parte de um conjunto de ações do sistema nervoso central que tem como característica principal a sua adaptabilidade ao meio ambiente em que você vive – seja no nível cognitivo, fisiológico ou biológico.” O sonho muitas vezes é nebuloso porque não segue uma sequência lógica, mas ele está totalmente relacionado ao nosso dia a dia.

  1. É uma releitura.
  2. Existem algumas teorias de que o sonho inclusive ajuda na fixação da memória ; é como se você vivesse em primeira pessoa aquilo que você viu ou presenciou durante o dia.
  3. Fazer com que você viva a situação como autor principal, levando então a um aprendizado maior.
  4. São teorias que existem em relação ao sonho, mas ainda tem muita coisa que a gente não tem domínio”, completa o neurologista.

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É bom sonhar todos os dias?

Verdade seja dita: todo mundo já teve aquele sonho marcante e tentou interpretar o que ele queria dizer fazendo buscas sobre um possível significado na internet. Agora, sabia que a discussão sobre sonhos vai além de uma abordagem filosófica e tem um caráter científico? Sonhar faz bem não somente para consolidar a nossa memória, mas para mostrar sinais de bem-estar, saúde e autoconhecimento.

  1. Embora o consenso científico sobre qual impacto dos sonhos no nosso cotidiano não esteja tão bem definido, existem algumas teorias de que sonhar reflete muito o que estamos vivendo e nos ajuda a processar as emoções que experimentamos ao longo do dia.
  2. Por exemplo, a pesquisadora Rosalind Cartwright – pioneira na ciência dos sonhos e conhecida como “Rainha dos Sonhos” – descobriu que pessoas com depressão apresentam melhoras nos sintomas quando conseguem lembrar o que sonharam na noite passada.

LEIA TAMBÉM: Como pegar no sono: seis passos para dormir em dois minutos “Os sonhos refletem o que estamos passando em nosso dia a dia – tanto numa dimensão emocional quanto na dimensão cognitiva”, explica a doutora Silvia Conway, psicóloga do sono e diretora da Associação Brasileira de Medicina do Sono (ABMS),

O que fazer quando a pessoa sonha muito?

Homepage Doenças Distúrbios Do Início E Da Manutenção Do Sono Olá Gostaria De Saber O Que É Bom Para Parar De Sonhar Anoite Eu Sonho Muito?

4 respostas Olá gostaria de saber o que é bom para parar de sonhar anoite eu sonho muito? Os sonhos são como um aviso do seu corpo para você. Sonhos aditivos, fortes pesadelos, podem ser indícios de que algo deve ser mudado em sua vida. Pois o material dos sonhos vem da sua vida de vigília, atual e passada, e os sonhos são atravessados pelos seus desejos inconscientes.

Por que algumas pessoas sonham muito e outras não?

Continua após publicidade sono (Thinkstock/VEJA) Continua após publicidade Quem tem sono leve se lembra dos sonhos com maior frequência do que quem tem sono pesado. Em um estudo publicado neste domingo no periódico Neuropsychopharmacology, cientistas do Centro de Pesquisas em Neurociência de Lyon, na França, mostram que quem se recorda dos sonhos exibe mais atividade em uma área cerebral conhecida como junção temporo-parietal, responsável pela percepção de estímulos externos como sons e luz.

  1. São pessoas que despertam mais durante a noite e, assim, gravam mais os sonhos na mente.
  2. CONHEÇA A PESQUISA Título original: Resting Brain Activity Varies with Dream Recall Frequency between Subjects Onde foi divulgada: periódico Neuropsychopharmacology Quem fez: Jean-Baptiste Eichenlaub, Alain Nicolas, Jérôme Daltrozzo, Jérôme Redouté, Nicolas Costes e Perrine Ruby Instituição: Centro de Pesquisas em Neurociência de Lyon, na França Continua após a publicidade Dados de amostragem: 41 pessoas Resultado: Os cientistas descobriram que pessoas que se lembram de seus sonhos com frequência exibem mais atividade cerebral no córtex pré-frontal e na junção temporo-parietal Os pesquisadores submeteram 41 voluntários a tomografias durante o período de sono e de vigília.

Entre eles, 21 costumavam se recordar de seus sonhos cerca de cinco dias por semana, enquanto os demais se lembravam apenas duas vezes por mês. Os que se recordavam com maior frequência exibiam mais atividade cerebral no córtex pré-frontal e na junção temporo-parietal – ou seja, ficavam mais tempo “ligados” durante a noite, acordavam mais e, assim, tinham mais memórias do que aqueles com sono pesado.

“O cérebro adormecido não é capaz de memorizar novas informações. Ele precisa estar acordado para fazer isso”, explica Perrine Ruby, principal autora do estudo. Continua após a publicidade Leia também: Cientistas brasileiros mostram que sonhos podem ajudar no diagnóstico de doenças mentais ​ Cientistas usam ressonância magnética para ler sonhos Os cientistas não excluem a hipótese de que algumas pessoas sonhem mais do que outras.

“É possível que aqueles que têm mais lembranças de seus sonhos são também os que produzem uma maior quantidade de sonhos”, afirmam no estudo. Continua após a publicidade O Brasil está mudando. O tempo todo. Acompanhe por VEJA e também tenha acesso aos conteúdos digitais de todos os outros títulos Abril* Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.

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É normal ter muitos sonhos lúcidos?

Como ter sonhos lúcidos? – “A gente sabe que os sonhos lúcidos podem acontecer ao longo da vida e já existem até dados de que 50% das pessoas vão ter sonhos lúcidos”, explica a médica. “E tem um grupo de 20% das pessoas que vão ter sonhos lúcidos pelo menos uma vez ao mês.” O “controle” dos sonhos, explica a especialista, acontece enquanto a pessoa ainda está acordada, trabalhando o seu estado mental e colocando, ao dormir, a intenção de se manter presente enquanto sonha.

“A pessoa pode internalizar um padrão de comportamento, de pensamento, que, junto com outras técnicas, pode trazer para a sua realidade do dia a dia os sonhos lúcidos, como escrever o conteúdo dos sonhos em cadernos, despertar no meio do sonho para ‘acordar’, e, autoimbuído do pensamento de que esse sonho vai ter continuidade de forma lúcida, voltar a dormir e continuar a narrativa.” Um detalhe interessante sobre o assunto é que uma pessoa sonha entre 4 a 6 vezes por noite – durante o chamado período REM, quando nossos olhos fazem movimentos rápidos e a nossa atividade cerebral aumenta.

Inclusive, lembramos que sonhamos porque acordamos no meio desse período, seja despertado por um alarme no celular ou outro barulho ambiente, seja porque o próprio sonho nos fez despertar por algum motivo (por exemplo, durante um pesadelo). Por isso, uma das técnicas para induzir o sonho lúcido é acordar nesse período, programando um despertador para pegar as fases de sono REM de forma a lembrar do sonho que estava tendo e, ao voltar a dormir, buscar manter e continuar a narrativa.

Qual o propósito do sonho?

O que são os sonhos do ponto de vista da psicanálise e da neurociência? – De forma simples, os sonhos são experiências que vivemos enquanto dormimos. Via de regra, um sonho é um conjunto de imagens e outros elementos que o cérebro vivencia durante o sono.

  1. Mas, para a neurociência e a psicanálise, esse conceito pode ficar mais complexo.
  2. A neurociência é o campo de estudo que analisa as particularidades fisiológicas do sistema nervoso.
  3. Já a psicanálise é uma teoria e um método terapêutico que estuda aspectos mais abstratos do funcionamento humano — em particular, o inconsciente.

Para os neurocientistas, nossos sonhos têm objetivos funcionais para o cérebro, que serão abordados mais adiante. Os psicanalistas, no entanto, têm outra visão. Para esses estudiosos e profissionais, os sonhos são uma maneira de acessarmos aspectos inconscientes da psique — ou seja, questões às quais não temos acesso direto enquanto estamos acordados.

Quais são os três tipos de sonho?

OS TIPOS DE SONHOS NA VISÃO DA PSICOLOGIA ANALÍTICA A priori, inúmeras pessoas afirmam que sonhar é algo natural e que os sonhos, na maioria das vezes são bobagens e que não deveríamos nos preocupar com as mensagens que eles nos trazem. Na visão da Psicologia Analítica proposta por Carl Gustav Jung (1875-1961) o sonho é uma ponte que liga o consciente e o inconsciente.

  • Robin Robertson (2021) nos sugere em seus estudos que os sonhos não são uma exclusividade da espécie humana e que as outras espécies também podem sonhar.
  • As pessoas que são apaixonadas por animais podem observar que suas criaturas quando estão em estado de sono gemem, fungam, agitam a cauda, movimentam as patas e que todos estes movimentos podem nos mostrar que eles estão sonhando.
  • O sonho na concepção analítica pode ser:
  • O Sonho inaugural consiste naquele tipo de sonho que temos quando entramos numa nova etapa da vida ou recomeçamos algo como um novo emprego, um novo estudo ou o início da meia idade, por exemplo.

Os sonhos arquetípicos são os sonhos que possuem natureza transpessoal. Neste tipo de sonho, os mitos, os símbolos e as imagens se manifestam de maneira fascinante. (1) Quando os sonhos são compensatórios entendemos que eles carregam a função de compensar a carência da personalidade e têm a missão de nos advertir quanto aos perigos e preocupações que rondam nosso estado de vigília.

  • 1) Os sonhos premonitórios podem representar uma antecipação daquilo que está por vir.
  • Segundo Jung, os sonhos podem anunciar situações mesmo antes que elas aconteçam.
  • 1) Pretendo compartilhar aqui um exemplo clássico de sonhos registrados na Bíblia Sagrada.
  • Refiro-me aos sonhos de José, pai adotivo de Jesus, segundo a tradição cristã.

No evangelho de Mateus, capítulo 1, versículos 19 e 20, um anjo apareceu em sonhos a José, dizendo que ele não deveria ter medo de receber Maria como sua esposa, pois o que ela havia concebido foi realizado por obra do Espírito Santo. (2) Neste relato, podemos ver claramente três aspectos do sonho: o compensatório, o arquetípico e o inaugural.

  1. Compensatório pelo fato de José, naquele momento, estar se sentindo confuso, decepcionado e com medo.
  2. Este sonho veio para compensar os sentimentos, pensamentos e emoções de José naquele momento em sua vida.
  3. Este sonho é Arquetípico ao levarmos em consideração a figura celestial personificada no Anjo e também o menino Deus que haveria de nascer.

O sonho também é inaugural por revelar uma nova etapa na vida de José. Ainda no Evangelho de Mateus, no capítulo 2, versículo 13, o anjo novamente aparece a José e o exorta a fugir com o menino Jesus e sua mãe Maria para o Egito, pois o rei Herodes tinha a intenção de matar a criança.

  1. Aponto aqui a característica arquetípica, novamente expressa na personificação humana, e também a premonitória, pois este sonho estava antecipando uma situação ameaçadora que estava por vir.
  2. 2) A função geral dos sonhos é restituir o equilíbrio de nossa psique.
  3. Por esta razão, não deveríamos ignorá-los e muito menos afirmar que são bobagens.
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Pelo contrário, os sonhos são muito significativos e fazem parte de nossa totalidade como pessoa humana.

  1. É preciso criar o hábito de anotar os sonhos, elemento por elemento, conforme eles forem emergindo em nossa consciência.
  2. Evandro Rodrigo Tropéia / Instituto Freedom
  3. Psicoterapeuta – CRP: 06/143949
  4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
  1. Léxico dos Conceitos Junguianos a partir dos originais de Carl Gustav Jung. Organizado por Helmut Hark (2000)
  2. Bíblia do Peregrino. Edição de Estudos. Ed. Paulus.2017. Robert, Robin. Guia Prático de Psicologia Junguiana. Um Curso básico sobre os fundamentos básicos da Psicologia Profunda. Ed. Cultrix.2021.

SUGESTÃO DE IMAGENS OS TIPOS DE SONHOS NA VISÃO DA PSICOLOGIA ANALÍTICA was last modified: abril 13th, 2023 by Instituto Freedom : OS TIPOS DE SONHOS NA VISÃO DA PSICOLOGIA ANALÍTICA

Porque só sonho com coisas ruins?

Porque temos pesadelos – Os pesadelos ocorrem durante uma fase do sono chamada fase REM, mas sua causa exata é ainda desconhecida. Saiba mais sobre as fases do sono, No entanto, tem sido observado que os pesadelos tendem a ser desencadeados por fatores como:

Estresse e ansiedade, como problemas do dia-a-dia, receber uma má notícia ou perder um ente querido; Lesões, como por exemplo aquelas que resultam de um acidente grave, abuso físico ou sexual ou outro evento traumático; Privação do sono, que podem ocorrer em pessoas que trabalham por turnos, que viajam para locais com outro fuso horário, que dormem poucas horas ou que sofrem de insônia; Medicamentos, como antidepressivos, remédios para a pressão arterial ou remédios para tratar o Parkinson ou para deixar de fumar; Abuso de álcool, drogas ou mesmo o desmame destas substâncias; Assistir a filmes ou ler livros assustadores, principalmente antes de ir dormir.

Os pesadelos podem ainda ser causados por transtornos psicológicos, como depressão, outros problemas mentais ou estresse pós traumático, que pode ser causado por alguns dos fatores acima referidos, mesmo podendo ter acontecido no passado. Saiba quais os sintomas que podem estar associado a este transtorno psicológico,

É possível dormir e não sonhar?

(Foto: Pixabay) A pesquisa de Rubin Naiman, da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, mostrou uma improvável conexão: a falta de sonhos se relaciona diretamente com o aumento de doenças mentais como depressão e ansiedade, Antes de entender a relação entre os fatores, é preciso pontuar que o sono é composto por quatro etapas, dentre elas a REM, ou Rapid Eye Movement (“movimento rápido dos olhos”), na qual ocorrem os sonhos.

A “dormida” típica segue um padrão em que o sono mais profundo e não-REM é priorizado pelo corpo. Só mais tarde, no meio da noite e no início da manhã, as pessoas entram no sono REM. “O sonho e o sono REM são frequentemente citados como funcionais na regulação emocional, e vários distúrbios psicológicos estão associados ao sono REM desregulado.

Na verdade, alguns tratamentos para a depressão visam a supressão específica do sono REM e dos sonhos”, escreve Michelle Carr, especialista no assunto, no Psychology Today, De acordo com os cientistas, o problema ocorreu porque, atualmente, os hábitos de sono não são bons.

Quando dormimos pouco, por exemplo, o sono REM pode nem chegar a acontecer; já itens que interrompem a noite de sono, como despertadores, atrapalham e até impedem os sonhos. Leia mais: + Conheça técnicas para você ter sonhos lúcidos + A depressão pode mudar a estrutura do cérebro, afirma pesquisa Fisicamente, a falta de sono REM está associada ao aumento das respostas inflamatórias, ao aumento do risco de obesidade e aos problemas de memória.

Os pacientes com apneia do sono, que podem estar associados a uma perda completa de sono REM, têm mais chances de desenvolverem doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade e depressão. Embora essas estatísticas frequentemente atribuídas à perda de sono em geral, Rubin Naiman argumenta que elas provavelmente também estão ligados à perda de sonhos.

  1. Muitas das nossas preocupações com a saúde atribuídas à perda de sono, na verdade, resultam da privação de sono REM”, escreveu o pesquisador.
  2. Mais REM, menos medo Outra pesquisa mostrou que quanto mais tempo de sono REM uma pessoa tem, menos propensa ela está de sentir medo e angústia.
  3. Aparentemente a etapa, que dura cerca de 2 horas em uma noite com 8 horas dormidas, faz com que guardemos menos memórias traumáticas.

Uma teoria é que o sono REM “limpa” a norepinefrina, uma substância química que mobiliza o corpo da região de onde é secretada. “O REM é muito único porque é a única vez que a área do cérebro fica completamente silenciosa”, disse Shira Lupkin, da Universidade Rutgers, ao The Atlantic,

Uma teoria é que isso permite que você limpe a ardósia antes de começar novamente no dia seguinte. Se você tem menos REM, então você tem menos oportunidade de reduzir seus níveis globais de norepinefrina, o que o tornará mais reativo no próximo dia para um estímulo dado “. Els van der Helm, ex-pesquisadora do sono e fundadora de uma startup de sonhos chamada Shleep, diz que os hormônios do estresse também são baixos durante o sono REM, permitindo que o cérebro ative as memórias, afastando seu “tom emocional”.

Por causa disso, as pessoas que tem bastante sono REM podem ser menos reativas aos estímulos emocionais. Curte o conteúdo da GALILEU? Tem mais de onde ele veio: baixe o app da Globo Mais para ver reportagens exclusivas e ficar por dentro de todas as publicações da Editora Globo.

Por que tem pessoas que sonham mais?

Por que estamos sonhando mais? – Segundo a vice-diretora do InsCer, os sonhos são construídos com base em experiências remotas e em preocupações atuais. E a vivência intensa do tema coronavírus e de tudo o que ess a pandemia implica pode ser uma explicação para estarmos nos lembrando mais dos sonhos.

“As restrições de convívio social, a quebra de rotina, questões financeiras, o medo e a ansiedade sobre a gravidade do que está acontecendo já são motivos fortes o suficiente para sonharmos mais”, aponta Magda, Carolina complementa dizendo que a pandemia da Covid-19 fez com que todos precisassem mobilizar suas vidas de forma muito rápida, fazendo adaptações n o modo de viver e tolerando perdas muito contundentes na rotina,

” Um motivo para que tantas pessoas estejam sonha n d o mais pode ser porque estão recorr endo a todas as possibilidades de trabalhar psiquicamente, O sonho tem sido uma forma muito importante de descarga dessas intensidades que estamos vivendo, do psiquismo encontrar uma forma de dar conta e de elaborar tudo isso “, diz,

A professora de Psicologia ainda aponta que, além dos acontecimentos atuais, na hora de se analisar um sonho e tentar ente n dê-lo, é preciso levar em consideração todo o contexto da pessoa que o sonhou : “Não sonhamos só por causa do coronavírus, da pandemia ou d as restrições que estão impostas,

Sonhamos porque essas situações de hoje tocam naquelas que já eram as nossas questões, nossos conflitos, Quando sonhamos, resolvemos essa dupla mobilização: a interna, do nosso mundo psíquico ; e a externa, daquilo que nos invade – nesse caso, o tema da morte, do adoecimento”,

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Por que algumas pessoas sonham muito e outras não?

Continua após publicidade sono (Thinkstock/VEJA) Continua após publicidade Quem tem sono leve se lembra dos sonhos com maior frequência do que quem tem sono pesado. Em um estudo publicado neste domingo no periódico Neuropsychopharmacology, cientistas do Centro de Pesquisas em Neurociência de Lyon, na França, mostram que quem se recorda dos sonhos exibe mais atividade em uma área cerebral conhecida como junção temporo-parietal, responsável pela percepção de estímulos externos como sons e luz.

São pessoas que despertam mais durante a noite e, assim, gravam mais os sonhos na mente. CONHEÇA A PESQUISA Título original: Resting Brain Activity Varies with Dream Recall Frequency between Subjects Onde foi divulgada: periódico Neuropsychopharmacology Quem fez: Jean-Baptiste Eichenlaub, Alain Nicolas, Jérôme Daltrozzo, Jérôme Redouté, Nicolas Costes e Perrine Ruby Instituição: Centro de Pesquisas em Neurociência de Lyon, na França Continua após a publicidade Dados de amostragem: 41 pessoas Resultado: Os cientistas descobriram que pessoas que se lembram de seus sonhos com frequência exibem mais atividade cerebral no córtex pré-frontal e na junção temporo-parietal Os pesquisadores submeteram 41 voluntários a tomografias durante o período de sono e de vigília.

Entre eles, 21 costumavam se recordar de seus sonhos cerca de cinco dias por semana, enquanto os demais se lembravam apenas duas vezes por mês. Os que se recordavam com maior frequência exibiam mais atividade cerebral no córtex pré-frontal e na junção temporo-parietal – ou seja, ficavam mais tempo “ligados” durante a noite, acordavam mais e, assim, tinham mais memórias do que aqueles com sono pesado.

“O cérebro adormecido não é capaz de memorizar novas informações. Ele precisa estar acordado para fazer isso”, explica Perrine Ruby, principal autora do estudo. Continua após a publicidade Leia também: Cientistas brasileiros mostram que sonhos podem ajudar no diagnóstico de doenças mentais ​ Cientistas usam ressonância magnética para ler sonhos Os cientistas não excluem a hipótese de que algumas pessoas sonhem mais do que outras.

“É possível que aqueles que têm mais lembranças de seus sonhos são também os que produzem uma maior quantidade de sonhos”, afirmam no estudo. Continua após a publicidade O Brasil está mudando. O tempo todo. Acompanhe por VEJA e também tenha acesso aos conteúdos digitais de todos os outros títulos Abril* Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.

É normal não sonhar todos os dias?

FASE REM DO SONO E DO SONHO – Drauzio – Qual é a relação existente entre a fase REM do sono e o sonho? Flávio Alóe – Entende-se como sono REM um estado comportamental diferente do estado de vigília e do sono profundo. É uma fase em que o cérebro está ativo e o corpo ativamente paralisado para que a pessoa não saia fazendo o que está sonhando.

Nos seres humanos, o primeiro estágio do sono é superficial. Nos 30 ou 40 minutos seguintes, paulatinamente, ele atinge sua fase mais profunda. Duas horas depois de terem adormecido, as pessoas entram no sono REM, fase em que ocorre o desligamento da musculatura corporal e aparecem os movimentos oculares rápidos, marcadores fáceis de serem percebidos com monitorização laboratorial pelo perfil de atividade das ondas cerebrais.

Se acordadas nesse período, 95% das pessoas dirão que estavam sonhando. Drauzio – Existem pessoas que não sonham? Flávio Alóe – A não ser que estejam sob medicação ou tenham alguma doença orgânica, todas as pessoas sonham de quatro a seis vezes numa noite normal de sono.

Os antidepressivos podem inibir o sono REM no início do tratamento, mas aos poucos ele vai sendo recuperado. Os sonhos concentram-se na fase REM do sono, mais para o final da noite. Por isso, muitas vezes quando o despertador toca, acordamos lembrando do sonho que estávamos tendo. Drauzio – De fato, quando nosso sono é interrompido pelo alarme do despertador, é mais fácil lembrar do que estávamos sonhando.

Muitas vezes, porém, antes de chegarmos no banheiro, já esquecemos do sonho que tivemos. Flávio Alóe – Raramente conseguimos lembrar um sonho por inteiro. O primeiro motivo é porque os sonhos são muito bizarros, não têm trama nem lógica. Uma hora estamos nas Cataratas do Iguaçu, noutra no Canadá e existe uma pessoa voando por perto.

  • A outra razão para o esquecimento é que a circuitaria neuronal usada para produzir o sonho é diferente da utilizada para a memorização do aprendizado diário.
  • É como se escolhêssemos um caminho diferente todos os dias para chegar ao destino.
  • Três ou quatro semanas depois, se quiséssemos lembrar o percurso adotado numa determinada ocasião, jamais conseguiríamos.

Parece mesmo que o sonho foi feito para ser esquecido. Não se sabe bem por que, mas é como se ele existisse para fazer uma limpeza neuronal, retirando as informações em excesso ou inúteis. Só permanecem aquelas que representam um evento traumático, de caráter repetitivo e que acaba transformando-se num transtorno do sonho.